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Escolhidos uma exposicao sobre a doutrina da eleição

22 julho, 2014




Uma das melhores defesas da eleição soberana de Deus na salvação vem da caneta de Sam Storms, em seu livro clássico, Escolhidos: uma exposição da doutrina da eleição. Lançado esse ano (2014) em português pela Editora Anno Domini.

Escolhidos é um olhar humilde e profundamente bíblico na controversia da doutrina da eleição soberana por Deus. O pastor Sam Storms se utiliza de várias ilustrações afim de facilitar a compreensão dos conceitos para aqueles que são novos na discussão.

Embora existam muitos livros sobre a doutrina da eleição, poucos enfatizam o prazer de Deus em seus Escolhidos! É isso mesmo, Deus se deleita nos eleitos. Construindo sobre Efésios 1:11-18, Storms escreve:

"Deus não nos predestina a contragosto, com tristeza, ou relutância. Ele queria fazê-lo. Ele se encantou ao fazê-lo. Deus tem uma vida emocional. Há uma complexidade imensa e insondável em seus sentimentos: Ele se deleita em algumas coisas, e despreza outras. Ele ama e odeia. Ele se alegra e julga. Escolhendo os pecadores merecedores do inferno para passar uma eternidade com ele como seus filhos amados é exclusivamente cheio de alegria e agradável e delícias e emocionante gratificação para o coração de Deus! Deus ... não só se encanta no ato da eleição, ele também sente grande prazer com os objetos da eleição: a gente! ... Deus quer compreender e entender e experimentar quando estamos com ele! Há glória e de honra, porque somos eleitos. Eleição dá glória e honra, mas não é baseado nela"(p. 188, 191-192).

Quão humildes calvinistas nós seríamos se realmente compreendêssemos este conceito. Deus se alegra sobre nós e sobre nós exulta com alta voz (Sofonias 3:17)! Ele se deleita em Seus eleitos. Se você foi eleito por Deus, Seu coração se alegra, se deleita, está animado e satisfeito.

Mas nós não somos pecadores totalmente depravados que merecem apenas da ira de Deus? Sim, mas Deus se deleita. Deus não se deleita em nós porque temos esse prazer. Ele se deleita em nós, porque Ele nos escolheu livremente. Nós somos os filhos pródigos depravados, Deus é nosso pai, que esbanja justiça imerecida, alegria e prazer sobre nós (Lucas 15:11-32).

Poucas verdades melhor nos encorajam, e nos ajudam a lutar contra a condenação do pecado em nossos corações, e a nos concentrar em adoração coletiva sobre a graça de Deus ou verdadeiramente trazer humildade aos nossos corações. Deus canta acima de nós. Verdade Impressionante!

Se você é um opositor do calvinismo ou se você foi um calvinista por 50 anos, este livro será um grande desafio ou um encorajamento. Ainda melhor, esse livro vai agitar suas afeições, pois Escolhido é realmente uma obra maravilhosa sobre as motivações e o caráter do grande Deus da eleição!


Referências

Sam Storms, Escolhidos - uma exposição da doutrina da eleição. Capítulo 1


A parábola das dez virgens

21 abril, 2014


As dez virgens
Virgens dormindo com lâmpada. 1838-42. Por Friedrich Wilhelm Schadow

Mateus 25.1-13:
Então o reino dos céus será semelhante a dez virgens que, tomando as suas lâmpadas, saíram ao encontro do noivo. Cinco dentre elas eram néscias, e cinco prudentes. As néscias, tomando as suas lâmpadas, não levaram azeite consigo; mas as prudentes levaram azeite em suas vasilhas juntamente com as lâmpadas. Tardando o noivo, toscanejaram todas e adormeceram. Mas à meia-noite ouviu-se um grito: Eis o noivo! saí ao seu encontro. Então se levantaram todas aquelas virgens e prepararam as suas lâmpadas. Disseram as néscias às prudentes: Dai-nos do vosso azeite, porque as nossas lâmpadas estão-se apagando. Porém as prudentes responderam: Talvez não haja bastante para nós e para vós; ide antes aos que o vendem e comprai-o para vós. Enquanto foram comprá-lo, veio o noivo; as que estavam apercebidas, entraram com ele para as bodas e fechou-se a porta. Depois vieram as outras virgens e disseram: Senhor, Senhor, abre-nos a porta. Mas ele respondeu: Em verdade vos digo que não vos conheço. Portanto vigiai, porque não sabeis nem o dia nem a hora.
O casamento na palestina


O casamento na palestina é repleta de rituais e de significados, dessa forma o casamento possui detalhes importantes para o significado utilizado por Jesus. O casamento dos judeus possuía basicamente e resumidamente dois momentos distintos, o primeiro, chamado de noivado e o segundo que era uma cerimônia com benção religiosa, o primeiro momento tinha peso civil, ou seja, os pais da noiva e o noivo realizavam um tipo de contrato para confirmar o compromisso entre as partes, podendo haver a escolha. A segunda parte consiste em uma cerimônia festiva para a benção religiosa e consumação do contrato de casamento e por fim a conjunção carnal.

