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A mais terrível verdade das Escrituras

29 outubro, 2013


O Evangelho: a Verdade mais terrível das Escrituras.

Primeiramente o Evangelho começa com Deus. Veja que toda questão volta à natureza de Deus, Deus é justo, Deus é Santo, Deus não pode violar seus atributos, Ele não pode fazer algo que O contradiz, Ele é um Deus justo. Agora, isto é uma coisa boa, seria terrível saber que este universo foi criado por um Deus mau, um Deus onipotente que fosse mau seria completamente terrível. Então é bom que Deus seja justo, mas isto também apresenta outro problema.

Se Deus é Justo, o que Ele faz conosco?

Bem eu vou falar a coisa mais assustadora da bíblia para vocês. A verdade mais assustadora da Bíblia é que Deus é bom (Lc 18:19). Bem... neste momento você deve estar se perguntando:

Mas qual o problema disso? Qual o problema de ter um Deus bom?

 Bem... a resposta é a seguinte.  É horrível saber que Deus é bom, porque nós não somos (RM 3:12). Então o que Deus faz com pessoas como nós? Pecadores.... pecamos contra Deus, pecamos contra os outros, pecamos contra a natureza, pecamos contra tudo! (RM 3:23) Toda criação clama pela nossa condenação, se Deus é verdadeiramente justo, então o que Ele faz conosco?

Se um Deus justo simplesmente perdoa os ímpios, Ele não é mais justo. Se um Deus Santo chama o ímpio para Ele mesmo, para ter comunhão com Ele, não é mais um Deus Santo. Então a grande questão de toda a bíblia é esta: Como um Deus justo perdoa o homem ímpio e continua sendo justo?(Nm 14:18)

Como um Deus Santo chama o ímpio para ter comunhão com Ele e ainda continua santo?

 E a resposta se encontra na Cruz de Jesus Cristo. Na Cruz de Jesus Cristo, vemos a revelação tremenda e única da completude dos atributos de Deus. Deus é justo, Ele tem que condenar nosso pecado. Deus é Amor, então Ele se torna um homem em seu filho, vive uma vida perfeita como homem e então vai até aquele madeiro, e no madeiro, os pecados de Seu povo são lançados sobre Ele e toda a justiça de Deus (Rm 3:26) toda ira de Deus que nós merecemos é jogada sobre a cabeça de Cristo. A medida exata necessária para satisfazer completamente a justiça de Deus. Depois de sofrer, Jesus disse: Está consumado! Isso que dizer que Ele fez aquilo que foi exigido para satisfazer a justiça de Deus contra o Seu povo. Ele pagou o preço completo.

Isto é tão importante que se entenda, visto que os nossos pecados não foram expiados simplesmente por que os romanos bateram e pregaram Jesus na Cruz. Nossos pecados foram expiados por que naquela cruz Ele carregou os nossos pecados. "E Agradou a Javé moê-lo".

A ira de Deus que deveria ter caído sobre mim e você, caiu sobre Seu único Filho Amado. Ele sofreu na integra, Ele morreu, pois o salário do pecado é a morte. E no terceiro dia ele ressuscitou dentre os mortos. E agora ele está assentado à direita de Deus e não há nenhum outro nome em qualquer mundo, não há outro nome dado ao homem pelo qual possamos ser salvos, exceto pelo nome de Jesus Cristo, Ele é o caminho a verdade e a vida, ninguém vem ao Pai senão por Ele!


Referências

Paul Washer, The Gospel. The most terrifying truth of Scripture


Pecadores nas mãos de um Deus Irado

16 janeiro, 2012

O título dessa postagem faz menção a uma pregação realizada por Jonathan Edwards, ministro congregacional, em 08 de Julho de 1741. Caso alguém se interesse em ler antes, segue o link: Pecadores nas mãos de um Deus irado.

A pregação de Edwards chama a atenção por caracterizar três aspectos importantes a respeito da justiça de Deus, da condição do homem e do seu futuro.
Pecadores, essa palavra é frequentemente encontrada nas páginas das Escrituras e significa que o homem desde o seu nascimento em uma condição decaída e corrupta a qual o conduz em uma realidade alienada de Deus. Esse estado decaído faz com que o homem se sinta esvaziado da presença de Deus, por sua vez este mesmo homem tenta criar artificios para substituir  o espaço deixado pelo Criador.



