Mostrando postagens com marcador doutrina. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador doutrina. Mostrar todas as postagens

Escolhidos uma exposicao sobre a doutrina da eleição

22 julho, 2014




Uma das melhores defesas da eleição soberana de Deus na salvação vem da caneta de Sam Storms, em seu livro clássico, Escolhidos: uma exposição da doutrina da eleição. Lançado esse ano (2014) em português pela Editora Anno Domini.

Escolhidos é um olhar humilde e profundamente bíblico na controversia da doutrina da eleição soberana por Deus. O pastor Sam Storms se utiliza de várias ilustrações afim de facilitar a compreensão dos conceitos para aqueles que são novos na discussão.

Embora existam muitos livros sobre a doutrina da eleição, poucos enfatizam o prazer de Deus em seus Escolhidos! É isso mesmo, Deus se deleita nos eleitos. Construindo sobre Efésios 1:11-18, Storms escreve:

"Deus não nos predestina a contragosto, com tristeza, ou relutância. Ele queria fazê-lo. Ele se encantou ao fazê-lo. Deus tem uma vida emocional. Há uma complexidade imensa e insondável em seus sentimentos: Ele se deleita em algumas coisas, e despreza outras. Ele ama e odeia. Ele se alegra e julga. Escolhendo os pecadores merecedores do inferno para passar uma eternidade com ele como seus filhos amados é exclusivamente cheio de alegria e agradável e delícias e emocionante gratificação para o coração de Deus! Deus ... não só se encanta no ato da eleição, ele também sente grande prazer com os objetos da eleição: a gente! ... Deus quer compreender e entender e experimentar quando estamos com ele! Há glória e de honra, porque somos eleitos. Eleição dá glória e honra, mas não é baseado nela"(p. 188, 191-192).

Quão humildes calvinistas nós seríamos se realmente compreendêssemos este conceito. Deus se alegra sobre nós e sobre nós exulta com alta voz (Sofonias 3:17)! Ele se deleita em Seus eleitos. Se você foi eleito por Deus, Seu coração se alegra, se deleita, está animado e satisfeito.

Mas nós não somos pecadores totalmente depravados que merecem apenas da ira de Deus? Sim, mas Deus se deleita. Deus não se deleita em nós porque temos esse prazer. Ele se deleita em nós, porque Ele nos escolheu livremente. Nós somos os filhos pródigos depravados, Deus é nosso pai, que esbanja justiça imerecida, alegria e prazer sobre nós (Lucas 15:11-32).

Poucas verdades melhor nos encorajam, e nos ajudam a lutar contra a condenação do pecado em nossos corações, e a nos concentrar em adoração coletiva sobre a graça de Deus ou verdadeiramente trazer humildade aos nossos corações. Deus canta acima de nós. Verdade Impressionante!

Se você é um opositor do calvinismo ou se você foi um calvinista por 50 anos, este livro será um grande desafio ou um encorajamento. Ainda melhor, esse livro vai agitar suas afeições, pois Escolhido é realmente uma obra maravilhosa sobre as motivações e o caráter do grande Deus da eleição!


Referências

Sam Storms, Escolhidos - uma exposição da doutrina da eleição. Capítulo 1


A parábola das dez virgens

21 abril, 2014


As dez virgens
Virgens dormindo com lâmpada. 1838-42. Por Friedrich Wilhelm Schadow

Mateus 25.1-13:
Então o reino dos céus será semelhante a dez virgens que, tomando as suas lâmpadas, saíram ao encontro do noivo. Cinco dentre elas eram néscias, e cinco prudentes. As néscias, tomando as suas lâmpadas, não levaram azeite consigo; mas as prudentes levaram azeite em suas vasilhas juntamente com as lâmpadas. Tardando o noivo, toscanejaram todas e adormeceram. Mas à meia-noite ouviu-se um grito: Eis o noivo! saí ao seu encontro. Então se levantaram todas aquelas virgens e prepararam as suas lâmpadas. Disseram as néscias às prudentes: Dai-nos do vosso azeite, porque as nossas lâmpadas estão-se apagando. Porém as prudentes responderam: Talvez não haja bastante para nós e para vós; ide antes aos que o vendem e comprai-o para vós. Enquanto foram comprá-lo, veio o noivo; as que estavam apercebidas, entraram com ele para as bodas e fechou-se a porta. Depois vieram as outras virgens e disseram: Senhor, Senhor, abre-nos a porta. Mas ele respondeu: Em verdade vos digo que não vos conheço. Portanto vigiai, porque não sabeis nem o dia nem a hora.
O casamento na palestina


