Introdução a Teoria do Design Inteligente

18 fevereiro, 2012


As ciências nascem com o pressuposto de descobrir como o mundo e as coisas funcionam, ou seja, conhecer plenamente o Universo e "de quebra" aperfeiçoar a vida humana. O conhecimento deixado inicialmente pelos homens que vieram antes de nós são tidos como referência para que possamos olhar para o futuro, assim como afirmou sr. Isaac Newton: Se cheguei aqui foi porque me apoiei sobre os ombros de gigantes.

A ciência foi concebida de modo que as suas conclusões seriam aceitas independentemente de onde nos levaria, ou seja, o cientista/pesquisador apenas concluiria o que as evidências estariam lhe mostrando. Essa perspectiva tenta fazer com que as conclusões sejam transparentes e sem preconceito.
A metodologia científica não está isenta de erros, ou seja, mesmo analisando as evidências os cientistas podem cometer equívocos e que serão corrigidos em pesquisas futuras. Por exemplo, Kepler acreditava que as crateras da Lua foram feitas inteligentemente pelos seus habitantes, Ernst Haeckel acreditava que a célula humana era simples como uma bola de bilhar.

Algumas perguntas chaves permeiam as mentes dos pesquisadores e inquietam a humanidade, de onde viemos? para onde vamos? e quem somos? A essas perguntas a Ciência não consegue explicar, pois está fora do escopo, ficando o cargo para outros ramos do pensamento humano como a filosofia. A filosofia da ciência e a história da ciência representam aspectos importantes a serem analisados e comparados a fim de avaliar os fenômenos ocorridos no pensamento humano.

O consenso acadêmico e a ciência

Historicamente grandes nomes como o próprio Newton, Thompson, Kepler, Faraday, Boyle, Dalton, Maxwell, Pasteur, Pascal entre outros contribuíram grandemente para a ciência, tinham uma cosmovisão (visão de mundo) baseada na existência de um designer. Cada um trouxe ao mundo suas contribuições muitas vezes motivados justamente por entender que o mundo é produto de um designer e que o mesmo designer prescreveu leis para reger o Universo.

Porém em 1859 Charles Darwin publica o livro A origem das Espécies, através da seleção natural, e no seu bojo propõe a Teoria da Evolução (TE), como o próprio nome diz ali estaria a explicação sobre de onde vieram as espécies e como toda a complexidade da vida existente na terra veio existir através de processos naturais não guiados.

Essa ideia provoca prematuramente uma mudança no pensamento dos círculos acadêmicos tendo em vista que a vida agora é fruto de um processos não guiados. Desde então está terminantemente proibido pensar que existe um designer! não existe um propósito na vida, e qualquer argumento que contrarie as ideias darwinianas deve ser rejeitado. A partir de agora todos os que acreditam na existência de um designer são repudiados e vistos como anti-científicos, que por sua vez estão impedindo o avanço da Ciência. O grande problema de se limitar o método científico é que a ciência não pode avaliar as evidências de forma neutra, não pode levantar mais as hipóteses, pois o paradigma vigente não permite. A Ciência agora está algemada e presa, por que não dizer cega de um dos olhos.

Essa decisão provoca impactos que ecoam por todo os campos científicos. Porém é importante analisar algumas frases que tiveram destaque nos círculos acadêmicos, como a frase do famoso biólogo Francis Crick, co-descobridor da dupla hélice do DNA:


Os biólogos têm que se lembrar constantemente que o que eles observam não foi criado mas, em vez disso, evoluiu. (Francis Crick, 1988)


Esse tipo de declaração demonstra muito bem algo que é anti-científico e que pode prejudicar o progresso da Ciência. Um posicionamento desse tipo não pode ser tomado como método para o trabalho acadêmico. Infelizmente esse é o que predomina no paradigma vigente e no consenso acadêmico, toda a complexidade encontrada na natureza, das mais simples até as mais complexas são frutos de processos naturais não guiados e os cientistas devem mentalizar, repetir como um mantra esse pensamento enquanto estão em seus laboratórios.

