"tive por necessidade escrever-vos e exortar-vos a batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos" Judas 3
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Paulo um homem de coragem e graça - Charles Swindoll
12 maio, 2015
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Hipocrisia um perigo para um coração arrogante
05 abril, 2014
Jesus ensinou que hipocrisia era um mau que não poderia existir dentro do coração humano, alguns fariseus eram extremamente repreendidos por Jesus, por sustentar uma vida de hipocrisia.
O termo hipocrisia (υποκρισις) aparece a primeiramente nos textos gregos que falam sobre o que acontece em um teatro, o que acontece durante a interpretação de uma personagem. Muitas vezes esses atores, utilizavam máscaras, de maneira que ao verdadeiro rosto do ator ficava oculto.
Nesse sentido, ser um hipócrita seria aquele que interpreta bem um papel, tão bem que parece realidade. Então, uma pessoa que sabe interpretar seria uma pessoa hipócrita.
Dessa forma, não fica difícil de entender como o termo se tornou uma característica de uma pessoa falsa e que não está falando a verdade. Essa característica é aparente em pessoas que não estão falando a verdade, por algum motivo elas desejam, insistem em esconder a verdade e sustentar uma situação que não está baseada em fatos.
Um dos motivos mais comuns da tentativa de se ocultar uma realidade é a necessidade de um coração manter a apreciação das pessoas ao seu redor em detrimento da verdade. Quando Jesus repreende os Fariseus temos um exemplo de tentar de ocultar a realidade através de uma aparência, a semelhança das máscaras que cobriam os rostos dos hipócritas gregos.
Quando Jesus repreende essas autoridades temos um quadro muito impressionante a respeito da tentativa dos Fariseus de sustentar a sua autoridade de testemunho através da mentira e de vestes religiosas. Essa atitude dos Fariseus demonstra uma despreocupação da opinião de Deus sobre as suas vidas, e uma valorização da opinião do povo, da glória dos homens.
Esse mau parece que é edêmico em toda humanidade, ou seja, todos os homens estão de alguma forma aparelhados com a mentira, de forma que mentir seria uma prática comum dentro da vida e do coração humano.
Em semelhança aos Fariseus Jesus repreende fortemente essas pessoas e as ordenam o arrependimento, de maneira que uma vez que esses corações arrogantes se desprendam da sua soberba haverá luz sobre as trevas da realidade oculta desses corações.
Sendo assim, devemos estar vigilantes para que a mentira não ache abrigo em nossos corações e comecemos a interpretar uma realidade que não é nossa. Que Deus abençoe nossa mente para que as trevas não achem lugar em nós.
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Cristãos Anônimos
08 dezembro, 2012
A cultura humana está encharcada pela busca da auto promoção e da fama, desde a mais tenra idade somos estimulados à busca pelo sucesso. Nos últimos dias a busca pela fama entra nos círculos evangélicos provocando os devidos estragos. Como falo para cristãos espero que o pensamento sobre a fama e sucesso possa ser compreendido como algo prejudicial e nocivo ao cristão.
A vida contém períodos de solitude e recolhimento. Paulo, o grande apostolo dos gentios, passou um período recluso em lugares desertos a fim de meditar e digerir as visões e mudanças que ocorreram na sua vida desde que se encontrara com o terrível Cristo ressuscitado, o qual o chamara para padecer por amor do seu nome. O mais interessante na carreira de Paulo é que o mesmo não alcançou o status de notável apóstolo de maneira instantânea, mas foi alcançado após um longo período de aperfeiçoamento e refinamento segundo a graça de Deus.
Um dos primeiros pontos a se observar sobre a trajetória de vida e o pensamento de Paulo é que o mesmo acreditava que qualquer cristão (notável ou não) era apenas produto da abundante graça de Deus, nada mais, ou seja, não há méritos humanos dentro da perspectiva da graça. É nessa realidade que o sucesso e a fama desejada pelos corações humanos devem desaparecer.