O apóstolo Paulo perante os atenienses faz uma comparação pertinente ao tratar do estado decaído do homem, o qual está sem visão:
"Se porventura, tateando, o pudessem achar, ainda que não está longe de nós" Atos 17.27b
Esse comparação com um homem sem visão é interessante, pois, demonstra como estão os sentidos do homem após a sua queda, nesse sentido, o homem natural nunca poderá encontrar a Deus, mas Deus em sua misericórdia vai em busca do homem decaído e lhe revela a salvação.
Vale a pena fazer menção a um célebre frase:
“Religião é a busca do homem a Deus, por isso há muitas religiões. Mas o Evangelho é Deus buscando o homem, por isso só há um Evangelho.” JONES (?)
Sendo assim, percebe-se que ao se rebelar contra Deus no princípio o homem é punido com sua separação de Deus e assim vaga sobre a face da Terra. Até que Deus começa seu processo de atuação na história.
Uma faculdade ainda deixada nos seres humanos após a queda é o senso de justiça o qual segundo C. S. Lewis explica que há um sentimento de condenação no coração do homem, de modo que ele se encontra condenado não por códigos de etica estranhos mas pelo seu próprio.
Esse pensamento demonstra que o homem apesar de não ver a Deus ele sabe que seu proceder é contrário a vontade de dele, o que o conduz a outra faculdade humana: o arrependimento.
C.S Lewis fala a respeito da reconciliação do homem com Deus através de Jesus, expondo uma análise simples dos conceitos embutidos nas declarações existentes nas páginas do Novo Testamento, como se segue:

[Aquele] Homem, tendo sido morto, estava porém vivo, e que sua morte, de maneira incompreensível para a mente humana, produziu uma real mudança em nossas relações com o "terrível" e" justo" Senhor, modificação essa em nosso benefício. LEWIS (2006)

Essa alegação é tal modo surpreendente e chocante ou até mesmo um horror, que nos conduz a dois pensamentos ou confessamos que ele era um lunático abominável de excentricidade rara, ou caimos de joelho diante dele e confessamos que Ele é Senhor e Deus.

Então originalmente o homem encontrado em um estado corrupto, debaixo da condenação dada por Deus e reconhecida por nós mesmos, deve então buscar a Cristo de modo a alcançar as mudanças entre a relação de Deus com o homem, modificação essa em nosso benefício.

A situação deplorável do homem diante de um Deus justo não é das melhores, o que nos resta apenas buscar a reconciliação com o Criador e preencher o vazio que temos naturalmente dentro de nós.

Que Deus nos abençoe cada dia mais, através da Sua palavra!




EDWARDS, Jonathan, Pecadores nas mãos de um Deus irado, PES, 1741. Pecadores nas mãos de um Deus irado.
LEWIS, C. S, O problema do sofrimento, p. 12, Editora Vida, São Paulo, 2006.
JONES, Stanley, (?) (?).

Da queda à salvação, a história do homem

28 agosto, 2011


O homem em toda a sua trajetória sobre a face da Terra coleciona um conjunto de características boas e ruins que o preparam para a revelação da sublime graça de Deus. Muitos não compreendem como essa graça pode se revelar em meio a uma geração corrupta e perversa como a nossa, porém um judeu do primeiro século que viveu na palestina escreve com propriedade a respeito disso:

"Porque Cristo, quando nós ainda éramos fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios" Rom. 5.6

Segundo a cosmovisão cristã a obra de Cristo teve como fim oferecer resgate a uma humanidade decaída alienada de Deus e pecadora, que só consegue ver diante de si os prazeres e o pouco que lhe resta da criação original é banalmente destruída e humilhada. Esse é o triste estado da humanidade que caminha sobre a face da Terra. Porém no plano de Deus revelado nas Escrituras é possível distinguir três características que segundo Charles Haddon Spurgeon são os três Rs: Ruína, Redenção e Regeneração.

O conceito de Redenção é justamente a obra de Cristo e a suficiência dela de retirar o homem do pecado uma vez que a sua conversão seja autêntica, o outro ponto é a Ruína a qual todos os homens se encontram desde Adão, um estado desprezível e humilhante o qual o priva de se chegar sozinho a Deus e por último temos a Regeneração que é o processo no qual todos os que abraçam a verdadeira fé em Cristo se encontram. O processo de regeneração se inicia no Calvário e só será plenamente concluída no arrebatamento, quando enfim ter-se-á corpos incorruptíveis.