O Design Inteligente em pauta


A Teoria do Design Inteligente (TDI) em contraposição a TE trabalha sobre a análise das evidências observando as que apontam para processos naturais e as que apontam para um designer, não é objetivo então, saber quem é esse designer. Nesse sentido, reunir evidências que caracterizem um designer é o objeto de estudo da TDI. A ideia da TDI tem recebido críticas de maneira que a mesma tem dividido a academia entre aqueles que sustentam a TE e os que acreditam que os processos naturais não conseguem produzir a complexidade e a vida.


Um dos principais cientistas defensores da TE, Richard Dawkins, afirma categoricamente que a complexidade e a vida são fruto dos processos naturais não guiados. Porém curiosamente no documentário Expelled - no intelligence alowed Richard Dawkins afirma que o design poderia ser uma hipótese viável para a ciência. Porém em seus livros ele  afirma que o design que podemos ver na natureza é aparente e não real, ao passo que os que propõem a TDI afirmam que o design presente na natureza não só é real mas intencional, e que podemos encontrar evidencias que apoiam esse argumento.

Michel Behe um dos principais acadêmicos a defender a TDI oferece em seu livro, A caixa preta de Darwin, um apanhado de informações que fundamentam a crítica contra as idéias fundamentais da TE, e por fim sugere evidências a favor do design. Behe afirma que a TE não se sustenta diante da Bioquímica através de três argumentos: Complexidade Irredutível, Complexidade Especificada e Princípio Antrópico.

A TDI é baseada em três pilares: Informação Aperiódica e Funcional, Antevidência funcional e Complexidade Irredutível. Esse último termo foi cunhado por Michel Behe. Esse conceito demonstra que alguns mecanismos não podem surgir através de mudanças sequenciais e lentas, como propõe a TE. Nesse sentido, os mecanismos não seriam produto da evolução darwiniana. Para reforçar esse argumento Behe propõe a analogia de uma ratoeira, a ratoeira precisa de alguma partes elementares para funcionar (uma base, uma mola e um gatilho), a função da ratoeira é conhecida (pegar ratos) e isso só ocorrerá caso os elementos estejam presentes e organizados de uma maneira especifica.

Esse argumento é exemplificado em diversos mecanismo presente nos organismos vivos, ou seja, assim como uma ratoeira não consegue pegar ratos caso alguma de suas partes não estejam presentes e organizadas assim as partes da vida não poderia funcionar. Esse argumento é diametralmente oposto a TE que acredita que todos os mecanismos vivos são resultado de pequenas e incrementais mudanças. Um dos grandes exemplos da complexidade irredutível é o flagelo bacteriano, que possui basicamente três partes essenciais: o rotor, o estator e o eixo (além de outras partes de fixação e acoplamento). O flagelo bacteriano é responsável por transformar uma corrente de prótons em movimento circular, uma engenharia extremamente minimalista ao ponto de atingir níveis altíssimos de eficiência. Essa estrutura não pode ser explicada como proveniente de etapas sequenciais, mas só pode ser explicada através de uma única etapa, um salto de complexidade.

Fig. 01 - Flagelo bacteriano

A célula é outro exemplo do argumento da complexidade irredutível, contra a variação lenta e gradual produzindo complexidade. Dentro da célula existem mecanismos complexos, chamados muitas vezes de maquinaria celular, essa maquinaria se caracteriza por conter o tipo de complexidade explicado por Behe, ou seja não poderiam existir em estágios intermediários. Outra máquina muito importante dentro da célula são as moléculas de DNA, que além de apresentar as características de complexidade especifica apresenta uma capacidade impressionante de tratar, transcrever e guardar informação.


Fig. 02 - Representação da célula humana

Muitas vezes esses argumentos são classificados como argumentos de apelo à ignorância. Porém quando os biólogos afirmam a complexidade da célula eles afirmam conhecendo bem as informações e os processos conhecidos de maneira que processos lentos e graduais não preenchem as condições necessárias para se construir esse tipo de complexidade.

Considerações finais

O consenso contra a ideia de Design introduzida no meio acadêmico foi a mola propulsora contra a sensação que temos hoje. Porém a ciência repousa em alicerces teístas sem nem perceber de maneira que desprezar o seu legado constitui-se em um grande erro. Ao se observar as evidências químicas, a evolução infelizmente não se sustenta deixando apenas a fé para aqueles que esperam uma proposta convincente da geração espontânea e evolução química.

