A história da criação e da salvação em versos

18 setembro, 2012



David Phelps em suas composições sempre se vale da poesia para expressar conceitos básicos do conhecimento cristão. Em 2007, David lançou seu álbum One Wintry Night, o qual contem a música The Singer. Essa música mostra Deus como um compositor, que através de seu fôlego compõe o mundo, o homem e a salvação.


A musica começa ao seu comando, e o Cantor toma o fôlego.
A melodia nasce e cresce na terra e rasga o vazio.
E de um lugar estéril e solitário a vida começar a brotar.
E como no palco do tempo e do espaço
Deus levanta sua cabeça e começa a cantar!
Haja a luz e a mesma invada as trevas! Preencha o vazio, mude o ruído por uma doce harmonia!
Haja alegria e o riso ecoe, e o Cantor continua escrevendo a canção dos remidos! 
Embora uma belamente cantada a canção não foi ouvida,
e a escuridão novamente retorna.
Deus tem um plano no segundo verso,
para reconquistar os corações dos homens.
E sobe uma estrela no céu oriental de Belém
e na noite em que o menino Jesus chorou,
Deus canta sua melodia e os anjos o acompanham.
Toda vez que uma alma recebe essa alegre melodia de Natal.
Deus se levanta do seu trono e a toda a criação juntamente canta! 
Haja a luz e a mesma invada as trevas! Preencha o vazio, mude o ruído por uma doce harmonia!
Haja alegria e o riso ecoe, e o Cantor continua escrevendo a canção dos remidos!



Referências


Tradução livre da música The Singer - David Phelps, One wintry night. 2007.


Recurso computacional para estudos biblicos

05 junho, 2012

Com as tecnologias  computacionais é possível se desenvolver um conjunto de práticas de estudo que facilitam o aprendizado. No que diz respeito ao aprendizado das línguas bíblicas (hebraico e grego) é plenamente possível se estudar de maneira simples e rápida. Dentre os diversos recursos disponíveis para o estudo sistemático da palavra de Deus, dispomos de uma ferramenta chamada MySword, um leitor de livros do tipo e-book, no qual dispõe de um acervo significativo de Bíblias e textos nos diversos idiomas. A ferramenta dispõe ainda do recurso de busca por termos, redação de notas e marcação de textos favoritos.
O aplicativo foi construído para funcionar na plataforma Android e precisa de conexão com a internet para se baixar os livros desejados.




A revista Nature afirma "Nenhuma teoria é muito especial para ser questionada" [Menos a de Darwin!!!]

17 março, 2012

A revista Nature afirma "Nenhuma teoria é muito especial para ser questionada"

Giovanni Amelino-Camelia, um físico teórico na University de Roma La Sapienza, tem um artigo bem sério publicado na revista Nature intitulado, "No theory is too special to question. [Nenhuma teoria é muito especial para ser questionada]". Ele reconta a disputa recente sobre a suposta descoberta de neutrinos que podem viajar mais rápido do que a luz. Como ele destaca, após mais experimentos, ficou demonstrado que os neutrinos não podem viajar mais rápido do que a luz. Mas ele também destaca que refutar a afirmativa foi um exercício útil para a comunidade da física teórica:

"A situação instigou a comunidade da física fundamental discutir o modo apropriado de lidar com casos nos quais os resultados experimentais preliminares desafiam as leis "estabelecidas". (Neste caso, aquela que muitos físicos têm em grande estima mais do que as outras - a teoria da relatividade especial de Einstein.)"

Parece que aqueles físicos estavam abertos a desafiar uma de suas teorias mais preciosas, a relatividade especial. A teoria de Einstein saiu dos tests sem nenhum arranhão, mas o próprio fato de que eles estavam dispostos a considerar a possibilidade de que a relatividade especial estivesse errada, e testá-la de um modo significativo, é significante. Ele prossegue:

"Questionar nossas leis, mesmo na base de experimentos preliminares, é um exercício saudável. Nós devemos assumir que a próxima revolução fundamental em física está adiante de nosso nariz, em segurança além do alcance de nossos cérebros, mas dentro do alcance do próximo experimento verdadeiramente inovador."


