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Permita me apresentar Saulo de Tarso

30 junho, 2015




E há um só Deus e um mediador entre Deus e os homens Jesus Cristo o homem. A fim de que sejam salvos a Bíblia chama todo homem a se arrependerem de seus pecados e crer no Evangelho. O que significa se arrepender? Muitos têm definido o termo como mudar a mente de alguém. E é isto que a palavra significa em grego. E de fato essa verdade está lá. Mas ela quer dizer muito mais do que você e eu podemos "culturalmente" conceber hoje. Você pode pensar: Bem, mudar a mente de alguém é muito superficial!

A mente na Bíblia se refere ao coração, o centro de controle do ser humano, das suas vontades, emoções do nosso intelecto e das tomadas de decisão, mas não apenas no conhecimento mas em toda a perspectiva de vida. Então o que ele está dizendo é: se você mudou sua mente tudo mudará junto! 
Vou lhes dar uma descrição perfeita de arrependimento: O apóstolo Paulo, ele teve uma mudança de mente. Quando ele saiu para ir à estrada de Damasco, ele saiu com ordens para capturar cristãos. Por que era o que ele acreditava, o que ele pensava, que Jesus de Nazaré era o maior blasfemo que andara sobre a Terra, era isso que ele achava. Pensava também que os cristãos formavam uma seita terrível que deveria ser destruída. Era isso que ele pensava.

Então no caminho de Damasco, ele teve um encontro com o Cristo ressuscitado. E o que aconteceu? Sua vida mudou! Ele viu que tudo aquilo que ele perseguia estava errado. Tudo o que ele pensava sobre a realidade e sobre Deus estavam erradas! Ele reconheceu o erro e começou a pensar de forma completamente diferente. Agora pra ele Jesus é o filho de Deus, o tão esperado Messias. Ele agora olha para os cristãos como o próprio povo de Deus, o Israel de Deus. E por que todos os seus pensamentos mudaram, tudo muda. Depois de ser batizado, Paulo começa a pregar o Evangelho.

E então começa ser perseguido por conta da mesma fé que perseguia. Veja então que arrepender-se é perceber que todo o seu pensamento, sua visão sobre realidade estava errada. E então ver e se submeter à verdade de Deus sobre quem ele é, sobre quem você é sobre quem é Jesus e o que ele fez por você. A questão é: você se arrependeu? Sua mente mudou? Essa mudança  de mente levou a mudança de intelecto, de vontades, de suas emoções? Os pecados que você amava agora os odeia? A santidade que você desprezava, agora você a deseja?

Pense nisso, e seja ricamente abençoado...

Escolhidos uma exposicao sobre a doutrina da eleição

22 julho, 2014




Uma das melhores defesas da eleição soberana de Deus na salvação vem da caneta de Sam Storms, em seu livro clássico, Escolhidos: uma exposição da doutrina da eleição. Lançado esse ano (2014) em português pela Editora Anno Domini.

Escolhidos é um olhar humilde e profundamente bíblico na controversia da doutrina da eleição soberana por Deus. O pastor Sam Storms se utiliza de várias ilustrações afim de facilitar a compreensão dos conceitos para aqueles que são novos na discussão.

Embora existam muitos livros sobre a doutrina da eleição, poucos enfatizam o prazer de Deus em seus Escolhidos! É isso mesmo, Deus se deleita nos eleitos. Construindo sobre Efésios 1:11-18, Storms escreve:

"Deus não nos predestina a contragosto, com tristeza, ou relutância. Ele queria fazê-lo. Ele se encantou ao fazê-lo. Deus tem uma vida emocional. Há uma complexidade imensa e insondável em seus sentimentos: Ele se deleita em algumas coisas, e despreza outras. Ele ama e odeia. Ele se alegra e julga. Escolhendo os pecadores merecedores do inferno para passar uma eternidade com ele como seus filhos amados é exclusivamente cheio de alegria e agradável e delícias e emocionante gratificação para o coração de Deus! Deus ... não só se encanta no ato da eleição, ele também sente grande prazer com os objetos da eleição: a gente! ... Deus quer compreender e entender e experimentar quando estamos com ele! Há glória e de honra, porque somos eleitos. Eleição dá glória e honra, mas não é baseado nela"(p. 188, 191-192).