Referências

CRICK, Francis, What mad pursuit: a Personal View of Scientific Discovery, Sloan Foundation Science, London, 1988, p. 138.

STEIN, Ben, Expelled - no intelligence alowed, http://www.imdb.com/title/tt1091617/ 2008.

GEISLER. Norman, TUREK, Frank, Eu não tenho fé suficiente para ser ateu, Ed. Vida, 2006.

BEHE. Michael J., A caixa preta de Darwin: O desafio da bioquímica e a teoria da evolução. Ed. Zahar, 1997.

II Congresso Darwinismo hoje, www.mackenzie.br/2_darwinismo_videos.html, 2009.

Pecadores nas mãos de um Deus Irado

16 janeiro, 2012

O título dessa postagem faz menção a uma pregação realizada por Jonathan Edwards, ministro congregacional, em 08 de Julho de 1741. Caso alguém se interesse em ler antes, segue o link: Pecadores nas mãos de um Deus irado.

A pregação de Edwards chama a atenção por caracterizar três aspectos importantes a respeito da justiça de Deus, da condição do homem e do seu futuro.
Pecadores, essa palavra é frequentemente encontrada nas páginas das Escrituras e significa que o homem desde o seu nascimento em uma condição decaída e corrupta a qual o conduz em uma realidade alienada de Deus. Esse estado decaído faz com que o homem se sinta esvaziado da presença de Deus, por sua vez este mesmo homem tenta criar artificios para substituir  o espaço deixado pelo Criador.



O apóstolo Paulo perante os atenienses faz uma comparação pertinente ao tratar do estado decaído do homem, o qual está sem visão:
"Se porventura, tateando, o pudessem achar, ainda que não está longe de nós" Atos 17.27b
Esse comparação com um homem sem visão é interessante, pois, demonstra como estão os sentidos do homem após a sua queda, nesse sentido, o homem natural nunca poderá encontrar a Deus, mas Deus em sua misericórdia vai em busca do homem decaído e lhe revela a salvação.
Vale a pena fazer menção a um célebre frase:
“Religião é a busca do homem a Deus, por isso há muitas religiões. Mas o Evangelho é Deus buscando o homem, por isso só há um Evangelho.” JONES (?)
Sendo assim, percebe-se que ao se rebelar contra Deus no princípio o homem é punido com sua separação de Deus e assim vaga sobre a face da Terra. Até que Deus começa seu processo de atuação na história.
Uma faculdade ainda deixada nos seres humanos após a queda é o senso de justiça o qual segundo C. S. Lewis explica que há um sentimento de condenação no coração do homem, de modo que ele se encontra condenado não por códigos de etica estranhos mas pelo seu próprio.
Esse pensamento demonstra que o homem apesar de não ver a Deus ele sabe que seu proceder é contrário a vontade de dele, o que o conduz a outra faculdade humana: o arrependimento.
C.S Lewis fala a respeito da reconciliação do homem com Deus através de Jesus, expondo uma análise simples dos conceitos embutidos nas declarações existentes nas páginas do Novo Testamento, como se segue:

[Aquele] Homem, tendo sido morto, estava porém vivo, e que sua morte, de maneira incompreensível para a mente humana, produziu uma real mudança em nossas relações com o "terrível" e" justo" Senhor, modificação essa em nosso benefício. LEWIS (2006)

Essa alegação é tal modo surpreendente e chocante ou até mesmo um horror, que nos conduz a dois pensamentos ou confessamos que ele era um lunático abominável de excentricidade rara, ou caimos de joelho diante dele e confessamos que Ele é Senhor e Deus.

Então originalmente o homem encontrado em um estado corrupto, debaixo da condenação dada por Deus e reconhecida por nós mesmos, deve então buscar a Cristo de modo a alcançar as mudanças entre a relação de Deus com o homem, modificação essa em nosso benefício.

A situação deplorável do homem diante de um Deus justo não é das melhores, o que nos resta apenas buscar a reconciliação com o Criador e preencher o vazio que temos naturalmente dentro de nós.