Fig. 1 - Kit "evangelismo" sobre evolução, fornecido pela Nature.

Assim, qual é a teoria que muitos biólogos "têm em grande estima mais do que as outras"? Claramente, é a evolução. Mas quando foi a última vez que você viu um artigo assim na Nature, que louvasse a disposição dos biólogos a desafiar os aspectos fundamentais evolução, como a seleção natural ou a descendência comum? Nunca! Em vez disso, você encontra na Nature afirmações ousadas sobre como os "cientistas podem tratar a evolução através da seleção natural como sendo, na verdade, um fato estabelecido."

Parece que a liberalidade e a disposição de tolerar questionamento fundamental que nós vemos na comunidade da física está muito ausente na comunidade da biologia.


Referências

A Bíblia e a alta crítica

11 março, 2012




Em meados dos anos de 1880, se forma uma junta acadêmica chamada Alta Crítica ou Crítica Textual. A alta crítica tem como objetivo analisar minuciosamente as obras literárias e expor as características que o texto possui levando a crer que as obras foram compostas por outros métodos e autores e não pelos tradicionalmente aceitos. Nesse sentido, várias obras consagradas sofreram ataque da alta crítica, como Ilíada de Homero, Shakespeare entre outros, nos quais segundo a alta crítica são verdadeiros retalhos literários, ou seja eles não pertencem a seus autores tradicionais, mas a vários.

A Biblia como a maior obra literária não poderia ficar de fora dessa avaliação. Nesse sentido, a alta crítica "percebeu" que livros canônicos da Bíblia não haviam sido escritos pelos seus autores tradicionais mas eram "retalho de manuscritos". Um dos livros atacados foram os livros de Moisés, o qual que foi entendido como tendo quatro autores distintos bem como o livro de Isaías o qual possuiria no mínimo três autores. Aparentemente a Bíblia perdera a batalha, pela deslealdade do método aplicado e principalmente pelo fato dos manuscritos existentes, os massoréticos, serem as cópias mais antigas e remontarem a quase mil anos depois dos autógrafos (os originais escritos pelos autores).

A maior estigma deixada pela alta crítica no séc IXX foi o liberalismo teológico. Essa livre maneira de interpretar as Escrituras esvaziando-a dos seus atributos divinos, o qual infestou as escolas de Teologia, proporcionou um estrago irreparável na formação de jovens e líderes das igrejas que buscavam instrução genuína. O liberalismo levou muitos a observarem a Bíblia como uma simples composição humana cheia de falhas como qualquer escrito já produzido.

Porém, Deus vela pela sua Palavra, e na decada de 1947 foram encontrados nas cavernas de Qunram nas margens do Mar Morto, alguns manuscritos que viriam a se tornar o maior achado arqueológico do séc XXI. Esses manuscritos foram encontrados acidentalmente por um pastor de ovelhas  dentro de jarros de argila. Milhares de fragmentos de cerca de 350 obras bíblicas e extra-bíblicas. Esse material veio a ser identificado como pertencente a uma seita ascética do judaísmo, os essênios, que haviam habitado os desertos do Mar morto e protegido os manuscritos nas cavernas. Esses manuscritos foram datados de VI AC e por sua vez continham preciosas referências dos livros do AT, principalmente do livro de Isaias que estava completo e conservado da maneira como conhecemos hoje. Conforme fig. 1.



Fig. 1 - O grande rolo de Isaías.


Recentemente a Google se prontificou em digitalizar e disponibilizar as cópias dos manuscritos do Mar Morto para consulta online, esses manuscritos se encontram em grego, aramaico e hebraico.

A variação textual ínfima nos textos encontrados comprova mais uma vez que os textos que possuimos hoje são confiáveis e que por sua vez a Palavra de Deus permanece fiel. Nesse sentido, toda a mensagem que foi inspirada permanece assim como Deus desejou que fosse transmitida.