Quão humildes calvinistas nós seríamos se realmente compreendêssemos este conceito. Deus se alegra sobre nós e sobre nós exulta com alta voz (Sofonias 3:17)! Ele se deleita em Seus eleitos. Se você foi eleito por Deus, Seu coração se alegra, se deleita, está animado e satisfeito.

Mas nós não somos pecadores totalmente depravados que merecem apenas da ira de Deus? Sim, mas Deus se deleita. Deus não se deleita em nós porque temos esse prazer. Ele se deleita em nós, porque Ele nos escolheu livremente. Nós somos os filhos pródigos depravados, Deus é nosso pai, que esbanja justiça imerecida, alegria e prazer sobre nós (Lucas 15:11-32).

Poucas verdades melhor nos encorajam, e nos ajudam a lutar contra a condenação do pecado em nossos corações, e a nos concentrar em adoração coletiva sobre a graça de Deus ou verdadeiramente trazer humildade aos nossos corações. Deus canta acima de nós. Verdade Impressionante!

Se você é um opositor do calvinismo ou se você foi um calvinista por 50 anos, este livro será um grande desafio ou um encorajamento. Ainda melhor, esse livro vai agitar suas afeições, pois Escolhido é realmente uma obra maravilhosa sobre as motivações e o caráter do grande Deus da eleição!


Referências

Sam Storms, Escolhidos - uma exposição da doutrina da eleição. Capítulo 1


A mais terrível verdade das Escrituras

29 outubro, 2013


O Evangelho: a Verdade mais terrível das Escrituras.

Primeiramente o Evangelho começa com Deus. Veja que toda questão volta à natureza de Deus, Deus é justo, Deus é Santo, Deus não pode violar seus atributos, Ele não pode fazer algo que O contradiz, Ele é um Deus justo. Agora, isto é uma coisa boa, seria terrível saber que este universo foi criado por um Deus mau, um Deus onipotente que fosse mau seria completamente terrível. Então é bom que Deus seja justo, mas isto também apresenta outro problema.

Se Deus é Justo, o que Ele faz conosco?

Bem eu vou falar a coisa mais assustadora da bíblia para vocês. A verdade mais assustadora da Bíblia é que Deus é bom (Lc 18:19). Bem... neste momento você deve estar se perguntando:

Mas qual o problema disso? Qual o problema de ter um Deus bom?

 Bem... a resposta é a seguinte.  É horrível saber que Deus é bom, porque nós não somos (RM 3:12). Então o que Deus faz com pessoas como nós? Pecadores.... pecamos contra Deus, pecamos contra os outros, pecamos contra a natureza, pecamos contra tudo! (RM 3:23) Toda criação clama pela nossa condenação, se Deus é verdadeiramente justo, então o que Ele faz conosco?

Se um Deus justo simplesmente perdoa os ímpios, Ele não é mais justo. Se um Deus Santo chama o ímpio para Ele mesmo, para ter comunhão com Ele, não é mais um Deus Santo. Então a grande questão de toda a bíblia é esta: Como um Deus justo perdoa o homem ímpio e continua sendo justo?(Nm 14:18)

Como um Deus Santo chama o ímpio para ter comunhão com Ele e ainda continua santo?

 E a resposta se encontra na Cruz de Jesus Cristo. Na Cruz de Jesus Cristo, vemos a revelação tremenda e única da completude dos atributos de Deus. Deus é justo, Ele tem que condenar nosso pecado. Deus é Amor, então Ele se torna um homem em seu filho, vive uma vida perfeita como homem e então vai até aquele madeiro, e no madeiro, os pecados de Seu povo são lançados sobre Ele e toda a justiça de Deus (Rm 3:26) toda ira de Deus que nós merecemos é jogada sobre a cabeça de Cristo. A medida exata necessária para satisfazer completamente a justiça de Deus. Depois de sofrer, Jesus disse: Está consumado! Isso que dizer que Ele fez aquilo que foi exigido para satisfazer a justiça de Deus contra o Seu povo. Ele pagou o preço completo.