Que Deus nos abençoe cada dia mais, através da Sua palavra!




EDWARDS, Jonathan, Pecadores nas mãos de um Deus irado, PES, 1741. Pecadores nas mãos de um Deus irado.
LEWIS, C. S, O problema do sofrimento, p. 12, Editora Vida, São Paulo, 2006.
JONES, Stanley, (?) (?).

Nada além da Bíblia

02 janeiro, 2012

Feliz 2012! Que esse novo ano Deus abençoe ainda mais a sua vida!

Bem, como todos conhecem Lutero em meados do século XVI iniciou um movimento de dentro da Igreja Romana de tão grandes proporções que chega a modificar o pensamento cristão corrente, que envolve desde o acesso à leitura da Bíblia até como ela é interpretada e entendida.
Lutero nascido na Alemanha em 1483 em 1507 foi ordenado padre da Igreja Católica da qual viria  discordar mais tarde e como qualquer cristão sensato tinha zelo pela palavra de Deus e a partir da qual se originaram as suas inquietações.



A forma como a Bíblia era utilizada naquela época perturbava Lutero pois ofuscava a verdadeira Luz que dela saía. Porém, depois da sua perseguição e excomunhão da igreja católica Lutero se vê diante de um dos seus maiores problemas: os Espiritualistas. D'aubigné, autor da obra História da Reforma do décimo sexto século, afirma que a Reforma encontrara seu maior inimigo. Mas afinal, por que os espiritualistas representavam um problema para a Reforma? Simplesmente por que eles desenvolviam um trabalho contrário ao de Lutero.

Enquanto Lutero se empenhava em demonstrar e enfatizar que a Bíblia é suficiente regra de fé e prática (Sola Scriptura) os espiritualistas se preocupavam em alvoroçar pregando: "Somente pelo Espírito é que poderemos ser iluminados". Isso era preocupante pois conduzia seguidores a uma liturgia mística e sem apego às Escrituras. Eles se baseavam na premissa que seria possível descobrir a "vontade de Deus" através da contemplação e da "luz interior" dada pelo Espírito. Segundo Maia (2007) esta era uma prática que desloca o eixo hermenêutico e provoca grandes estragos à igreja, ainda hoje.

Nesse sentido, percebo que é necessário repertir a frase de Lutero acerca das Escrituras até que alcancemos sabedoria suficiente:
"Fiz uma aliança com Deus: que Ele não me mande visões, nem sonhos, nem mesmo anjos. Estou satisfeito com o dom das Escrituras Sagradas, que me dão instrução abundante e tudo o que preciso conhecer tanto para esta vida quanto para o que há de vir." (Martinho Lutero)
Que Deus nos abençoe cada dia mais nos ajudando a guardar os princípios e ensinamentos que existem na Bíblia Sagrada.


MAIA, Hermisten (2007) Fundamentos da Teologia Reformada, Editora Mundo Cristão, São Paulo. Disponível parcialmente em: http://www.mundocristao.com.br/

Deixe-nos adorar.

14 dezembro, 2011


Se o meu povo que se chama pelo meu Nome
se humilhar e orar e buscar a minha face
Eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados
e sararei a sua terra
(2 Cron. 7:14)



Nos deixe catar ao nosso Deus
Vir a sua presença com ações de Graças
porque o Senhor é o Grande Deus
nas suas mãos, estão os lugares mais
profundos da terra, Os altos das montanhas
também são Dele, O mar é Seu porque Ele o criou
e Suas mãos formaram a terra seca.
(Salmos 95, 1-5)







Santo, Santo, Santo é o Senhor das multidões
Toda a terra está cheia da Sua glória,
do Seu poder, Sua Majestade, Sua Vida,
Sua Paixão.

Deus é espírito, e aqueles que o adoram, Devem adorá-lo
em espírito e em verdade.
(João 4:24)

Quando encontrei meu amado, o segurarei e não o
deixarei partir.
(Cantares 3:4)

Uma coisa eu desejei do Senhor e a buscarei
que eu possa morar em sua casa todos os dias
da minha vida, para contemplar a beleza do
Senhor e para aprender em seu Templo, eu cantarei
sim eu catarei louvores ao Senhor, Tua face
Senhor eu buscarei.
(Salmos 27:4-8)

DEIXE-NOS ADORAR E NOS CURVAR;
DEIXE-NOS AJOELHAR PERANTE O SENHOR;
POIS ELE É NOSSO DEUS.