A cerimônia religiosa, no caso de Mateus 25 citado por Jesus, possui alguns elementos interessantes, primeiramente a noiva ficava na casa dos pais aguardando a chegada do noivo. A chegada do noivo é precedida por virgens que participam anunciando o noivo. As anunciadoras iluminavam o caminho para a chegada do noivo através de lâmpadas de azeite.
Ao chegar na casa, ou no local onde a noiva se encontra, então as virgens anunciadoras entrariam para participar da cerimônia festiva com os familiares e os noivos.

Os elementos da parábola


Jesus destaca na parábola a existência de elementos civis e religiosos no casamento, de maneira que ao descrever a parábola Jesus explica que existem dez virgens anunciadoras. Ao se apresentar nas proximidades do local em que a noiva se encontra, as virgens anunciadoras estariam distribuídas no caminho com lâmpadas afim de iluminá-lo. As que desempenham o papel legitimamente poderiam participar da festa com os noivos. Jesus fala sobre a existência de virgens descuidadas, ou néscias, de maneira que em contraste com as sábias não levaram combustível extra para aguardar a chegada do noivo. O próprio Jesus se identifica como  o noivo em Mt. 9.15. 

O propósito da parábola

Na Interpretação histórica de Agostinho, ele analisa a parábola e observa características do caráter das virgens, da castidade, da interpretação dos objetos, do azeite extra entre outras coisas. A análise de Agostinho tende a tomar um viés alegórico da parábola, com o propósito de encontrar um segundo significado na parábola.

Ele entendia também que o sono e a falta de preparo eram fenômenos que poderia acontecer na vida dos cristãos e assim deveria existir o cuidado para não ser acometido desses males. A interpretação simbólica do óleo em reserva também era valorizado como uma virtude para os cristãos mais preparados. Kistemaker reforça a interpretação tradicional que a igreja seriam as virgens.

Alguns pontos não reforçam a interpretação tradicional, tendo em vista as características de cada personagem na parábola. Interpretar que as virgens são a igreja, como os eleitos e os reprovados, seria incorreto, tendo em vista que o casamento não ocorre com elas, e sim com o noivo e a noiva, que está aguardando a chegada do noivo em casa. O casamento como foi demonstrado acima ocorre com uma noiva e um noivo, não podendo ser realizado com cinco ou dez pessoas.

Conclusão

O propósito de Jesus na parábola era deixar claro a necessidade de vigilância durante o período que antecedia a chegada do noivo. Esse alerta de Jesus era claro para que ninguém fosse pego de surpresa quando o noivo chegar. Nesse sentido, essa era a mensagem central, não precisando de estender a interpretação aos demais símbolos, e mesmo que fosse feito, as dez virgens não poderia ser interpretada como os cristãos, pois a noiva estaria na casa dos pais aguardando a chegada do noivo. 

Dessa forma, o entendimento da parábola que faz jus a cada personagem seria o de que todos aqueles que estão participando de um compromisso devem estar atentos e preparados para a chegada do noivo, sabendo que caso ele demore estaremos a postos e vigilantes para o recebê-lo. É basicamente esse ensinamento que Jesus deixa para os seus discípulos, e o limite que o texto permite que cheguemos.


Referências

Jane Bichmacher de Glasman. Amor, sexo e casamento no Judaísmo. Disponível em: <http://www.nea.uerj.br/nearco/arquivos/numero8/4.pdf>

Josemar Bessa. Disponível em: <http://www.josemarbessa.com/2009/07/as-dez-virgens-agostinho.html>

Simon J. Kistemaker. As parábolas de Jesus. Casa Editora Presbiteriana. p. 151. 1ª Edição. 1992. 

Para que serve a apologetica por William Lane Craig

27 março, 2014


Que é apologética? apologética (do grego apologia, "defesa") é o ramo da teologia cristã que procura apresentar uma explicação racional para as verdades afirmadas pela fé cristã. Por tanto, apologética é principalmente uma disciplina teórica, apesar de ter aplicação prática. Além de ocupar-se, a exemplo do restante da teologia, com a expressão do nosso Deus amoroso, a apologética serve especificamente para mostrar aos incrédulos a veracidade da fé cristã, para fortalecer essa fé nos salvos e para estudar e apresentar as ligações entre a doutrina cristã e outras verdades. Como disciplina teórica, portanto, a apologética não tem como alvo principal ensinar a responder a questionamentos, a debater ou evangelizar, mas como ciência ela ajuda a fazer tudo isso na prática. Isso significa que um curso de apologética não tem o propósito de ensinar você a responder "assim e assado" quando alguém pergunta "isso e aquilo".

Repetindo, a apologética é uma disciplina teórica que tenta responder a esta pergunta: Que defesa racional se pode fazer da fé cristã? Por isso, a maior parte do nosso tempo passamos tentando responder a essa pergunta.  Agora, é inevitável que isso vá desapontar algumas pessoas. Elas não estão interessadas na explicação racional do cristianismo. Querem saber o que responder quando alguém diz: "A igreja está cheia de gente hipócrita!". Não há nada de errado com essa questão; mas o fato é que essas questões práticas são logicamente secundárias às questões teóricas e não podem, em nosso espaço limitado, ocupar o centro das atenções.