Isto é tão importante que se entenda, visto que os nossos pecados não foram expiados simplesmente por que os romanos bateram e pregaram Jesus na Cruz. Nossos pecados foram expiados por que naquela cruz Ele carregou os nossos pecados. "E Agradou a Javé moê-lo".

A ira de Deus que deveria ter caído sobre mim e você, caiu sobre Seu único Filho Amado. Ele sofreu na integra, Ele morreu, pois o salário do pecado é a morte. E no terceiro dia ele ressuscitou dentre os mortos. E agora ele está assentado à direita de Deus e não há nenhum outro nome em qualquer mundo, não há outro nome dado ao homem pelo qual possamos ser salvos, exceto pelo nome de Jesus Cristo, Ele é o caminho a verdade e a vida, ninguém vem ao Pai senão por Ele!


Referências

Paul Washer, The Gospel. The most terrifying truth of Scripture


Maravilhosa Graça

13 fevereiro, 2013


Um dos hinos cristãos mais ouvidos de toda a história evidentemente é Amazing Grace ou Maravilhosa Graça. Esse hino expressa de maneira sublime um espírito grato à Deus pela sua imensa misericórdia e sua poderosa Graça.
Dotada de uma melodia simples que conduz aquele que a conta a um estado de adoração profunda. Esse hino já foi gravado e regravado diversas vezes pelos mais variados cantores ao redor do mundo.
A história desse hino começa nos navios negreiros no Oeste da África, John Newton, um jovem inglês, dono de um barco negreiro, viajava a fim de vender escravos. Certa vez, Newton  encontrou-se em meio a um tempestade na qual o mudou profundamente, fazendo com que Newton meditasse em todos os ensinamentos que ele havia sido instruído em sua infância cristã, agora Deus muda completamente sua vida.
John Newton retorna à sua terra decidido à servir à Deus e viver para sua glória. Em meio às suas produções encontra-se o hino Amazing Grace uma descrição da maravilhosa graça de Deus.

Maravilhosa Graça, Oh quão doce é o som
Que salvou um miserável como eu
Eu estava perdido, mas agora eu me encontrei
Eu estava cego, mas agora eu vejo.
Quando estivermos lá há 10 mil anos,
Brilhantes como a luz do sol,
Não teremos menos dias para cantar louvores a Deus
Do que quando, quando começamos no princípio
Por muitos perigos, labutas e armadilhas,
Eu já passei
A graça de Jesus me trouxe seguro, de tão distante,
E a graça me levará para casa.
Maravilhosa Graça, Oh quão doce é o som
Que salvou um miserável como eu
Eu estava perdido, mas agora eu me encontrei
Eu estava cego, mas agora eu vejo.
 Tradução livre: Amazing Grace - John Newton, 1773.

Referências

http://www.christianitytoday.com/ch/131christians/pastorsandpreachers/newton.html
http://www.johnnewton.org

Cristãos Anônimos

08 dezembro, 2012



A cultura humana está encharcada pela busca da auto promoção e da fama, desde a mais tenra idade somos estimulados à busca pelo sucesso. Nos últimos dias a busca pela fama entra nos círculos evangélicos provocando os devidos estragos. Como falo para cristãos espero que  o pensamento sobre a fama e sucesso possa ser compreendido como algo prejudicial e nocivo ao cristão.

A vida contém períodos de solitude e recolhimento. Paulo, o grande apostolo dos gentios, passou um período recluso em lugares desertos a fim de meditar e digerir as visões e mudanças que ocorreram na sua vida desde que se encontrara com o terrível Cristo ressuscitado, o qual o chamara para padecer por amor do seu nome. O mais interessante na carreira de Paulo é que o mesmo não alcançou o status de notável apóstolo de maneira instantânea, mas foi alcançado após um longo período de aperfeiçoamento e refinamento segundo a graça de Deus.