Referências

The Digital Dead Sea Scrolls http://dss.collections.imj.org.il/ Fev 2012

Colon, Peter. O verdadeiro tesouro dos Manuscritos do Mar Morto, Beth-Shalon Fev 2012

Introduction to the dead sea scrolls. http://www.english.imjnet.org.il/htmls/page_1348.aspx?c0=14778&bsp=14389. Fev 2012.

Introdução a Teoria do Design Inteligente

18 fevereiro, 2012


As ciências nascem com o pressuposto de descobrir como o mundo e as coisas funcionam, ou seja, conhecer plenamente o Universo e "de quebra" aperfeiçoar a vida humana. O conhecimento deixado inicialmente pelos homens que vieram antes de nós são tidos como referência para que possamos olhar para o futuro, assim como afirmou sr. Isaac Newton: Se cheguei aqui foi porque me apoiei sobre os ombros de gigantes.

A ciência foi concebida de modo que as suas conclusões seriam aceitas independentemente de onde nos levaria, ou seja, o cientista/pesquisador apenas concluiria o que as evidências estariam lhe mostrando. Essa perspectiva tenta fazer com que as conclusões sejam transparentes e sem preconceito.
A metodologia científica não está isenta de erros, ou seja, mesmo analisando as evidências os cientistas podem cometer equívocos e que serão corrigidos em pesquisas futuras. Por exemplo, Kepler acreditava que as crateras da Lua foram feitas inteligentemente pelos seus habitantes, Ernst Haeckel acreditava que a célula humana era simples como uma bola de bilhar.

Algumas perguntas chaves permeiam as mentes dos pesquisadores e inquietam a humanidade, de onde viemos? para onde vamos? e quem somos? A essas perguntas a Ciência não consegue explicar, pois está fora do escopo, ficando o cargo para outros ramos do pensamento humano como a filosofia. A filosofia da ciência e a história da ciência representam aspectos importantes a serem analisados e comparados a fim de avaliar os fenômenos ocorridos no pensamento humano.

O consenso acadêmico e a ciência

Historicamente grandes nomes como o próprio Newton, Thompson, Kepler, Faraday, Boyle, Dalton, Maxwell, Pasteur, Pascal entre outros contribuíram grandemente para a ciência, tinham uma cosmovisão (visão de mundo) baseada na existência de um designer. Cada um trouxe ao mundo suas contribuições muitas vezes motivados justamente por entender que o mundo é produto de um designer e que o mesmo designer prescreveu leis para reger o Universo.

Porém em 1859 Charles Darwin publica o livro A origem das Espécies, através da seleção natural, e no seu bojo propõe a Teoria da Evolução (TE), como o próprio nome diz ali estaria a explicação sobre de onde vieram as espécies e como toda a complexidade da vida existente na terra veio existir através de processos naturais não guiados.

Essa ideia provoca prematuramente uma mudança no pensamento dos círculos acadêmicos tendo em vista que a vida agora é fruto de um processos não guiados. Desde então está terminantemente proibido pensar que existe um designer! não existe um propósito na vida, e qualquer argumento que contrarie as ideias darwinianas deve ser rejeitado. A partir de agora todos os que acreditam na existência de um designer são repudiados e vistos como anti-científicos, que por sua vez estão impedindo o avanço da Ciência. O grande problema de se limitar o método científico é que a ciência não pode avaliar as evidências de forma neutra, não pode levantar mais as hipóteses, pois o paradigma vigente não permite. A Ciência agora está algemada e presa, por que não dizer cega de um dos olhos.