O uso prático da apologética deve fazer parte dos cursos e livros sobre evangelização.  afinal, para que serve a apologética?  Algumas pessoas depreciam a importância da apologética como uma disciplina meramente teórica. "Ninguém vem a Cristo por meio de argumentos", elas dizem. "As pessoas não estão interessadas no que é verdade, mas no que funciona para elas. Elas não querem respostas intelectuais; querem ver o cristianismo na prática". Creio que a atitude demonstrada nessas afirmações é tanto míope quanto equivocada. Deixe-me expor três papéis vitais que a disciplina da apologética tem hoje.

1. Modelar a cultura. Os cristãos precisam enxergar além dos seus contatos evangelísticos imediatos para captar o quadro mais amplo do pensamento e cultura ocidentais. Em geral, a cultura ocidental é profundamente pós-cristã. É o produto do Iluminismo, que introduziu na cultura europeia o fermento do secularismo que a essa altura já permeou toda a sociedade ocidental. A marca do Iluminismo foi o "livre pensamento", isto é, a busca do conhecimento apenas por meio da razão humana desimpedida. Embora não seja de forma alguma inevitável que tal busca leve obrigatoriamente a conclusões não cristãs e embora os pensadores iluministas fossem em sua maioria teístas, o impacto generalizado da mentalidade iluminista tem sido que os intelectuais ocidentais não consideram o conhecimento teológico como algo possível de se obter. A teologia não é uma fonte de conhecimento genuíno e portanto não é uma ciência (em alemão, uma Wissenschaft). A razão e a religião são portanto incompatíveis entre si. Somente as deliberações das ciências físicas são aceitas como orientações determinantes para a nossa compreensão do mundo, e a pressuposição segura é que o retrato de mundo que emerge das ciências genuínas é um retrato amplo e profundamente naturalístico.

Quem sai em busca da razão de forma incansável e inabalável até o fim será obrigatoriamente ateu, ou agnóstico, na melhor das hipóteses. Por que essas considerações sobre cultura são importantes? Simplesmente porque o evangelho nunca é ouvido isoladamente. Sempre é ouvido contra o pano de fundo do ambiente cultural em que a pessoa vive. Uma pessoa criada num ambiente cultural em que o cristianismo ainda é visto como uma opção intelectual viável tem uma abertura para o evangelho que a pessoa secularizada não tem. À pessoa secular se pode sugerir que acredite tanto em Jesus Cristo quanto em fadas e duendes! Ou, para dar uma ilustração mais realista, é como sermos abordados na rua por um adepto do movimento Hare Krishna que nos convida a crer em Krishna. Tal convite nos parece bizarro, esquisito e até engraçado. Mas a uma pessoa nas ruas de Déli, tal convite pareceria, eu suponho, muito razoável e seria motivo para uma reflexão séria. Temo que os evangélicos pareçam quase tão esquisitos às pessoas nas ruas de Bonn, Estocolmo e Paris como os adeptos de Krishna. 

O que nos espera na América do Norte, se continuarmos escorregando de forma descontrolada para o secularismo, já é evidente na Europa. Embora a maioria dos europeus mantenha uma filiação nominal ao cristianismo, somente 10% são cristãos praticantes, e menos da metade desses têm orientação teológica evangélica. A tendência mais significativa na afiliação religiosa europeia é o crescimento dos que eram classificados como "não religiosos" de efetivamente 0% da população em 1900 para mais de 22% hoje. Como resultado, o evangelismo é incomensuravelmente mais difícil na Europa do que nos Estados Unidos. Tendo vivido durante treze anos na Europa, onde preguei evangelisticamente nos campi universitários em todo o continente, posso testificar pessoalmente de como é duro o solo. É até difícil fazer com que se ouça o evangelho. Os Estados Unidos estão seguindo a certa distância nessa mesma estrada, com o Canadá em algum ponto entre os dois. Se não quisermos que a situação se deteriore ainda mais, é imperativo que formemos todo o clima intelectual da nossa cultura de tal maneira que o cristianismo continue sendo uma opção viva para homens e mulheres pensantes.  É por essa razão que os cristãos que depreciam o valor da apologética porque "ninguém vem a Cristo por meio de argumentos" são tão míopes. Pois o valor da apologética se estende muito além dos contatos evangelísticos imediatos da pessoa. A tarefa mais ampla da apologética cristã é ajudar a criar e manter um ambiente cultural em que o evangelho possa ser ouvido como uma opção intelectualmente viável para homens e mulheres pensantes. 

No seu artigo "Christianity and Culture", na véspera da controvérsia fundamentalista, J. Gresham Machen, o grande teólogo de Princeton, advertiu solenemente:  Ideias falsas são o maior obstáculo à recepção do evangelho. Podemos pregar com o fervor de um reformador e mesmo assim ganhar somente alguém que está vagando aqui e acolá, se permitirmos que todo o pensamento coletivo da nação ou do mundo seja controlado por ideias que, pela força irresistível da lógica, impedem que o cristianismo seja considerado algo mais do que um engano inofensivo.1  Infelizmente, ninguém deu ouvidos à advertência de Machen, e o cristianismo bíblico retraiu-se para os cubículos intelectuais do fundamenta lismo. 