Um dos primeiros pontos a se observar sobre a trajetória de vida e o pensamento de Paulo é que o mesmo acreditava que qualquer cristão (notável ou não) era apenas produto da abundante graça de Deus, nada mais, ou seja, não há méritos humanos dentro da perspectiva da graça. É nessa realidade que o sucesso e a fama desejada pelos corações humanos devem desaparecer. 

O apóstolo Paulo foi sem dúvida uma grande ferramenta da graça de Deus, não se pode negar isso, e não podemos negar que o mesmo teve o prazer de ter tido sua história de vida eternizada nas páginas das Bíblia Sagrada. Mas o que dizer dos milhares de cristãos que viveram e morreram pelo Evangelho, sem que ao menos se ouvisse os seus nomes? O que dizer dos cristãos que o único e último momento glória diante dos homens foi ter seu nome pronunciado pelo algoz ante a sua execução em uma arena numa guilhotina?

Infelizmente os ensinamentos da "teologia da prosperidade" que tenazmente assediam os cristãos em todo o mundo acabam sucumbindo diante dessas perguntas, tendo em vista que a mesma não concebe que um cristão verdadeiro  possa vir a sofrer dessa maneira. Oferece um evangelho que enfatiza as obras e despreza a graça, coloca o homem como o centro e Cristo como nosso mordomo. Relativizam as Escrituras a tal ponto de descaracterizá-la. Infelizmente o "cristianismo" do sucesso e da fama terá seu espaço por algum tempo, até que a heresia e a mentira corroam sua doutrina tornando-a ainda mais pálida e desfigurada. 

Resta aos que ainda se lembram do valor e da responsabilidade de carregar a mensagem da graça de Deus, que mantenham firme a confissão e a pregação do Cristo crucificado, da graça suficiente e gratuita. Mesmo que seus nomes sequer sejam mencionados entre os círculos evangélicos mas que Cristo conhece o trabalho e o compromisso que há dentro de cada coração que foi achado pela sua maravilhosa graça.

Deus nos abençoe!

Referências

FOXE, John. O livro dos mártires. Ed. Mundo Cristão. São Paulo. 2003. 


A assombrosa humanidade de Cristo

01 dezembro, 2012



O cristianismo possui em um de seus pilares uma doutrina interessante, na qual o Deus criador se acha em forma em humana afim de redimir os pecados da sua criação. Esse ensinamento geralmente é visto rapidamente pelos cristãos, mas quando analisado cuidadosamente provoca espanto, pois revela diversas características do Criador se identificando com sua criação de uma maneira totalmente diferente.

Na teologia, o fenômeno no qual Deus em Cristo se torna homem é chamado de kenosis, de origem grega a palavra significa "esvaziamento", e foi utilizada no texto de Paulo aos Filipenses 2.7 com o sentido de que Cristo deixou alguns atributos da sua divindade.

Ao se falar de "Deus na Terra", temos que falar um pouco sobre um sentimento muito interessante, que está presente na estrutura humana desde os períodos mais antigos, o numinoso. Segundo C. S. Lewis, em O problema do sofrimento, o sentimento do numinoso não está relacionada ao medo, mas numa mistura entre a reverência e o pavor ao invisível. O ser humano sempre se viu rodeado de uma imensidão e perigos, sempre pensando que o universo fosse permeado pelo sobrenatural.

Tratando-se dos judeus, temos o Monte Sinai com terremotos e trovões, e sendo "assombrado" pelo que chamaram de "Senhor justo, que ama a justiça". Nesse caso, além do sentimento de reverência, existe o senso moral atribuído a ele, o que o torna uma entidade que exige moralidade dos que com ele se identificam.

A humanidade de Cristo chega a ser espantosa, pois demonstra que o próprio Deus esteve entre os homens e pregava uma mensagem muito peculiar, que ia desde uma ética estranha até predições sobre o futuro. O que mais chama a atenção, também, é que além de vir ao mundo Jesus experimenta o escárnio e a morte, e morte de cruz.

Essa mensagem, como disse Paulo, é loucura para os gregos e escândalo para os judeus, mas para nós é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê.


Referências

LEWIS, C. S, O problema do sofrimento, Editora Vida, São Paulo, 2006.




Do we hear God speak?