Essa decisão provoca impactos que ecoam por todo os campos científicos. Porém é importante analisar algumas frases que tiveram destaque nos círculos acadêmicos, como a frase do famoso biólogo Francis Crick, co-descobridor da dupla hélice do DNA:


Os biólogos têm que se lembrar constantemente que o que eles observam não foi criado mas, em vez disso, evoluiu. (Francis Crick, 1988)


Esse tipo de declaração demonstra muito bem algo que é anti-científico e que pode prejudicar o progresso da Ciência. Um posicionamento desse tipo não pode ser tomado como método para o trabalho acadêmico. Infelizmente esse é o que predomina no paradigma vigente e no consenso acadêmico, toda a complexidade encontrada na natureza, das mais simples até as mais complexas são frutos de processos naturais não guiados e os cientistas devem mentalizar, repetir como um mantra esse pensamento enquanto estão em seus laboratórios.

O Design Inteligente em pauta


A Teoria do Design Inteligente (TDI) em contraposição a TE trabalha sobre a análise das evidências observando as que apontam para processos naturais e as que apontam para um designer, não é objetivo então, saber quem é esse designer. Nesse sentido, reunir evidências que caracterizem um designer é o objeto de estudo da TDI. A ideia da TDI tem recebido críticas de maneira que a mesma tem dividido a academia entre aqueles que sustentam a TE e os que acreditam que os processos naturais não conseguem produzir a complexidade e a vida.


Um dos principais cientistas defensores da TE, Richard Dawkins, afirma categoricamente que a complexidade e a vida são fruto dos processos naturais não guiados. Porém curiosamente no documentário Expelled - no intelligence alowed Richard Dawkins afirma que o design poderia ser uma hipótese viável para a ciência. Porém em seus livros ele  afirma que o design que podemos ver na natureza é aparente e não real, ao passo que os que propõem a TDI afirmam que o design presente na natureza não só é real mas intencional, e que podemos encontrar evidencias que apoiam esse argumento.

Michel Behe um dos principais acadêmicos a defender a TDI oferece em seu livro, A caixa preta de Darwin, um apanhado de informações que fundamentam a crítica contra as idéias fundamentais da TE, e por fim sugere evidências a favor do design. Behe afirma que a TE não se sustenta diante da Bioquímica através de três argumentos: Complexidade Irredutível, Complexidade Especificada e Princípio Antrópico.

A TDI é baseada em três pilares: Informação Aperiódica e Funcional, Antevidência funcional e Complexidade Irredutível. Esse último termo foi cunhado por Michel Behe. Esse conceito demonstra que alguns mecanismos não podem surgir através de mudanças sequenciais e lentas, como propõe a TE. Nesse sentido, os mecanismos não seriam produto da evolução darwiniana. Para reforçar esse argumento Behe propõe a analogia de uma ratoeira, a ratoeira precisa de alguma partes elementares para funcionar (uma base, uma mola e um gatilho), a função da ratoeira é conhecida (pegar ratos) e isso só ocorrerá caso os elementos estejam presentes e organizados de uma maneira especifica.

Esse argumento é exemplificado em diversos mecanismo presente nos organismos vivos, ou seja, assim como uma ratoeira não consegue pegar ratos caso alguma de suas partes não estejam presentes e organizadas assim as partes da vida não poderia funcionar. Esse argumento é diametralmente oposto a TE que acredita que todos os mecanismos vivos são resultado de pequenas e incrementais mudanças. Um dos grandes exemplos da complexidade irredutível é o flagelo bacteriano, que possui basicamente três partes essenciais: o rotor, o estator e o eixo (além de outras partes de fixação e acoplamento). O flagelo bacteriano é responsável por transformar uma corrente de prótons em movimento circular, uma engenharia extremamente minimalista ao ponto de atingir níveis altíssimos de eficiência. Essa estrutura não pode ser explicada como proveniente de etapas sequenciais, mas só pode ser explicada através de uma única etapa, um salto de complexidade.

Fig. 01 - Flagelo bacteriano

A célula é outro exemplo do argumento da complexidade irredutível, contra a variação lenta e gradual produzindo complexidade. Dentro da célula existem mecanismos complexos, chamados muitas vezes de maquinaria celular, essa maquinaria se caracteriza por conter o tipo de complexidade explicado por Behe, ou seja não poderiam existir em estágios intermediários. Outra máquina muito importante dentro da célula são as moléculas de DNA, que além de apresentar as características de complexidade especifica apresenta uma capacidade impressionante de tratar, transcrever e guardar informação.