O anti-intelectualismo e a erudição de segunda classe se tornaram a norma. Já no seu tempo, Machen observou que "muitos gostariam que os seminários com batessem os erros por meio do ataque a eles, a exemplo do que ensinam seus expoentes populares", em vez de confundir os alunos "com uma porção de nomes alemães desconhecidos fora dos muros da universidade". Machen insistiu, porém, que, pelo contrário, é crucial que os cristãos estejam atentos ao poder de uma ideia antes que ela ganhe expressão popular. O procedimento dos estudiosos, disse ele,  está baseado simplesmente em uma profunda convicção de que ideias têm a capacidade de se infiltrar. O que hoje é um tema de especulação acadêmica começa amanhã a mover exércitos e derrubar impérios. Nesse segundo estágio, ele já foi longe demais para ser combatido; a hora de detê-lo era quando ele ainda era um tema de debate entusiasmado. Por isso, como cristãos devemos tentar moldar o pensa mento do mundo para fazer que a aceitação do cristianismo seja mais do que algo logicamente absurdo.

Na Europa vimos o resultado amargo da secularização, que agora ameaça a América do Norte. Felizmente, nos Estados Unidos em anos recentes emergiu dos cubículos fundamentalistas um evangelicalismo revitalizado que começou a enfrentar com seriedade o desafio de Machen. Estamos vivendo numa época em que a filosofia cristã está experimentando um renascimento genuíno, revigorando a teologia natural, numa época em que a ciência está mais aberta à aceitação da existência de um Criador e Designer transcendental do cosmo do que em qualquer época de memória recente, e numa época em que a crítica bíblica está empreendendo uma nova busca do Jesus histórico que trata os evangelhos seriamente como fontes históricas valiosas para a vida de Jesus e tem confirmado as linhas principais do retrato de Jesus pintado nos Evangelhos.

Estamos bem situados intelectualmente para  ajudar a reformular a nossa cultura de maneira tal a recuperar o terreno perdido, para que o evangelho possa ser ouvido como uma opção viável para pessoas pensantes. Imensas portas de oportunidades estão abertas agora diante de nós. Agora, consigo imaginar o pensamento de alguns leitores: "Mas não estamos vivendo numa cultura pós-moderna em que esses apelos à apologética tradicional já não são eficazes? Visto que os pós-modernos rejeitam os cânones de lógica tradicionais, a racionalidade e a verdade, os argumentos racionais a favor da verdade cristã já não funcionam! Em vez disso, na cultura de hoje deveríamos simplesmente compartilhar a nossa história e convidar as pessoas a participarem dela".

Na minha opinião, não pode haver pensamento mais equivocado do que esse. A ideia de que vivemos numa cultura pós-moderna é um mito. Aliás, uma cultura pós-moderna é impossível; ela é completamente inabitável. Ninguém é pós-moderno quando o assunto é ler a bula de um remédio em contraste com a bula de um veneno de rato. Se você está com dor de cabeça, é melhor acreditar que textos têm significado objetivo! As pessoas não são relativistas quando se trata de questões de ciência, engenharia e tecnologia; mas são relativistas e pluralistas quando se trata de questões de religião e ética. Mas isso não é pós-modernismo; isso é modernismo! Isso vem do velho positivismo e verificacionismo, que defendiam que qualquer coisa que não se pode experimentar com os cinco sentidos é simplesmente uma questão de gosto e expressão emotiva pessoal. Vivemos num ambiente cultural que continua sendo profundamente modernista.

As pessoas que acham que vivemos numa cultura pós-moderna interpretaram de forma muito equivocada a nossa situação cultural. Na verdade, acho que levar as pessoas a crer que vivemos numa cultura pós-moderna é um dos enganos mais astuciosos que Satanás jamais inventou. "O modernismo é passado", ele nos diz. "Vocês já não precisam se preocupar com ele. Esqueçam dele! Está morto e enterrado". Enquanto isso, o modernismo, fazendo de conta que está morto, surge de novo com a roupagem interessante e extravagante do pós-modernismo, com a máscara de um novo competidor. "Seus antigos argumentos e sua velha apologética já não são eficazes contra essa nova aparição", ouvimos dizer. "Podem descartá-los; já se tornaram inúteis. Simplesmente contem a sua história!". E de fato, algumas pessoas, cansadas das longas batalhas com o modernismo, na verdade saúdam o novo visitante com alívio. E assim Satanás nos engana e nos convence a abdicarmos voluntariamente da lógica e das evidências, as nossas melhores armas, garantindo assim de repente o triunfo do modernismo sobre nós. Se adotarmos esse curso de ação suicida, as consequências para a igreja na próxima geração serão catastróficas.