26 outubro, 2012




Tears fall, do we heed the call?
When we lift a prayer to heaven, does He hear at all?
Struggling through the pain we bear
Our hearts don't feel that He is there

Do we hear God speak, in the silence of our pain?
Does the search for answers why, only seem to end in vain?
Do we hear God speak, when we listen for His voice?
So silently He whispers, do we hear God speak?

Heartache can cause the will to break
Day by day we still endure it for enduring sake
Words He gives are spoken clear
Draw near to God and you will hear

Do we hear God speak, in the silence of our pain?
Does the search for answers why, only seem to end in vain?
Do we hear God speak, when we listen for His voice?
So silently He whispers, do we hear God speak?


David Phelps - Journey to Grace, 1994

Oh faithful God

04 outubro, 2012

Oh faithful God, thanks for everything. I know which your grace cover us somehow and wherever we go, You my Lord will take care of me. Thank You when i fell down, thank You when i stood up. Thank You when tears flooded my eyes, thank You when my laughter echoed. Thank You when i remembered and when i forgot. Thank You When I won and when I lost. Because I know You were always beside me. Oh faithful God, thanks for everything!


Ó Deus fiel, obrigado por tudo. Eu sei que a sua graça nos cobre de alguma forma e onde quer que possamos ir, meu Senhor cuidará de mim. Obrigado quando eu caí, obrigado quando eu me levantei. Obrigado quando as lágrimas inundaram meus olhos, obrigado quando meu riso ecoou. Obrigado quando eu lembrei e quando eu esqueci. Obrigado quando eu ganhei e quando eu perdi. Porque eu sei que você estava sempre ao meu lado. Oh Deus fiel, obrigado por tudo.

João 3.16 - Uma breve análise

01 outubro, 2011



"Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna" João 3.16

Pare alguns minutos e releia o texto vagarosamente. Esse versículo é o que podemos chamar de texto de ouro, pois sintetiza e revela um dos grandes atributos do Deus dos Cristãos: o Amor. Partindo desse versículo essa postagem tem o objetivo que realizar uma análise da profundidade desse simples texto.
Ainda que esse texto seja muito utilizado no principio da caminhada por alguns cristãos, Segundo C. H. SPURGEON, nele é possível encontrar alimento tanto para aqueles que há pouco abraçaram a fé como para aqueles que já são maduros em Cristo. Nesse sentido, é bom sempre revisitar as primeiras letras do Evangelho e assim refrescar a memória, voltar a Cruz encontrar-se com Cristo no momento em que ele realizou a entrega que trouxe a salvação ao mundo.
Inicialmente gostaria de ir aos textos originais do Novo Testamento para que possamos observar algumas características especiais:

outws gar hgaphsen o qeos ton kosmon wste ton uion ton monogenh edwken ina pas o pisteuwn eis auton mh apolhtai all ech zwhn aiwnion.
Observando essa sopa de letrinhas gostaria de destacar o primeiro termo em vermelho, que pode ser entendido como: "de tal maneira", essa parte do texto nos mostra que nem mesmo o apóstolo João conseguiu quantificar o amor de Deus, esse amor que que foi de modo tão maravilhoso completo e simples, fora das dimensões humanas que deu seu Filho Unigênito como resgate para a humanidade.
Pare um instante e imagine você em frente a Cruz de Cristo, pés e mãos perfuradas e uma leve brisa que move seu sangue sobre o madeiro. E saber naquele instante que a fonte da salvação humana é esta Cruz e nada mais separa a criação do seu Criador!
Vamos tentar então entender como isso funciona. De acordo com a cosmovisão Cristã Deus é pessoal e tem sentimentos, logo o sentimento mais notável desse Deus é o seu Amor pela sua criação. Desde a queda Adão a criação se apresentou como corrupta, extraviada e sem esperança uma vez que tudo que fora criado agora está sujeita à servidão por um ser humano que se rebelara contra seu Criador. Porém Deus para revelar-se excessivamente amoroso, envia o seu Filho para que o mundo decaído experimente a restauração da comunhão com o Criador.
O que motivou esse amor? Será que existe algo que merecia seu amor nesta terra? Infelizmente, não! Deus poderia muito bem derramar sua ira sobre a criação rebelde e estaria tudo resolvido. De onde vem esse amor tão especial, então? Deus é a fonte! dele vem toda sorte de boas dádivas! Ele mesmo é o autor desse maravilhoso sentimento dado a nós! O ser humano costuma medir o valor do amor de acordo com a renuncia realizada, imagine então o amor de Deus dando o seu Filho Unigênito.
Para encerrar, gostaria mostrar a ultima parte do texto que significa "vida eterna", após de estar diante do Filho de Deus e entender que ele é a Redenção do mundo nada melhor do que crer nele e obter a certeza da vida eterna. Vida essa que durará todo sempre na presença de um Deus de amor inigualável. Nesse instante mesmo aqueles que com pés vacilantes se chegam a Cristo, ainda que com uma fé fraca, podem encontrar descanso nessa maravilhosa promessa de que se nele crermos teremos a vida eterna!
Com essa pequena postagem tento descrever o tamanho do amor de Deus e espero ter alcançado esse objetivo, que Deus nos abençoe cada dia mais através de sua Palavra! Ora vem Senhor Jesus!