Fig. 02 - Representação da célula humana

Muitas vezes esses argumentos são classificados como argumentos de apelo à ignorância. Porém quando os biólogos afirmam a complexidade da célula eles afirmam conhecendo bem as informações e os processos conhecidos de maneira que processos lentos e graduais não preenchem as condições necessárias para se construir esse tipo de complexidade.

Considerações finais

O consenso contra a ideia de Design introduzida no meio acadêmico foi a mola propulsora contra a sensação que temos hoje. Porém a ciência repousa em alicerces teístas sem nem perceber de maneira que desprezar o seu legado constitui-se em um grande erro. Ao se observar as evidências químicas, a evolução infelizmente não se sustenta deixando apenas a fé para aqueles que esperam uma proposta convincente da geração espontânea e evolução química.

Referências

CRICK, Francis, What mad pursuit: a Personal View of Scientific Discovery, Sloan Foundation Science, London, 1988, p. 138.

STEIN, Ben, Expelled - no intelligence alowed, http://www.imdb.com/title/tt1091617/ 2008.

GEISLER. Norman, TUREK, Frank, Eu não tenho fé suficiente para ser ateu, Ed. Vida, 2006.

BEHE. Michael J., A caixa preta de Darwin: O desafio da bioquímica e a teoria da evolução. Ed. Zahar, 1997.

II Congresso Darwinismo hoje, www.mackenzie.br/2_darwinismo_videos.html, 2009.

Pecadores nas mãos de um Deus Irado

16 janeiro, 2012

O título dessa postagem faz menção a uma pregação realizada por Jonathan Edwards, ministro congregacional, em 08 de Julho de 1741. Caso alguém se interesse em ler antes, segue o link: Pecadores nas mãos de um Deus irado.

A pregação de Edwards chama a atenção por caracterizar três aspectos importantes a respeito da justiça de Deus, da condição do homem e do seu futuro.
Pecadores, essa palavra é frequentemente encontrada nas páginas das Escrituras e significa que o homem desde o seu nascimento em uma condição decaída e corrupta a qual o conduz em uma realidade alienada de Deus. Esse estado decaído faz com que o homem se sinta esvaziado da presença de Deus, por sua vez este mesmo homem tenta criar artificios para substituir  o espaço deixado pelo Criador.



O apóstolo Paulo perante os atenienses faz uma comparação pertinente ao tratar do estado decaído do homem, o qual está sem visão:
"Se porventura, tateando, o pudessem achar, ainda que não está longe de nós" Atos 17.27b
Esse comparação com um homem sem visão é interessante, pois, demonstra como estão os sentidos do homem após a sua queda, nesse sentido, o homem natural nunca poderá encontrar a Deus, mas Deus em sua misericórdia vai em busca do homem decaído e lhe revela a salvação.
Vale a pena fazer menção a um célebre frase:
“Religião é a busca do homem a Deus, por isso há muitas religiões. Mas o Evangelho é Deus buscando o homem, por isso só há um Evangelho.” JONES (?)
Sendo assim, percebe-se que ao se rebelar contra Deus no princípio o homem é punido com sua separação de Deus e assim vaga sobre a face da Terra. Até que Deus começa seu processo de atuação na história.
Uma faculdade ainda deixada nos seres humanos após a queda é o senso de justiça o qual segundo C. S. Lewis explica que há um sentimento de condenação no coração do homem, de modo que ele se encontra condenado não por códigos de etica estranhos mas pelo seu próprio.
Esse pensamento demonstra que o homem apesar de não ver a Deus ele sabe que seu proceder é contrário a vontade de dele, o que o conduz a outra faculdade humana: o arrependimento.
C.S Lewis fala a respeito da reconciliação do homem com Deus através de Jesus, expondo uma análise simples dos conceitos embutidos nas declarações existentes nas páginas do Novo Testamento, como se segue:

[Aquele] Homem, tendo sido morto, estava porém vivo, e que sua morte, de maneira incompreensível para a mente humana, produziu uma real mudança em nossas relações com o "terrível" e" justo" Senhor, modificação essa em nosso benefício. LEWIS (2006)

Essa alegação é tal modo surpreendente e chocante ou até mesmo um horror, que nos conduz a dois pensamentos ou confessamos que ele era um lunático abominável de excentricidade rara, ou caimos de joelho diante dele e confessamos que Ele é Senhor e Deus.