O cristianismo será reduzido a apenas mais uma voz numa cacofonia de vozes concorrentes, cada uma contando a sua própria história e ninguém se apresentando como a verdade objetiva sobre a realidade, enquanto o naturalismo científico forma a visão da nossa cultura sobre como o mundo é de fato. Agora, sem dúvida, não é necessário dizer que ao fazermos apologética precisamos agir de forma relacional, humilde e agradável; mas isso dificilmente é uma percepção original do pós-modernismo. Desde o início os apologistas cristãos sabiam que devemos apresentar as razões da nossa esperança "com mansidão e temor" (1Pe 2.15,16). Não é necessário abandonar os cânones da lógica, racionalidade e verdade a fim de exemplificar essas virtudes bíblicas.

A apologética é, portanto, vital na fomentação de um ambiente cultural em que o evangelho pode ser ouvido como uma opção viável para pessoas pensantes. Na maioria dos casos, não serão argumentos ou evidências que levarão as pessoas à fé em Cristo — essa é a meia-verdade vista pelos detratores da apologética —, não obstante, será a apologética que, ao tornar o evangelho uma opção crível para as pessoas, lhes dará, por assim dizer, o aval intelectual para crer. Por isso, é vitalmente importante que preservemos um ambiente cultural em que o evangelho é ouvido como uma opção viva para pessoas pensantes, e a apologética será essencial para ajudar a produzir esse resultado.

2. Fortalecimento dos cristãos. Não somente é fato que a apologética é vital para a formação da nossa cultura, mas ela também tem um papel vital na vida de pessoas individuais. Um desses papéis é o fortalecimento dos cristãos. A adoração cristã contemporânea tende a concentrar o foco na promoção da intimidade emocional com Deus. Embora isso seja algo bom, as emoções só levam a pessoa até certo ponto, e então ela precisará de algo mais substancial. A apologética pode ajudar a prover parte dessa substância. 

Ao pregar em igrejas em todo o país, frequentemente vejo pais vindo ao meu encontro logo depois do culto, e eles dizem algo como: "Ah se você tivesse vindo aqui há dois ou três anos! Nosso filho [ou nossa filha] tinha perguntas sobre a fé que ninguém na igreja sabia responder, e agora perdeu a fé e está longe do Senhor". Fico com o coração dilacerado quando encontro pais nessas condições. Infelizmente, sua experiência não é incomum. Nos colégios e faculdades os adolescentes e jovens são assaltados intelectualmente com todo tipo de cosmovisão não cristã associada a um relativismo opressor. Se os pais não tiverem a mente engajada na sua fé e não tiverem argumentos sólidos a favor do teísmo cristão e respostas boas às perguntas de seus filhos, então estaremos correndo o sério perigo de perder os nossos jovens. Já não é suficiente ensinar histórias bíblicas a nossos filhos; eles precisam de doutrina e apologética.

Francamente, para mim é difícil entender como as pessoas hoje se arriscam a serem pais sem terem estudado apologética. Infelizmente, as nossas igrejas em termos gerais jogaram a toalha nessa área. Não é suficiente que os grupos e as classes de escola dominical de jovens concentrem suas atividades no entretenimento e em simpáticas ideias devocionais. Precisamos treinar os nossos filhos para a guerra. Não podemos arriscar enviá-los aos colégios e universidades armados com espadas e armaduras de plástico. O tempo para brincadeiras já passou.

Precisamos de pastores que tenham sido treinados em apologética e estejam engajados intelectualmente com a nossa cultura para que saibam pastorear os seus rebanhos em meio aos lobos. Por exemplo, os pastores precisam saber alguma coisa sobre a ciência contemporânea. John La Shell, pastor de uma igreja batista, adverte que "os pastores não podem mais se dar ao luxo de ignorar os resultados e as especulações da física moderna. Essas ideias estão se sedimentando na consciência comum por meio de revistas, artigos populares e até romances. Se não as conhecermos, logo nos veremos num beco intelectual, incapazes de lidar com qualquer pessoa bem informada".

O mesmo vale para filosofia e crítica de pessoas, incluindo as cristãs, diz que não crê em verdades absolutas, ou de que serve simplesmente citar a Bíblia em seu estudo bíblico evangelístico se alguém no grupo diz que o "Seminário de Jesus" provou que os evangelhos não são confiáveis? Se os pastores não fizerem a sua lição de casa nessas áreas, restará uma parte substancial da população — infelizmente os mais inteligentes e por isso os mais influentes na sociedade, como médicos, educadores, jornalistas, advogados, executivos etc. — que permanecerá sem ser alcançada por nosso ministério.

Nas minhas viagens, também tive a experiência de encontrar outras pessoas que me contaram como foram salvas da apostasia aparente por meio da leitura de um livro de apologética ou de assistir ao vídeo de um debate. No caso delas, a apologética foi o meio pelo qual Deus gerou a sua perseverança na fé. É verdade, sem dúvida, que a apologética não pode garantir a perseverança, mas pode ajudar, e em alguns casos pode, de acordo com a providência de Deus, ser até necessária.