Referências

SPURGEON, C. H. Amor Sem Medida – Um sermão sobre João 3:16 Disponível em: http://www.internautascristaos.com.br/ebooks/Amor-sem-medida.pdf, 1850.

TAYLOR W. C. Dicionário do Novo Testamento Grego, 1991.


O cristão e a vontade de Deus


Alguns comentários acerca da prosperidade humana no meio evangélico dão a entender que aquele que está em Cristo pareça muito mais com um super-herói indestrutível capaz de realizar grandes feitos segundo a sua própria vontade. Nesse sentido, essa postagem tem o objetivo de observar a luz da Bíblia como podemos unir as características do verdadeiro Cristão e a vontade de Deus.

Inicialmente observando um breve relato dos Cristãos primitivos que se inicia na Bíblia Sagrada é possível perceber o sentimento que deveria estar presente no coração dos cristãos: o sentimento de auto-esvaziamento ou de kenosis, imitando a Cristo que "esvaziou a si mesmo tomando forma humana" Fp 2.7 segundo o que está escrito na carta de Paulo aos Filipenses. Nesse sentido, essa humilhação deveria levar os cristãos a comunhão verdadeira e adoração completa a Deus sem olhar para os interesses próprios.

Somente essa passagem seria suficiente para mostrar que os nossos interesses não podem ter a mesma força de antes de conhecermos a Cristo, porém a Bíblia está repleta de outros exemplos, como quando Jesus ensina o sentimento negação de si mesmo como está em Lucas 9.23.

É evidente que na vida poderemos experimentar sofrimentos, tais sofrimentos geralmente se caracterizam por algum tipo de privação, seja de algo ou até mesmo de alguém, nesse sentido é plenamente aceitável que no restante da vida de um cristão sobre a terra não haverá concessões a favor dessas privações, ou seja, Deus não, obrigatoriamente, intervirá para sanar essa privação.

Uma coisa que deve ser talhada em nossos corações e mentes: a nossa submissão à vontade de Deus é o suficiente para que experimentemos o que Deus reservou para nós em sua criação. Isso deve ser o guia de nossa caminhada para que quando chegar o momento de terminar a carreira nesta vida possamos entender o que o apóstolo Paulo pregava: A vontade de Deus é boa perfeita e agradável.

Espero que aos que têm um compromisso sincero com Cristo e sua palavra possam se guiar por essas realidades presentes na Bíblia Sagrada.

Da queda à salvação, a história do homem

28 agosto, 2011


O homem em toda a sua trajetória sobre a face da Terra coleciona um conjunto de características boas e ruins que o preparam para a revelação da sublime graça de Deus. Muitos não compreendem como essa graça pode se revelar em meio a uma geração corrupta e perversa como a nossa, porém um judeu do primeiro século que viveu na palestina escreve com propriedade a respeito disso:

"Porque Cristo, quando nós ainda éramos fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios" Rom. 5.6

Segundo a cosmovisão cristã a obra de Cristo teve como fim oferecer resgate a uma humanidade decaída alienada de Deus e pecadora, que só consegue ver diante de si os prazeres e o pouco que lhe resta da criação original é banalmente destruída e humilhada. Esse é o triste estado da humanidade que caminha sobre a face da Terra. Porém no plano de Deus revelado nas Escrituras é possível distinguir três características que segundo Charles Haddon Spurgeon são os três Rs: Ruína, Redenção e Regeneração.