O casamento na palestina é repleta de rituais e de significados, dessa forma o casamento possui detalhes importantes para o significado utilizado por Jesus. O casamento dos judeus possuía basicamente e resumidamente dois momentos distintos, o primeiro, chamado de noivado e o segundo que era uma cerimônia com benção religiosa, o primeiro momento tinha peso civil, ou seja, os pais da noiva e o noivo realizavam um tipo de contrato para confirmar o compromisso entre as partes, podendo haver a escolha. A segunda parte consiste em uma cerimônia festiva para a benção religiosa e consumação do contrato de casamento e por fim a conjunção carnal.

A cerimônia religiosa, no caso de Mateus 25 citado por Jesus, possui alguns elementos interessantes, primeiramente a noiva ficava na casa dos pais aguardando a chegada do noivo. A chegada do noivo é precedida por virgens que participam anunciando o noivo. As anunciadoras iluminavam o caminho para a chegada do noivo através de lâmpadas de azeite.
Ao chegar na casa, ou no local onde a noiva se encontra, então as virgens anunciadoras entrariam para participar da cerimônia festiva com os familiares e os noivos.

Os elementos da parábola


Jesus destaca na parábola a existência de elementos civis e religiosos no casamento, de maneira que ao descrever a parábola Jesus explica que existem dez virgens anunciadoras. Ao se apresentar nas proximidades do local em que a noiva se encontra, as virgens anunciadoras estariam distribuídas no caminho com lâmpadas afim de iluminá-lo. As que desempenham o papel legitimamente poderiam participar da festa com os noivos. Jesus fala sobre a existência de virgens descuidadas, ou néscias, de maneira que em contraste com as sábias não levaram combustível extra para aguardar a chegada do noivo. O próprio Jesus se identifica como  o noivo em Mt. 9.15. 

O propósito da parábola

Na Interpretação histórica de Agostinho, ele analisa a parábola e observa características do caráter das virgens, da castidade, da interpretação dos objetos, do azeite extra entre outras coisas. A análise de Agostinho tende a tomar um viés alegórico da parábola, com o propósito de encontrar um segundo significado na parábola.

Ele entendia também que o sono e a falta de preparo eram fenômenos que poderia acontecer na vida dos cristãos e assim deveria existir o cuidado para não ser acometido desses males. A interpretação simbólica do óleo em reserva também era valorizado como uma virtude para os cristãos mais preparados. Kistemaker reforça a interpretação tradicional que a igreja seriam as virgens.

Alguns pontos não reforçam a interpretação tradicional, tendo em vista as características de cada personagem na parábola. Interpretar que as virgens são a igreja, como os eleitos e os reprovados, seria incorreto, tendo em vista que o casamento não ocorre com elas, e sim com o noivo e a noiva, que está aguardando a chegada do noivo em casa. O casamento como foi demonstrado acima ocorre com uma noiva e um noivo, não podendo ser realizado com cinco ou dez pessoas.

Conclusão

O propósito de Jesus na parábola era deixar claro a necessidade de vigilância durante o período que antecedia a chegada do noivo. Esse alerta de Jesus era claro para que ninguém fosse pego de surpresa quando o noivo chegar. Nesse sentido, essa era a mensagem central, não precisando de estender a interpretação aos demais símbolos, e mesmo que fosse feito, as dez virgens não poderia ser interpretada como os cristãos, pois a noiva estaria na casa dos pais aguardando a chegada do noivo. 