João 3.16 - Uma breve análise

01 outubro, 2011



"Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna" João 3.16

Pare alguns minutos e releia o texto vagarosamente. Esse versículo é o que podemos chamar de texto de ouro, pois sintetiza e revela um dos grandes atributos do Deus dos Cristãos: o Amor. Partindo desse versículo essa postagem tem o objetivo que realizar uma análise da profundidade desse simples texto.
Ainda que esse texto seja muito utilizado no principio da caminhada por alguns cristãos, Segundo C. H. SPURGEON, nele é possível encontrar alimento tanto para aqueles que há pouco abraçaram a fé como para aqueles que já são maduros em Cristo. Nesse sentido, é bom sempre revisitar as primeiras letras do Evangelho e assim refrescar a memória, voltar a Cruz encontrar-se com Cristo no momento em que ele realizou a entrega que trouxe a salvação ao mundo.
Inicialmente gostaria de ir aos textos originais do Novo Testamento para que possamos observar algumas características especiais:

outws gar hgaphsen o qeos ton kosmon wste ton uion ton monogenh edwken ina pas o pisteuwn eis auton mh apolhtai all ech zwhn aiwnion.
Observando essa sopa de letrinhas gostaria de destacar o primeiro termo em vermelho, que pode ser entendido como: "de tal maneira", essa parte do texto nos mostra que nem mesmo o apóstolo João conseguiu quantificar o amor de Deus, esse amor que que foi de modo tão maravilhoso completo e simples, fora das dimensões humanas que deu seu Filho Unigênito como resgate para a humanidade.
Pare um instante e imagine você em frente a Cruz de Cristo, pés e mãos perfuradas e uma leve brisa que move seu sangue sobre o madeiro. E saber naquele instante que a fonte da salvação humana é esta Cruz e nada mais separa a criação do seu Criador!
Vamos tentar então entender como isso funciona. De acordo com a cosmovisão Cristã Deus é pessoal e tem sentimentos, logo o sentimento mais notável desse Deus é o seu Amor pela sua criação. Desde a queda Adão a criação se apresentou como corrupta, extraviada e sem esperança uma vez que tudo que fora criado agora está sujeita à servidão por um ser humano que se rebelara contra seu Criador. Porém Deus para revelar-se excessivamente amoroso, envia o seu Filho para que o mundo decaído experimente a restauração da comunhão com o Criador.
O que motivou esse amor? Será que existe algo que merecia seu amor nesta terra? Infelizmente, não! Deus poderia muito bem derramar sua ira sobre a criação rebelde e estaria tudo resolvido. De onde vem esse amor tão especial, então? Deus é a fonte! dele vem toda sorte de boas dádivas! Ele mesmo é o autor desse maravilhoso sentimento dado a nós! O ser humano costuma medir o valor do amor de acordo com a renuncia realizada, imagine então o amor de Deus dando o seu Filho Unigênito.
Para encerrar, gostaria mostrar a ultima parte do texto que significa "vida eterna", após de estar diante do Filho de Deus e entender que ele é a Redenção do mundo nada melhor do que crer nele e obter a certeza da vida eterna. Vida essa que durará todo sempre na presença de um Deus de amor inigualável. Nesse instante mesmo aqueles que com pés vacilantes se chegam a Cristo, ainda que com uma fé fraca, podem encontrar descanso nessa maravilhosa promessa de que se nele crermos teremos a vida eterna!
Com essa pequena postagem tento descrever o tamanho do amor de Deus e espero ter alcançado esse objetivo, que Deus nos abençoe cada dia mais através de sua Palavra! Ora vem Senhor Jesus!

Referências

SPURGEON, C. H. Amor Sem Medida – Um sermão sobre João 3:16 Disponível em: http://www.internautascristaos.com.br/ebooks/Amor-sem-medida.pdf, 1850.

TAYLOR W. C. Dicionário do Novo Testamento Grego, 1991.