Esses conhecimentos são facilmente encontrados nas páginas da Bíblia Sagrada, de modo que eles devem ser o guia para que se experimente uma comunhão completa com o Senhor através desta bendita esperança como escreve Paulo aos tessalonicenses:


"Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor" I Ts 4.17
Que Deus nos abençoe e nos dê cada dia mais da sua graça!

Referências
SPURGEON, C. H. "A Bíblia - A infalível palavra de Deus" Editora PES.

Elias - fraquezas e vitórias de um servo de Deus

17 fevereiro, 2011


Essa é a estátua de Elias, que está em cima do Monte Carmelo em Israel construída em homenagem a esse servo de Deus que lutou bravamente contra a idolatria de seu tempo.
Elias, seu nome significa: Javé é Deus. Elias é um homem de origem simples e de pequena formação da cidade de Tesbi, que é levantado por Deus para ir de encontro ao poderoso rei Acabe que estava "pertubando a Israel".
O reinado de Acabe inicia logo após um período de 60 anos que compreendem a divisão do reino de Israel em dois (Israel e Judá) e de sucessivos assassinatos que ocorrem para a tomada o poder. Um pouco antes chega Onri, pai de Acabe! O escritor de 1 Reis declara:



"Onri fez o que era mau aos olhos do SENHOR; fez pior que todos os quantos foram antes dele" 1Reis 16.25 ARA
Com esse declaração dá pra perceber o quadro grave no qual o reino se encontrava, num estado de apostasia na qual os reis não mais guardavam a Lei e seus mandamentos, e a adoração a outros deuses era comum. Acabe sobe ao trono e consigo trás Jezabel, uma das grandes responsáveis por sistematizar a adoração a Baal em Israel.
Baal era uma divindade cananéia associada às chuvas e à prosperidade nos ciclos das colheitas. Segundo os olhos de Acabe tudo estava bem, andando contra a vontade do SENHOR. Nesse momento Deus levanta a Elias com uma declaração extremamente forte para Acabe e Jezabel:

"Tão certo como vive o SENHOR Deus de Israel, perante cuja face estou que não haverá nem chuva nem orvalho nestes anos, segundo minha palavra." 1Reis 17.1 ARA

Observe que Elias coloca-se diante de Acabe, um rei ímpio, que acreditava que Baal estava cuidando da prosperidade do reino, Elias então corajosamente declara que o SENHOR e não Baal controla as chuvas e que "nestes anos" não haveria nem uma gota sequer. 
Logo depois desta declaração face a face entre o profeta de Deus e Acabe, Elias se oculta dos holofotes reais e sob a orientação de Deus se esconde no ribeiro de Querite. Segundo Swindoll (2001) Elias foi submetido a um treinamento intensivo diante de Deus com o fim de se preparar para os confrontos que aconteceriam em breve, esse confronto consistiu basicamente em exercitar a sua confiança em Deus em meio a uma grande estiagem.
O escritor do livro dos Reis relata que o mesmo Deus que moveu Elias para diante de Acabe, diz "esconda-se no ribeiro de Querite", a partir daquele momento Elias estará disponível aos ensinos do grande mestre de Israel.

Elias vai para Sarepta

Um dos pontos altos da vida de Elias se dá quando ele se encontra com uma viúva e seu filho na cidade de Sarepta, Elias aparece na vida dessa viúva prestes a sucumbir
durante aquela grande seca, então cita uma profecia de que não acabaria o azeite nem o farinha daquela mulher que crê e é sustentada pela provisão de Deus. Quão maravilhosas são as obras de Deus!
Logo após o filho da viúva morre e o temor toma conta daquela mãe que desesperadamente vai em busca do homem de Deus para saber o porque daquela situação. Depois disso Elias se vê diante de uma das situações mais dolorosas que podemos ser submetidos: a perda da morte. Porém Elias como humilde servo se põe em oração diante do seu Deus e a Ele faz as perguntas difíceis:
"Ó SENHOR, meu Deus também a esta viúva na qual me hospedo, afligistes matando-lhe o filho?" 1Reis 17.20 ARA

Nesse instante não hesita em se derramar diante de Deus, lhe fazendo as perguntas que muitas vezes não temos respostas. Porém, o mais espantoso não está na pergunta de Elias mas no seu pedido ao SENHOR:
"Ó SENHOR, meu Deus, rogo-te que faças a alma deste menino tornar a entrar nele" 1Reis 17.20 ARA
Ôpa! o que Elias está pedindo? que o menino ressuscite? até então não existe registro de ninguém nas escrituras que tenha sido ressucitado! Elias então confia em Deus para que este milagre aconteça. Até que "Deus atendeu a voz de Elias" e o menino é devolvido a sua mãe pelo profeta: "Vê, teu teu filho vive".