O conceito de Redenção é justamente a obra de Cristo e a suficiência dela de retirar o homem do pecado uma vez que a sua conversão seja autêntica, o outro ponto é a Ruína a qual todos os homens se encontram desde Adão, um estado desprezível e humilhante o qual o priva de se chegar sozinho a Deus e por último temos a Regeneração que é o processo no qual todos os que abraçam a verdadeira fé em Cristo se encontram. O processo de regeneração se inicia no Calvário e só será plenamente concluída no arrebatamento, quando enfim ter-se-á corpos incorruptíveis.

Esses conhecimentos são facilmente encontrados nas páginas da Bíblia Sagrada, de modo que eles devem ser o guia para que se experimente uma comunhão completa com o Senhor através desta bendita esperança como escreve Paulo aos tessalonicenses:


"Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor" I Ts 4.17
Que Deus nos abençoe e nos dê cada dia mais da sua graça!

Referências
SPURGEON, C. H. "A Bíblia - A infalível palavra de Deus" Editora PES.

Verdadeiros adoradores...

07 abril, 2011


Os verdadeiros adoradores...

"Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o pai em espírito e em verdade, porque o pai procura a tais que assim o adorem. Deus é espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade". Joao 4.23,24

Em diversos discursos os versículos de João são evocados para que tenhamos um compromisso mais sério durante o louvor, que tenhamos mais seriedade. De fato as asserções acima são corretas porém outros versículos poderiam ser melhor utilizados.

Em João 4.23,24 temos uma fala do próprio Jesus em meio ao seu diálogo com a mulher Samaritana no qual ela é convidada a conhecer a fonte de água viva. Nesse diálogo Jesus utiliza as palavras adoradores e adoração, no original essas palavras derivam do grego προσκυνεω - proskuneo que significa prestar reverência a alguém superior, no qual se refere também ao serviço realizado por sacerdotes judeus. Nesse sentido, quando Jesus fala sobre adoração ele não está falando somente do louvor mas de um conjunto de atividades mais profundas que envolvem um estado individual que devemos estar perante Deus.
Essa reverência não pode ser superficial visto que Jesus afirma: "em espírito" e não pode ser duvidosa: "em verdade".
Sendo assim, obedeçamos a Cristo em seus ensinamentos, realizando sempre reflexões para que possamos lograr êxito em nossa vida cristã.

Referências

Dicionário Biblico Strong Lexico hebraico, aramaico e grego.

Pedagogia de Cristo

25 julho, 2010


"E com muitas parábolas semelhantes lhes expunha a palavra, conforme a capacidade dos ouvintes" Mc 4.33

Jesus é visto por muitos como um grande Mestre, que falou sobre grandes coisas e ensinou de modo especial, e de fato ele foi.
O papel do professor é de extrema importância na sala de aula, pois é o professor que dá o exemplo aos alunos, tendo poder se estimular ou desmotivar os que lhe ouvem.
Jesus conhecia as pessoas que faziam parte da sua classe, de maneira que ele sabia expor parábolas sob medida para eles, "conforme a capacidade dos ouvintes". Jesus tinha em mãos uma grande responsabilidade: ensinar ao povo verdades espirituais, de modo que eles discernissem as informações sobre o Reino de Deus, sua missão salvífica e o destino de Israel.
Desse modo, entendendo a necessidade de cada um, expôs na medida certa a mensagem, não só por palavras, mas através do exemplo os ensinamentos para orientar os seus seguidores, a maneira de como eles deveriam se portar até o dia em que o seu Mestre voltaria para tomar para si um povo zeloso de boas obras.
Que Deus nos abençoe e nos guarde até o grande Dia do retorno do Senhor.