Por exemplo, depois de uma palestra na Universidade Princeton sobre argumentos a favor da existência de Deus, veio ao meu encontro um jovem que queria falar comigo. Com dificuldade visível para reprimir as lágrimas, ele me contou que alguns anos antes lutara com muitas dúvidas e estivera à beira de abandonar a sua fé. Alguém então lhe dera um vídeo de um dos meus debates. Ele disse: "Isso me salvou de perder a minha fé. Não sei como lhe agradecer". Eu disse: "Foi o Senhor que o salvou de cair da fé". "Sim", ele disse, "mas o Senhor usou você. Não tenho como lhe agradecer". Eu lhe disse como fiquei empolgado com a sua experiência e lhe perguntei sobre seus planos para o futuro. "Estou me formando este ano", ele me disse, "e estou planejando ir para o seminário. Quero me preparar para o pastorado". 
Louvado seja Deus pela vitória na vida desse jovem! Mas a apologética cristã faz muito mais do que proteger contra a apostasia.

Os efeitos positivos e edificantes do treinamento apologético são muito mais evidentes. As igrejas norte-americanas  estão  cheias  de  cristãos  intelectualmente  neutros.  Como  cristãs,  a mente dessas pessoas está sendo desperdiçada. Um dos resultados disso é uma fé imatura e superficial. Pessoas que simplesmente andam na montanha russa da experiência emocional estão roubando de si mesmas uma fé cristã mais rica e profunda ao negligenciar o lado intelectual dessa fé. Sabem pouco das riquezas da compreensão profunda da verdade cristã, da confiança inspirada pela descoberta de que sua fé é lógica e se coaduna com os fatos da experiência, da estabilidade trazida à vida pela convicção de que a fé é verdade objetiva. 

Um  dos  resultados  mais  gratificantes  das  conferências  anuais  de  apologética organizadas pela Sociedade Filosófica Evangélica em igrejas locais durante o curso das nossas convenções anuais é ver as luzes que acendem na mente de muitos leigos quando eles descobrem pela primeira vez na sua vida que há boas razões para crer que o cristianismo é verdadeiro e que há uma parte do corpo de Cristo que eles nunca conheceram que sabem está se debatendo regularmente com o conteúdo intelectual da fé cristã.


Referências

William Lane Craig, Apologética Contemporânea: A veracidade da fé Crista. Editora Vida Nova. 2012. Trecho disponível em: [Link]


A mais terrível verdade das Escrituras

29 outubro, 2013


O Evangelho: a Verdade mais terrível das Escrituras.

Primeiramente o Evangelho começa com Deus. Veja que toda questão volta à natureza de Deus, Deus é justo, Deus é Santo, Deus não pode violar seus atributos, Ele não pode fazer algo que O contradiz, Ele é um Deus justo. Agora, isto é uma coisa boa, seria terrível saber que este universo foi criado por um Deus mau, um Deus onipotente que fosse mau seria completamente terrível. Então é bom que Deus seja justo, mas isto também apresenta outro problema.

Se Deus é Justo, o que Ele faz conosco?

Bem eu vou falar a coisa mais assustadora da bíblia para vocês. A verdade mais assustadora da Bíblia é que Deus é bom (Lc 18:19). Bem... neste momento você deve estar se perguntando:

Mas qual o problema disso? Qual o problema de ter um Deus bom?

 Bem... a resposta é a seguinte.  É horrível saber que Deus é bom, porque nós não somos (RM 3:12). Então o que Deus faz com pessoas como nós? Pecadores.... pecamos contra Deus, pecamos contra os outros, pecamos contra a natureza, pecamos contra tudo! (RM 3:23) Toda criação clama pela nossa condenação, se Deus é verdadeiramente justo, então o que Ele faz conosco?

Se um Deus justo simplesmente perdoa os ímpios, Ele não é mais justo. Se um Deus Santo chama o ímpio para Ele mesmo, para ter comunhão com Ele, não é mais um Deus Santo. Então a grande questão de toda a bíblia é esta: Como um Deus justo perdoa o homem ímpio e continua sendo justo?(Nm 14:18)

Como um Deus Santo chama o ímpio para ter comunhão com Ele e ainda continua santo?

 E a resposta se encontra na Cruz de Jesus Cristo. Na Cruz de Jesus Cristo, vemos a revelação tremenda e única da completude dos atributos de Deus. Deus é justo, Ele tem que condenar nosso pecado. Deus é Amor, então Ele se torna um homem em seu filho, vive uma vida perfeita como homem e então vai até aquele madeiro, e no madeiro, os pecados de Seu povo são lançados sobre Ele e toda a justiça de Deus (Rm 3:26) toda ira de Deus que nós merecemos é jogada sobre a cabeça de Cristo. A medida exata necessária para satisfazer completamente a justiça de Deus. Depois de sofrer, Jesus disse: Está consumado! Isso que dizer que Ele fez aquilo que foi exigido para satisfazer a justiça de Deus contra o Seu povo. Ele pagou o preço completo.

Isto é tão importante que se entenda, visto que os nossos pecados não foram expiados simplesmente por que os romanos bateram e pregaram Jesus na Cruz. Nossos pecados foram expiados por que naquela cruz Ele carregou os nossos pecados. "E Agradou a Javé moê-lo".