Dessa forma, o entendimento da parábola que faz jus a cada personagem seria o de que todos aqueles que estão participando de um compromisso devem estar atentos e preparados para a chegada do noivo, sabendo que caso ele demore estaremos a postos e vigilantes para o recebê-lo. É basicamente esse ensinamento que Jesus deixa para os seus discípulos, e o limite que o texto permite que cheguemos.


Referências

Jane Bichmacher de Glasman. Amor, sexo e casamento no Judaísmo. Disponível em: <http://www.nea.uerj.br/nearco/arquivos/numero8/4.pdf>

Josemar Bessa. Disponível em: <http://www.josemarbessa.com/2009/07/as-dez-virgens-agostinho.html>

Simon J. Kistemaker. As parábolas de Jesus. Casa Editora Presbiteriana. p. 151. 1ª Edição. 1992. 

Breve Cronologia dos Catecismos e Confissões de Fé das igrejas Protestantes

13 abril, 2014



Bem pra começarmos o termo catecismo vem de um verbo grego que significa ensinar e por sua vez os catecismos tiveram grande importância na história da igrejas protestantes, pois a igreja estava preocupada em ensinar sobre em que se baseia a fé cristã e fazer com que o maior número de pessoas aprendam essas verdades. Os catecismos ajudaram em fixar os pontos de doutrina principalmente nas doutrinas contra a Igreja Católica Romana.

O primeiro catecismo foi publicado em 1529, na verdade foram dois, o Catecismo Maior e o Catecismo Menor, esse último tem como objetivo a instrução de crianças. Já o Catecismo Maior contém um resumo das doutrinas bíblicas. Uma explicação doutrinária minuciosa da fé cristã.

Em 1530 surge a confissão de Ausburgo, durante o reinado de Carlos V, compilada por Phillip Melancton. Ela é considerada a melhor confissão de fé Luterana, trata-se de 28 artigos, nos quais do artigo 1 ao 22 fala sobre fé e doutrina e do 23 ao 28 fala sobre os abusos medievais corrigidos pelos Luteranos.

Já em 1531 Apologia da Confissão, que é um conjunto de artigos afim de defender a doutrina da confissão de fé de Augusburgo.

Em 1536 Confissão Helvética, trata-se de documentos expositivos que tratam da declaração de fé das igrejas protestantes na Suíça. Foi sem dúvida uma das mais destacadas confissões entre as igrejas reformadas, obtendo grande aceitação.

Em 1537 surge os artigos de Esmalcalde, que além de fazer uma apologia a confissão de fé de Auburgo ela também se aprofunda na doutrina da Santa Ceia.

Em 1558 Confissão de fé de Guanabara, essa confissão é especial, por dois motivos pois, surge em território brasileiro e depois por ser uma confissão dos proto-mártires da igreja reformada da França. Eles foram enviados por João Calvino para o Brasil, para tentar construir uma colônia francesa, mas devido a predominância e a pressão dos católicos romanos eles tiveram que produzir uma confissão de fé que foi utilizada como instrumento para a condenação e execução de quatro homens, Jean du Bourdel, Matthieu Verneuil, Pierre Bourdon e André la Fon. A confissão de fé foi redigida por Jean Du Bourdel.

Em 1559 surge Confissão Galicana ou Confissão de La Rochelle, esse documento foi o resultado do primeiro sínodo das igrejas reformadas francesas e foi escrito inteiramente pelo reformador João Calvino.

Em 1560 surge a Confissão de fé Escocesa, redigido por John Knox e outros cinco "Johns", John Willock, John Winran, John Spotswoord e John Roll e John Douglas foi redigido depois da guerra civil escocesa, as doutrinas centrais são a doutrina da eleição e a doutrina da igreja.

Em 1561 Confissão Belga que trata de 37 artigos elaborado Guido de Bres, que foi adotado pelo sínodo de Dort e em 1519 se tornou o modelo confessional das igrejas da Holanda.

Em 1563 surge os 39 artigos que trata da declaração doutrinária contrapondo os principais desvios da doutrina católica.