O apóstolo Paulo foi sem dúvida uma grande ferramenta da graça de Deus, não se pode negar isso, e não podemos negar que o mesmo teve o prazer de ter tido sua história de vida eternizada nas páginas das Bíblia Sagrada. Mas o que dizer dos milhares de cristãos que viveram e morreram pelo Evangelho, sem que ao menos se ouvisse os seus nomes? O que dizer dos cristãos que o único e último momento glória diante dos homens foi ter seu nome pronunciado pelo algoz ante a sua execução em uma arena numa guilhotina?
O apóstolo Paulo foi sem dúvida uma grande ferramenta da graça de Deus, não se pode negar isso, e não podemos negar que o mesmo teve o prazer de ter tido sua história de vida eternizada nas páginas das Bíblia Sagrada. Mas o que dizer dos milhares de cristãos que viveram e morreram pelo Evangelho, sem que ao menos se ouvisse os seus nomes? O que dizer dos cristãos que o único e último momento glória diante dos homens foi ter seu nome pronunciado pelo algoz ante a sua execução em uma arena numa guilhotina?
Infelizmente os ensinamentos da "teologia da prosperidade" que tenazmente assediam os cristãos em todo o mundo acabam sucumbindo diante dessas perguntas, tendo em vista que a mesma não concebe que um cristão verdadeiro possa vir a sofrer dessa maneira. Oferece um evangelho que enfatiza as obras e despreza a graça, coloca o homem como o centro e Cristo como nosso mordomo. Relativizam as Escrituras a tal ponto de descaracterizá-la. Infelizmente o "cristianismo" do sucesso e da fama terá seu espaço por algum tempo, até que a heresia e a mentira corroam sua doutrina tornando-a ainda mais pálida e desfigurada.
Resta aos que ainda se lembram do valor e da responsabilidade de carregar a mensagem da graça de Deus, que mantenham firme a confissão e a pregação do Cristo crucificado, da graça suficiente e gratuita. Mesmo que seus nomes sequer sejam mencionados entre os círculos evangélicos mas que Cristo conhece o trabalho e o compromisso que há dentro de cada coração que foi achado pela sua maravilhosa graça.
Deus nos abençoe!
Referências
FOXE, John. O livro dos mártires. Ed. Mundo Cristão. São Paulo. 2003.
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O cristão e a vontade de Deus
01 outubro, 2011

Alguns comentários acerca da prosperidade humana no meio evangélico dão a entender que aquele que está em Cristo pareça muito mais com um super-herói indestrutível capaz de realizar grandes feitos segundo a sua própria vontade. Nesse sentido, essa postagem tem o objetivo de observar a luz da Bíblia como podemos unir as características do verdadeiro Cristão e a vontade de Deus.
Inicialmente observando um breve relato dos Cristãos primitivos que se inicia na Bíblia Sagrada é possível perceber o sentimento que deveria estar presente no coração dos cristãos: o sentimento de auto-esvaziamento ou de kenosis, imitando a Cristo que "esvaziou a si mesmo tomando forma humana" Fp 2.7 segundo o que está escrito na carta de Paulo aos Filipenses. Nesse sentido, essa humilhação deveria levar os cristãos a comunhão verdadeira e adoração completa a Deus sem olhar para os interesses próprios.
Somente essa passagem seria suficiente para mostrar que os nossos interesses não podem ter a mesma força de antes de conhecermos a Cristo, porém a Bíblia está repleta de outros exemplos, como quando Jesus ensina o sentimento negação de si mesmo como está em Lucas 9.23.
É evidente que na vida poderemos experimentar sofrimentos, tais sofrimentos geralmente se caracterizam por algum tipo de privação, seja de algo ou até mesmo de alguém, nesse sentido é plenamente aceitável que no restante da vida de um cristão sobre a terra não haverá concessões a favor dessas privações, ou seja, Deus não, obrigatoriamente, intervirá para sanar essa privação.
Uma coisa que deve ser talhada em nossos corações e mentes: a nossa submissão à vontade de Deus é o suficiente para que experimentemos o que Deus reservou para nós em sua criação. Isso deve ser o guia de nossa caminhada para que quando chegar o momento de terminar a carreira nesta vida possamos entender o que o apóstolo Paulo pregava: A vontade de Deus é boa perfeita e agradável.
Espero que aos que têm um compromisso sincero com Cristo e sua palavra possam se guiar por essas realidades presentes na Bíblia Sagrada.
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