A ira de Deus que deveria ter caído sobre mim e você, caiu sobre Seu único Filho Amado. Ele sofreu na integra, Ele morreu, pois o salário do pecado é a morte. E no terceiro dia ele ressuscitou dentre os mortos. E agora ele está assentado à direita de Deus e não há nenhum outro nome em qualquer mundo, não há outro nome dado ao homem pelo qual possamos ser salvos, exceto pelo nome de Jesus Cristo, Ele é o caminho a verdade e a vida, ninguém vem ao Pai senão por Ele!


Referências

Paul Washer, The Gospel. The most terrifying truth of Scripture


O Cristão e o sofrimento

30 janeiro, 2013


O sofrimento, segundo a cosmovisão Cristã, é um lembrete de Deus para nos mostrar que não estamos em nosso estado final, que o nosso lar não é aqui e que não devemos nos acomodar e apegar com as coisas desta vida. O nosso corpo é diariamente cercado pelo pecado, uma carcaça decaída constantemente assediada pelas falhas.

O sofrimento, segundo Deus, é o meio pelo qual Deus nos faz voltar a Ele e nos faz anseiar pela redenção total do nosso corpo, nos faz odiar o pecado e amar a sua poderosa Graça. Graça essa que se achegou a nós e sem méritos nos trouxe para uma viva esperança.


Com relação aos irmãos que sofrem, nós devemos ainda aprender a ser mais sensíveis e compassivos com aqueles que também sofrem, de maneira que não enchamos nossa boca com palavras de acusação contra eles. Pois nesses momentos, palavras não ajudam a diminuir a dor, palavras aumentam a dor como flechas que atacam o coração.


Foi assim com Jó, em meio as suas desventuras os seus amigos lhe cercaram com fortes acusações, eles por suas palavras agressivas tornaram sua presença dispensável de maneira que Jó os chamou de "consoladores molestos". Então que a nossa presença diante dos que sofrem, mesmo em silêncio, seja compartilhada como recomenda Paulo: Chorai com os choram.


A Teologia do Sofrimento é um dos degraus muito importantes para a Vida Cristã, você pode ignorá-la, pode ainda absorver a anti-bíblica teologia da prosperidade ou se debruçar sobre as Escrituras e desfrutar do prazer de entender a operação da maravilhosa Graça de Deus em meio ao sofrimento.


Que Deus nos ensine cada dia mais nos aperfeiçoando diariamente.



Referências

Charles Swindoll. Jó – Um homem de tolerância heróica. Série heróis da fé. São Paulo: Mundo Cristão, 2004.



Nada além da Bíblia

02 janeiro, 2012

Feliz 2012! Que esse novo ano Deus abençoe ainda mais a sua vida!

Bem, como todos conhecem Lutero em meados do século XVI iniciou um movimento de dentro da Igreja Romana de tão grandes proporções que chega a modificar o pensamento cristão corrente, que envolve desde o acesso à leitura da Bíblia até como ela é interpretada e entendida.
Lutero nascido na Alemanha em 1483 em 1507 foi ordenado padre da Igreja Católica da qual viria  discordar mais tarde e como qualquer cristão sensato tinha zelo pela palavra de Deus e a partir da qual se originaram as suas inquietações.



A forma como a Bíblia era utilizada naquela época perturbava Lutero pois ofuscava a verdadeira Luz que dela saía. Porém, depois da sua perseguição e excomunhão da igreja católica Lutero se vê diante de um dos seus maiores problemas: os Espiritualistas. D'aubigné, autor da obra História da Reforma do décimo sexto século, afirma que a Reforma encontrara seu maior inimigo. Mas afinal, por que os espiritualistas representavam um problema para a Reforma? Simplesmente por que eles desenvolviam um trabalho contrário ao de Lutero.

Enquanto Lutero se empenhava em demonstrar e enfatizar que a Bíblia é suficiente regra de fé e prática (Sola Scriptura) os espiritualistas se preocupavam em alvoroçar pregando: "Somente pelo Espírito é que poderemos ser iluminados". Isso era preocupante pois conduzia seguidores a uma liturgia mística e sem apego às Escrituras. Eles se baseavam na premissa que seria possível descobrir a "vontade de Deus" através da contemplação e da "luz interior" dada pelo Espírito. Segundo Maia (2007) esta era uma prática que desloca o eixo hermenêutico e provoca grandes estragos à igreja, ainda hoje.

Nesse sentido, percebo que é necessário repertir a frase de Lutero acerca das Escrituras até que alcancemos sabedoria suficiente:
"Fiz uma aliança com Deus: que Ele não me mande visões, nem sonhos, nem mesmo anjos. Estou satisfeito com o dom das Escrituras Sagradas, que me dão instrução abundante e tudo o que preciso conhecer tanto para esta vida quanto para o que há de vir." (Martinho Lutero)
Que Deus nos abençoe cada dia mais nos ajudando a guardar os princípios e ensinamentos que existem na Bíblia Sagrada.