Em 1563 Confissão de Heidelberg, surge pela reforma do Palatinado, que é o nome de uma região da Alemanha, que após ser liberta do domínio do Sacro Império Romano produziu a Confissão de Heidelberg.

Já em 1577 Fórmula de Concórdia que trata de uma exposição doutrinária sobre o pecado original,  da salvação pela graça e sobre a cristologia.

Em 1618 Cânones de Dort foi o resultado de uma disputa que ocorreu na Holanda sobre a doutrina dos Remonstrantes que eram discípulos de Jacob Armínius, que foi o pai do Arminianismo. Eleição, a Morte de Cristo, a Redenção do Homem, a Corrupção do Homem, a Conversão a Deus e a Perseverança dos Santos. Como já foi dito, consistiu em uma resposta aos discipulos de Jacob Arminius.

Em 1648 Confissão de fé de Westminster é incontestavelmente a confissão de fé que marcou a produção teológica do século XVIII. Norteada por quatro grandes princípios A autoridade das Escrituras, a soberania de Deus os direitos da consciência e a responsabilidade da igreja em seus campos de atuação.

Conclusão

As confissões de fé tiveram grande importância, pois serviram para fixar os pontos de doutrina da fé reformada ao passar do tempo. Isso garantiu que as igrejas permanecessem fiéis ao pensamento e as motivações dos reformadores.

Referências

Biblia Apologética de Estudo, ICP - Instituto Cristão de Pesquisas, 2000, 2ª Edição.

Introdução a Teoria do Design Inteligente

18 fevereiro, 2012


As ciências nascem com o pressuposto de descobrir como o mundo e as coisas funcionam, ou seja, conhecer plenamente o Universo e "de quebra" aperfeiçoar a vida humana. O conhecimento deixado inicialmente pelos homens que vieram antes de nós são tidos como referência para que possamos olhar para o futuro, assim como afirmou sr. Isaac Newton: Se cheguei aqui foi porque me apoiei sobre os ombros de gigantes.

A ciência foi concebida de modo que as suas conclusões seriam aceitas independentemente de onde nos levaria, ou seja, o cientista/pesquisador apenas concluiria o que as evidências estariam lhe mostrando. Essa perspectiva tenta fazer com que as conclusões sejam transparentes e sem preconceito.
A metodologia científica não está isenta de erros, ou seja, mesmo analisando as evidências os cientistas podem cometer equívocos e que serão corrigidos em pesquisas futuras. Por exemplo, Kepler acreditava que as crateras da Lua foram feitas inteligentemente pelos seus habitantes, Ernst Haeckel acreditava que a célula humana era simples como uma bola de bilhar.

Algumas perguntas chaves permeiam as mentes dos pesquisadores e inquietam a humanidade, de onde viemos? para onde vamos? e quem somos? A essas perguntas a Ciência não consegue explicar, pois está fora do escopo, ficando o cargo para outros ramos do pensamento humano como a filosofia. A filosofia da ciência e a história da ciência representam aspectos importantes a serem analisados e comparados a fim de avaliar os fenômenos ocorridos no pensamento humano.

O consenso acadêmico e a ciência

Historicamente grandes nomes como o próprio Newton, Thompson, Kepler, Faraday, Boyle, Dalton, Maxwell, Pasteur, Pascal entre outros contribuíram grandemente para a ciência, tinham uma cosmovisão (visão de mundo) baseada na existência de um designer. Cada um trouxe ao mundo suas contribuições muitas vezes motivados justamente por entender que o mundo é produto de um designer e que o mesmo designer prescreveu leis para reger o Universo.

Porém em 1859 Charles Darwin publica o livro A origem das Espécies, através da seleção natural, e no seu bojo propõe a Teoria da Evolução (TE), como o próprio nome diz ali estaria a explicação sobre de onde vieram as espécies e como toda a complexidade da vida existente na terra veio existir através de processos naturais não guiados.