Então originalmente o homem encontrado em um estado corrupto, debaixo da condenação dada por Deus e reconhecida por nós mesmos, deve então buscar a Cristo de modo a alcançar as mudanças entre a relação de Deus com o homem, modificação essa em nosso benefício.

A situação deplorável do homem diante de um Deus justo não é das melhores, o que nos resta apenas buscar a reconciliação com o Criador e preencher o vazio que temos naturalmente dentro de nós.

Que Deus nos abençoe cada dia mais, através da Sua palavra!




EDWARDS, Jonathan, Pecadores nas mãos de um Deus irado, PES, 1741. Pecadores nas mãos de um Deus irado.
LEWIS, C. S, O problema do sofrimento, p. 12, Editora Vida, São Paulo, 2006.
JONES, Stanley, (?) (?).

Nada além da Bíblia

02 janeiro, 2012

Feliz 2012! Que esse novo ano Deus abençoe ainda mais a sua vida!

Bem, como todos conhecem Lutero em meados do século XVI iniciou um movimento de dentro da Igreja Romana de tão grandes proporções que chega a modificar o pensamento cristão corrente, que envolve desde o acesso à leitura da Bíblia até como ela é interpretada e entendida.
Lutero nascido na Alemanha em 1483 em 1507 foi ordenado padre da Igreja Católica da qual viria  discordar mais tarde e como qualquer cristão sensato tinha zelo pela palavra de Deus e a partir da qual se originaram as suas inquietações.



A forma como a Bíblia era utilizada naquela época perturbava Lutero pois ofuscava a verdadeira Luz que dela saía. Porém, depois da sua perseguição e excomunhão da igreja católica Lutero se vê diante de um dos seus maiores problemas: os Espiritualistas. D'aubigné, autor da obra História da Reforma do décimo sexto século, afirma que a Reforma encontrara seu maior inimigo. Mas afinal, por que os espiritualistas representavam um problema para a Reforma? Simplesmente por que eles desenvolviam um trabalho contrário ao de Lutero.

Enquanto Lutero se empenhava em demonstrar e enfatizar que a Bíblia é suficiente regra de fé e prática (Sola Scriptura) os espiritualistas se preocupavam em alvoroçar pregando: "Somente pelo Espírito é que poderemos ser iluminados". Isso era preocupante pois conduzia seguidores a uma liturgia mística e sem apego às Escrituras. Eles se baseavam na premissa que seria possível descobrir a "vontade de Deus" através da contemplação e da "luz interior" dada pelo Espírito. Segundo Maia (2007) esta era uma prática que desloca o eixo hermenêutico e provoca grandes estragos à igreja, ainda hoje.

Nesse sentido, percebo que é necessário repertir a frase de Lutero acerca das Escrituras até que alcancemos sabedoria suficiente:
"Fiz uma aliança com Deus: que Ele não me mande visões, nem sonhos, nem mesmo anjos. Estou satisfeito com o dom das Escrituras Sagradas, que me dão instrução abundante e tudo o que preciso conhecer tanto para esta vida quanto para o que há de vir." (Martinho Lutero)
Que Deus nos abençoe cada dia mais nos ajudando a guardar os princípios e ensinamentos que existem na Bíblia Sagrada.


MAIA, Hermisten (2007) Fundamentos da Teologia Reformada, Editora Mundo Cristão, São Paulo. Disponível parcialmente em: http://www.mundocristao.com.br/