O cristão e a vontade de Deus


Alguns comentários acerca da prosperidade humana no meio evangélico dão a entender que aquele que está em Cristo pareça muito mais com um super-herói indestrutível capaz de realizar grandes feitos segundo a sua própria vontade. Nesse sentido, essa postagem tem o objetivo de observar a luz da Bíblia como podemos unir as características do verdadeiro Cristão e a vontade de Deus.

Inicialmente observando um breve relato dos Cristãos primitivos que se inicia na Bíblia Sagrada é possível perceber o sentimento que deveria estar presente no coração dos cristãos: o sentimento de auto-esvaziamento ou de kenosis, imitando a Cristo que "esvaziou a si mesmo tomando forma humana" Fp 2.7 segundo o que está escrito na carta de Paulo aos Filipenses. Nesse sentido, essa humilhação deveria levar os cristãos a comunhão verdadeira e adoração completa a Deus sem olhar para os interesses próprios.

Somente essa passagem seria suficiente para mostrar que os nossos interesses não podem ter a mesma força de antes de conhecermos a Cristo, porém a Bíblia está repleta de outros exemplos, como quando Jesus ensina o sentimento negação de si mesmo como está em Lucas 9.23.

É evidente que na vida poderemos experimentar sofrimentos, tais sofrimentos geralmente se caracterizam por algum tipo de privação, seja de algo ou até mesmo de alguém, nesse sentido é plenamente aceitável que no restante da vida de um cristão sobre a terra não haverá concessões a favor dessas privações, ou seja, Deus não, obrigatoriamente, intervirá para sanar essa privação.

Uma coisa que deve ser talhada em nossos corações e mentes: a nossa submissão à vontade de Deus é o suficiente para que experimentemos o que Deus reservou para nós em sua criação. Isso deve ser o guia de nossa caminhada para que quando chegar o momento de terminar a carreira nesta vida possamos entender o que o apóstolo Paulo pregava: A vontade de Deus é boa perfeita e agradável.

Espero que aos que têm um compromisso sincero com Cristo e sua palavra possam se guiar por essas realidades presentes na Bíblia Sagrada.

Da queda à salvação, a história do homem

28 agosto, 2011


O homem em toda a sua trajetória sobre a face da Terra coleciona um conjunto de características boas e ruins que o preparam para a revelação da sublime graça de Deus. Muitos não compreendem como essa graça pode se revelar em meio a uma geração corrupta e perversa como a nossa, porém um judeu do primeiro século que viveu na palestina escreve com propriedade a respeito disso:

"Porque Cristo, quando nós ainda éramos fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios" Rom. 5.6

Segundo a cosmovisão cristã a obra de Cristo teve como fim oferecer resgate a uma humanidade decaída alienada de Deus e pecadora, que só consegue ver diante de si os prazeres e o pouco que lhe resta da criação original é banalmente destruída e humilhada. Esse é o triste estado da humanidade que caminha sobre a face da Terra. Porém no plano de Deus revelado nas Escrituras é possível distinguir três características que segundo Charles Haddon Spurgeon são os três Rs: Ruína, Redenção e Regeneração.

O conceito de Redenção é justamente a obra de Cristo e a suficiência dela de retirar o homem do pecado uma vez que a sua conversão seja autêntica, o outro ponto é a Ruína a qual todos os homens se encontram desde Adão, um estado desprezível e humilhante o qual o priva de se chegar sozinho a Deus e por último temos a Regeneração que é o processo no qual todos os que abraçam a verdadeira fé em Cristo se encontram. O processo de regeneração se inicia no Calvário e só será plenamente concluída no arrebatamento, quando enfim ter-se-á corpos incorruptíveis.

Esses conhecimentos são facilmente encontrados nas páginas da Bíblia Sagrada, de modo que eles devem ser o guia para que se experimente uma comunhão completa com o Senhor através desta bendita esperança como escreve Paulo aos tessalonicenses:


"Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor" I Ts 4.17
Que Deus nos abençoe e nos dê cada dia mais da sua graça!

Referências
SPURGEON, C. H. "A Bíblia - A infalível palavra de Deus" Editora PES.