Essa ideia provoca prematuramente uma mudança no pensamento dos círculos acadêmicos tendo em vista que a vida agora é fruto de um processos não guiados. Desde então está terminantemente proibido pensar que existe um designer! não existe um propósito na vida, e qualquer argumento que contrarie as ideias darwinianas deve ser rejeitado. A partir de agora todos os que acreditam na existência de um designer são repudiados e vistos como anti-científicos, que por sua vez estão impedindo o avanço da Ciência. O grande problema de se limitar o método científico é que a ciência não pode avaliar as evidências de forma neutra, não pode levantar mais as hipóteses, pois o paradigma vigente não permite. A Ciência agora está algemada e presa, por que não dizer cega de um dos olhos.

Essa decisão provoca impactos que ecoam por todo os campos científicos. Porém é importante analisar algumas frases que tiveram destaque nos círculos acadêmicos, como a frase do famoso biólogo Francis Crick, co-descobridor da dupla hélice do DNA:


Os biólogos têm que se lembrar constantemente que o que eles observam não foi criado mas, em vez disso, evoluiu. (Francis Crick, 1988)


Esse tipo de declaração demonstra muito bem algo que é anti-científico e que pode prejudicar o progresso da Ciência. Um posicionamento desse tipo não pode ser tomado como método para o trabalho acadêmico. Infelizmente esse é o que predomina no paradigma vigente e no consenso acadêmico, toda a complexidade encontrada na natureza, das mais simples até as mais complexas são frutos de processos naturais não guiados e os cientistas devem mentalizar, repetir como um mantra esse pensamento enquanto estão em seus laboratórios.

O Design Inteligente em pauta


A Teoria do Design Inteligente (TDI) em contraposição a TE trabalha sobre a análise das evidências observando as que apontam para processos naturais e as que apontam para um designer, não é objetivo então, saber quem é esse designer. Nesse sentido, reunir evidências que caracterizem um designer é o objeto de estudo da TDI. A ideia da TDI tem recebido críticas de maneira que a mesma tem dividido a academia entre aqueles que sustentam a TE e os que acreditam que os processos naturais não conseguem produzir a complexidade e a vida.


Um dos principais cientistas defensores da TE, Richard Dawkins, afirma categoricamente que a complexidade e a vida são fruto dos processos naturais não guiados. Porém curiosamente no documentário Expelled - no intelligence alowed Richard Dawkins afirma que o design poderia ser uma hipótese viável para a ciência. Porém em seus livros ele  afirma que o design que podemos ver na natureza é aparente e não real, ao passo que os que propõem a TDI afirmam que o design presente na natureza não só é real mas intencional, e que podemos encontrar evidencias que apoiam esse argumento.

Michel Behe um dos principais acadêmicos a defender a TDI oferece em seu livro, A caixa preta de Darwin, um apanhado de informações que fundamentam a crítica contra as idéias fundamentais da TE, e por fim sugere evidências a favor do design. Behe afirma que a TE não se sustenta diante da Bioquímica através de três argumentos: Complexidade Irredutível, Complexidade Especificada e Princípio Antrópico.

A TDI é baseada em três pilares: Informação Aperiódica e Funcional, Antevidência funcional e Complexidade Irredutível. Esse último termo foi cunhado por Michel Behe. Esse conceito demonstra que alguns mecanismos não podem surgir através de mudanças sequenciais e lentas, como propõe a TE. Nesse sentido, os mecanismos não seriam produto da evolução darwiniana. Para reforçar esse argumento Behe propõe a analogia de uma ratoeira, a ratoeira precisa de alguma partes elementares para funcionar (uma base, uma mola e um gatilho), a função da ratoeira é conhecida (pegar ratos) e isso só ocorrerá caso os elementos estejam presentes e organizados de uma maneira especifica.

Esse argumento é exemplificado em diversos mecanismo presente nos organismos vivos, ou seja, assim como uma ratoeira não consegue pegar ratos caso alguma de suas partes não estejam presentes e organizadas assim as partes da vida não poderia funcionar. Esse argumento é diametralmente oposto a TE que acredita que todos os mecanismos vivos são resultado de pequenas e incrementais mudanças. Um dos grandes exemplos da complexidade irredutível é o flagelo bacteriano, que possui basicamente três partes essenciais: o rotor, o estator e o eixo (além de outras partes de fixação e acoplamento). O flagelo bacteriano é responsável por transformar uma corrente de prótons em movimento circular, uma engenharia extremamente minimalista ao ponto de atingir níveis altíssimos de eficiência. Essa estrutura não pode ser explicada como proveniente de etapas sequenciais, mas só pode ser explicada através de uma única etapa, um salto de complexidade.