MAIA, Hermisten (2007) Fundamentos da Teologia Reformada, Editora Mundo Cristão, São Paulo. Disponível parcialmente em: http://www.mundocristao.com.br/

Da queda à salvação, a história do homem

28 agosto, 2011


O homem em toda a sua trajetória sobre a face da Terra coleciona um conjunto de características boas e ruins que o preparam para a revelação da sublime graça de Deus. Muitos não compreendem como essa graça pode se revelar em meio a uma geração corrupta e perversa como a nossa, porém um judeu do primeiro século que viveu na palestina escreve com propriedade a respeito disso:

"Porque Cristo, quando nós ainda éramos fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios" Rom. 5.6

Segundo a cosmovisão cristã a obra de Cristo teve como fim oferecer resgate a uma humanidade decaída alienada de Deus e pecadora, que só consegue ver diante de si os prazeres e o pouco que lhe resta da criação original é banalmente destruída e humilhada. Esse é o triste estado da humanidade que caminha sobre a face da Terra. Porém no plano de Deus revelado nas Escrituras é possível distinguir três características que segundo Charles Haddon Spurgeon são os três Rs: Ruína, Redenção e Regeneração.

O conceito de Redenção é justamente a obra de Cristo e a suficiência dela de retirar o homem do pecado uma vez que a sua conversão seja autêntica, o outro ponto é a Ruína a qual todos os homens se encontram desde Adão, um estado desprezível e humilhante o qual o priva de se chegar sozinho a Deus e por último temos a Regeneração que é o processo no qual todos os que abraçam a verdadeira fé em Cristo se encontram. O processo de regeneração se inicia no Calvário e só será plenamente concluída no arrebatamento, quando enfim ter-se-á corpos incorruptíveis.

Esses conhecimentos são facilmente encontrados nas páginas da Bíblia Sagrada, de modo que eles devem ser o guia para que se experimente uma comunhão completa com o Senhor através desta bendita esperança como escreve Paulo aos tessalonicenses:


"Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor" I Ts 4.17
Que Deus nos abençoe e nos dê cada dia mais da sua graça!

Referências
SPURGEON, C. H. "A Bíblia - A infalível palavra de Deus" Editora PES.

O reinado de Deus

21 agosto, 2011


[...]"Em verdade, em verdade te digo que se alguem não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no Reino de Deus." Jo 3.3

[...]"é chegado a vós o Reino de Deus." Lc 10.9b

Jesus em seus ensinamentos proferiu muitas palavras que provocavam as mentes dos seus contemporâneos, entre elas podemos citar o Reino de Deus. O Reino de Deus, no grego Βασιλεία του Θεού, também pode ser entendido como o Reinado de Deus e descreve um reino estabelecido e conduzido por Deus, ou seja, um reino teocrático.

Tal reino tem suas origens proféticas no Antigo Testamento no qual Deus através dos seus servos promete um reino que jamais será abalado. Sendo assim esse reino era plenamente conhecido e esperado pela comunidade judaica. O Reino de Deus numa perspectiva primária parecia ser um reinado humano e absoluto, tendo em vista as promessas de Deus a Abraão. Porém a cada reinado que se passava em Israel essa realidade se distanciava.

No Novo Testamento o reino teocrático reaparece e não é amplamente descrito por Cristo o que o torna ainda mais misterioso e alvo de especulações por diversos estudiosos que tentam ofuscar a sua glória, muitas vezes afirmando que Jesus não ofereceu o Reino à Israel, porém com uma simples observação das Escrituras, podemos ver que o Reino foi ofertado e prontamente rejeitado, permitindo que este Reino fosse então chegado aos gentios.
Nesse sentido, basta apenas que esperemos esta bendita revelação, como afirmou Paulo: Tanto a criação quanto nós anseamos pela revelação da glória de Deus através de seus filhos. Maranata!


Referências

Dicionario Strong hebraico e grego.

Pedagogia de Cristo

25 julho, 2010


"E com muitas parábolas semelhantes lhes expunha a palavra, conforme a capacidade dos ouvintes" Mc 4.33

Jesus é visto por muitos como um grande Mestre, que falou sobre grandes coisas e ensinou de modo especial, e de fato ele foi.
O papel do professor é de extrema importância na sala de aula, pois é o professor que dá o exemplo aos alunos, tendo poder se estimular ou desmotivar os que lhe ouvem.
Jesus conhecia as pessoas que faziam parte da sua classe, de maneira que ele sabia expor parábolas sob medida para eles, "conforme a capacidade dos ouvintes". Jesus tinha em mãos uma grande responsabilidade: ensinar ao povo verdades espirituais, de modo que eles discernissem as informações sobre o Reino de Deus, sua missão salvífica e o destino de Israel.
Desse modo, entendendo a necessidade de cada um, expôs na medida certa a mensagem, não só por palavras, mas através do exemplo os ensinamentos para orientar os seus seguidores, a maneira de como eles deveriam se portar até o dia em que o seu Mestre voltaria para tomar para si um povo zeloso de boas obras.
Que Deus nos abençoe e nos guarde até o grande Dia do retorno do Senhor.