Elias e os profetas de Baal

Essa frase é largamente conhecida, e relata o grande confronto que ocorreu em Israel. Logo depois de três longos anos de seca, a fome era extrema e Elias recebe a missão de Deus de se apresentar a Acabe, o profeta de Deus já estava na cabeça da lista dos "mais procurados" de Israel de modo que todas as nações em redor tinham sido pressionadas. Então Elias se encontra com Acabe e lhe propõe um desafio entre os profetas de Baal.

Logo em breve aconteceria o encontro que marcaria o ministério de Elias, e o título do desafio é: O Deus que responder com fogo esse realmente é o Deus verdadeiro!
Em seguida, os quatrocentos e cinquenta profetas se apresentam para o desafio de modo que o cenário se prepara para a revelação de Deus diante da nação de Israel que "coxeia entre dois pensamentos" e o grupo de Baal. Após diversas tentativas frustradas dos falsos profetas Elias invoca o nome do SENHOR para que queime o holocausto enxarcado de modo que tal ocorre fazendo até que a água em redor seja evaporada, desso modo Elias faz com que o povo de Israel faça sua confissão a favor de Deus: Só Javé é Deus, e elimine os profetas da grande competição do século.
Assim termina um dos pontos mais altos da vida de Elias que participa de uma ação na qual Deus diante dos seus inimigo demonstra o seu grande poder e termina o grande período de seca sobre Israel. Porém, logo que Jezabel toma conhecimento do ocorrido com os queridos profetas de Baal, envia a Elias um mensageiro que o intimida de modo que o profeta de Deus se esconde e lamenta profundamente a perseguição sofrida.
Nesse instante podemos perceber na vida de Elias um efeito que o caracteriza ainda mais como "semelhante a nós, um homem sujeito aos mesmos sentimentos", pois sempre depois de grandes vitórias a estrutura humana está mais frágil aos ataques exteriores, a ponto do homem de Deus se esconder e lamentar pedindo a morte para si. O profeta que anteriormente triunfava sobre os inimigos agora é tomado pelo sentimento de exagerada tristeza e auto-comiseração baseada numa inverdade: "mataram teus profetas e só eu fiquei".
Naquele momento Deus graciosamente se apresenta a Elias e de maneira maravilhosa alimenta o profeta e o tira daquela situação.

O desfecho da vida de Elias

Logo após esses eventos o profeta Elias escolhe seu sucessor: Eliseu. Agora ele e caminha em direção ao evento que o deixará marcado na história de Israel e do mundo. Elias será um dos homens que terá o prazer de não passar pela morte! Antes dele, segundo o livro do Gênesis, apenas Enoque teve esse privilégio. Elias então com seu sucessor já instruído em todos os conceitos concernentes à Palavra de Deus sobe ao céu em um redemoinho na presença de Eliseu:

"Então indo eles andando e falando, eis que um carro de fogo com cavalos de fogo, os separou um do outro; e Elias subiu ao céu em um redemoinho." 2Reis 2.11 ARA

Assim termina a carreira de Elias - um homem de heroísmo e humildade, que combateu fielmente a idolatria em Israel e se tornou um exemplo para aqueles que na volta de Cristo não experimentarão a morte e estarão para sempre diante do Senhor, assim como está escrito em 1Tessalonicences:

"E nós os que ficarmos vivos seremos arrebatados juntamente com ele nas nuvens para o encontro com o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor. Consolai-vos, pois, uns aos outros com essas palavras." 1 Ts 4.17,18 ARA

Que possamos assim viver cada dia mais observando a vida desses ilustres servos de Deus que tanto aprenderam com o Senhor e tiveram suas vidas relatadas nas Escrituras. Que possamos aprender cada vez mais sendo edificados e retendo a confissão de nossa fé. Amém.

Referências

SWINDOLL, Charles Rozell, Elias um homem de heroísmo e humildade, Ed. Mundo Cristão, 2001.