Fig. 01 - Flagelo bacteriano

A célula é outro exemplo do argumento da complexidade irredutível, contra a variação lenta e gradual produzindo complexidade. Dentro da célula existem mecanismos complexos, chamados muitas vezes de maquinaria celular, essa maquinaria se caracteriza por conter o tipo de complexidade explicado por Behe, ou seja não poderiam existir em estágios intermediários. Outra máquina muito importante dentro da célula são as moléculas de DNA, que além de apresentar as características de complexidade especifica apresenta uma capacidade impressionante de tratar, transcrever e guardar informação.


Fig. 02 - Representação da célula humana

Muitas vezes esses argumentos são classificados como argumentos de apelo à ignorância. Porém quando os biólogos afirmam a complexidade da célula eles afirmam conhecendo bem as informações e os processos conhecidos de maneira que processos lentos e graduais não preenchem as condições necessárias para se construir esse tipo de complexidade.

Considerações finais

O consenso contra a ideia de Design introduzida no meio acadêmico foi a mola propulsora contra a sensação que temos hoje. Porém a ciência repousa em alicerces teístas sem nem perceber de maneira que desprezar o seu legado constitui-se em um grande erro. Ao se observar as evidências químicas, a evolução infelizmente não se sustenta deixando apenas a fé para aqueles que esperam uma proposta convincente da geração espontânea e evolução química.

Referências

CRICK, Francis, What mad pursuit: a Personal View of Scientific Discovery, Sloan Foundation Science, London, 1988, p. 138.

STEIN, Ben, Expelled - no intelligence alowed, http://www.imdb.com/title/tt1091617/ 2008.

GEISLER. Norman, TUREK, Frank, Eu não tenho fé suficiente para ser ateu, Ed. Vida, 2006.

BEHE. Michael J., A caixa preta de Darwin: O desafio da bioquímica e a teoria da evolução. Ed. Zahar, 1997.

II Congresso Darwinismo hoje, www.mackenzie.br/2_darwinismo_videos.html, 2009.

Pecadores nas mãos de um Deus Irado

16 janeiro, 2012

O título dessa postagem faz menção a uma pregação realizada por Jonathan Edwards, ministro congregacional, em 08 de Julho de 1741. Caso alguém se interesse em ler antes, segue o link: Pecadores nas mãos de um Deus irado.

A pregação de Edwards chama a atenção por caracterizar três aspectos importantes a respeito da justiça de Deus, da condição do homem e do seu futuro.
Pecadores, essa palavra é frequentemente encontrada nas páginas das Escrituras e significa que o homem desde o seu nascimento em uma condição decaída e corrupta a qual o conduz em uma realidade alienada de Deus. Esse estado decaído faz com que o homem se sinta esvaziado da presença de Deus, por sua vez este mesmo homem tenta criar artificios para substituir  o espaço deixado pelo Criador.



O apóstolo Paulo perante os atenienses faz uma comparação pertinente ao tratar do estado decaído do homem, o qual está sem visão:
"Se porventura, tateando, o pudessem achar, ainda que não está longe de nós" Atos 17.27b
Esse comparação com um homem sem visão é interessante, pois, demonstra como estão os sentidos do homem após a sua queda, nesse sentido, o homem natural nunca poderá encontrar a Deus, mas Deus em sua misericórdia vai em busca do homem decaído e lhe revela a salvação.
Vale a pena fazer menção a um célebre frase:
“Religião é a busca do homem a Deus, por isso há muitas religiões. Mas o Evangelho é Deus buscando o homem, por isso só há um Evangelho.” JONES (?)
Sendo assim, percebe-se que ao se rebelar contra Deus no princípio o homem é punido com sua separação de Deus e assim vaga sobre a face da Terra. Até que Deus começa seu processo de atuação na história.
Uma faculdade ainda deixada nos seres humanos após a queda é o senso de justiça o qual segundo C. S. Lewis explica que há um sentimento de condenação no coração do homem, de modo que ele se encontra condenado não por códigos de etica estranhos mas pelo seu próprio.
Esse pensamento demonstra que o homem apesar de não ver a Deus ele sabe que seu proceder é contrário a vontade de dele, o que o conduz a outra faculdade humana: o arrependimento.
C.S Lewis fala a respeito da reconciliação do homem com Deus através de Jesus, expondo uma análise simples dos conceitos embutidos nas declarações existentes nas páginas do Novo Testamento, como se segue:

[Aquele] Homem, tendo sido morto, estava porém vivo, e que sua morte, de maneira incompreensível para a mente humana, produziu uma real mudança em nossas relações com o "terrível" e" justo" Senhor, modificação essa em nosso benefício. LEWIS (2006)

Essa alegação é tal modo surpreendente e chocante ou até mesmo um horror, que nos conduz a dois pensamentos ou confessamos que ele era um lunático abominável de excentricidade rara, ou caimos de joelho diante dele e confessamos que Ele é Senhor e Deus.

Então originalmente o homem encontrado em um estado corrupto, debaixo da condenação dada por Deus e reconhecida por nós mesmos, deve então buscar a Cristo de modo a alcançar as mudanças entre a relação de Deus com o homem, modificação essa em nosso benefício.

A situação deplorável do homem diante de um Deus justo não é das melhores, o que nos resta apenas buscar a reconciliação com o Criador e preencher o vazio que temos naturalmente dentro de nós.

Que Deus nos abençoe cada dia mais, através da Sua palavra!




EDWARDS, Jonathan, Pecadores nas mãos de um Deus irado, PES, 1741. Pecadores nas mãos de um Deus irado.
LEWIS, C. S, O problema do sofrimento, p. 12, Editora Vida, São Paulo, 2006.
JONES, Stanley, (?) (?).

Da queda à salvação, a história do homem

28 agosto, 2011


O homem em toda a sua trajetória sobre a face da Terra coleciona um conjunto de características boas e ruins que o preparam para a revelação da sublime graça de Deus. Muitos não compreendem como essa graça pode se revelar em meio a uma geração corrupta e perversa como a nossa, porém um judeu do primeiro século que viveu na palestina escreve com propriedade a respeito disso:

"Porque Cristo, quando nós ainda éramos fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios" Rom. 5.6

Segundo a cosmovisão cristã a obra de Cristo teve como fim oferecer resgate a uma humanidade decaída alienada de Deus e pecadora, que só consegue ver diante de si os prazeres e o pouco que lhe resta da criação original é banalmente destruída e humilhada. Esse é o triste estado da humanidade que caminha sobre a face da Terra. Porém no plano de Deus revelado nas Escrituras é possível distinguir três características que segundo Charles Haddon Spurgeon são os três Rs: Ruína, Redenção e Regeneração.

O conceito de Redenção é justamente a obra de Cristo e a suficiência dela de retirar o homem do pecado uma vez que a sua conversão seja autêntica, o outro ponto é a Ruína a qual todos os homens se encontram desde Adão, um estado desprezível e humilhante o qual o priva de se chegar sozinho a Deus e por último temos a Regeneração que é o processo no qual todos os que abraçam a verdadeira fé em Cristo se encontram. O processo de regeneração se inicia no Calvário e só será plenamente concluída no arrebatamento, quando enfim ter-se-á corpos incorruptíveis.

Esses conhecimentos são facilmente encontrados nas páginas da Bíblia Sagrada, de modo que eles devem ser o guia para que se experimente uma comunhão completa com o Senhor através desta bendita esperança como escreve Paulo aos tessalonicenses:


"Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor" I Ts 4.17
Que Deus nos abençoe e nos dê cada dia mais da sua graça!

Referências
SPURGEON, C. H. "A Bíblia - A infalível palavra de Deus" Editora PES.