A parábola das dez virgens

21 abril, 2014


As dez virgens
Virgens dormindo com lâmpada. 1838-42. Por Friedrich Wilhelm Schadow

Mateus 25.1-13:
Então o reino dos céus será semelhante a dez virgens que, tomando as suas lâmpadas, saíram ao encontro do noivo. Cinco dentre elas eram néscias, e cinco prudentes. As néscias, tomando as suas lâmpadas, não levaram azeite consigo; mas as prudentes levaram azeite em suas vasilhas juntamente com as lâmpadas. Tardando o noivo, toscanejaram todas e adormeceram. Mas à meia-noite ouviu-se um grito: Eis o noivo! saí ao seu encontro. Então se levantaram todas aquelas virgens e prepararam as suas lâmpadas. Disseram as néscias às prudentes: Dai-nos do vosso azeite, porque as nossas lâmpadas estão-se apagando. Porém as prudentes responderam: Talvez não haja bastante para nós e para vós; ide antes aos que o vendem e comprai-o para vós. Enquanto foram comprá-lo, veio o noivo; as que estavam apercebidas, entraram com ele para as bodas e fechou-se a porta. Depois vieram as outras virgens e disseram: Senhor, Senhor, abre-nos a porta. Mas ele respondeu: Em verdade vos digo que não vos conheço. Portanto vigiai, porque não sabeis nem o dia nem a hora.
O casamento na palestina


O casamento na palestina é repleta de rituais e de significados, dessa forma o casamento possui detalhes importantes para o significado utilizado por Jesus. O casamento dos judeus possuía basicamente e resumidamente dois momentos distintos, o primeiro, chamado de noivado e o segundo que era uma cerimônia com benção religiosa, o primeiro momento tinha peso civil, ou seja, os pais da noiva e o noivo realizavam um tipo de contrato para confirmar o compromisso entre as partes, podendo haver a escolha. A segunda parte consiste em uma cerimônia festiva para a benção religiosa e consumação do contrato de casamento e por fim a conjunção carnal.

A cerimônia religiosa, no caso de Mateus 25 citado por Jesus, possui alguns elementos interessantes, primeiramente a noiva ficava na casa dos pais aguardando a chegada do noivo. A chegada do noivo é precedida por virgens que participam anunciando o noivo. As anunciadoras iluminavam o caminho para a chegada do noivo através de lâmpadas de azeite.
Ao chegar na casa, ou no local onde a noiva se encontra, então as virgens anunciadoras entrariam para participar da cerimônia festiva com os familiares e os noivos.

Os elementos da parábola


Jesus destaca na parábola a existência de elementos civis e religiosos no casamento, de maneira que ao descrever a parábola Jesus explica que existem dez virgens anunciadoras. Ao se apresentar nas proximidades do local em que a noiva se encontra, as virgens anunciadoras estariam distribuídas no caminho com lâmpadas afim de iluminá-lo. As que desempenham o papel legitimamente poderiam participar da festa com os noivos. Jesus fala sobre a existência de virgens descuidadas, ou néscias, de maneira que em contraste com as sábias não levaram combustível extra para aguardar a chegada do noivo. O próprio Jesus se identifica como  o noivo em Mt. 9.15. 

O propósito da parábola

Na Interpretação histórica de Agostinho, ele analisa a parábola e observa características do caráter das virgens, da castidade, da interpretação dos objetos, do azeite extra entre outras coisas. A análise de Agostinho tende a tomar um viés alegórico da parábola, com o propósito de encontrar um segundo significado na parábola.

Ele entendia também que o sono e a falta de preparo eram fenômenos que poderia acontecer na vida dos cristãos e assim deveria existir o cuidado para não ser acometido desses males. A interpretação simbólica do óleo em reserva também era valorizado como uma virtude para os cristãos mais preparados. Kistemaker reforça a interpretação tradicional que a igreja seriam as virgens.

Alguns pontos não reforçam a interpretação tradicional, tendo em vista as características de cada personagem na parábola. Interpretar que as virgens são a igreja, como os eleitos e os reprovados, seria incorreto, tendo em vista que o casamento não ocorre com elas, e sim com o noivo e a noiva, que está aguardando a chegada do noivo em casa. O casamento como foi demonstrado acima ocorre com uma noiva e um noivo, não podendo ser realizado com cinco ou dez pessoas.

Conclusão

O propósito de Jesus na parábola era deixar claro a necessidade de vigilância durante o período que antecedia a chegada do noivo. Esse alerta de Jesus era claro para que ninguém fosse pego de surpresa quando o noivo chegar. Nesse sentido, essa era a mensagem central, não precisando de estender a interpretação aos demais símbolos, e mesmo que fosse feito, as dez virgens não poderia ser interpretada como os cristãos, pois a noiva estaria na casa dos pais aguardando a chegada do noivo. 

Dessa forma, o entendimento da parábola que faz jus a cada personagem seria o de que todos aqueles que estão participando de um compromisso devem estar atentos e preparados para a chegada do noivo, sabendo que caso ele demore estaremos a postos e vigilantes para o recebê-lo. É basicamente esse ensinamento que Jesus deixa para os seus discípulos, e o limite que o texto permite que cheguemos.


Referências

Jane Bichmacher de Glasman. Amor, sexo e casamento no Judaísmo. Disponível em: <http://www.nea.uerj.br/nearco/arquivos/numero8/4.pdf>

Josemar Bessa. Disponível em: <http://www.josemarbessa.com/2009/07/as-dez-virgens-agostinho.html>

Simon J. Kistemaker. As parábolas de Jesus. Casa Editora Presbiteriana. p. 151. 1ª Edição. 1992. 

Breve Cronologia dos Catecismos e Confissões de Fé das igrejas Protestantes

13 abril, 2014



Bem pra começarmos o termo catecismo vem de um verbo grego que significa ensinar e por sua vez os catecismos tiveram grande importância na história da igrejas protestantes, pois a igreja estava preocupada em ensinar sobre em que se baseia a fé cristã e fazer com que o maior número de pessoas aprendam essas verdades. Os catecismos ajudaram em fixar os pontos de doutrina principalmente nas doutrinas contra a Igreja Católica Romana.

O primeiro catecismo foi publicado em 1529, na verdade foram dois, o Catecismo Maior e o Catecismo Menor, esse último tem como objetivo a instrução de crianças. Já o Catecismo Maior contém um resumo das doutrinas bíblicas. Uma explicação doutrinária minuciosa da fé cristã.

Em 1530 surge a confissão de Ausburgo, durante o reinado de Carlos V, compilada por Phillip Melancton. Ela é considerada a melhor confissão de fé Luterana, trata-se de 28 artigos, nos quais do artigo 1 ao 22 fala sobre fé e doutrina e do 23 ao 28 fala sobre os abusos medievais corrigidos pelos Luteranos.

Já em 1531 Apologia da Confissão, que é um conjunto de artigos afim de defender a doutrina da confissão de fé de Augusburgo.

Em 1536 Confissão Helvética, trata-se de documentos expositivos que tratam da declaração de fé das igrejas protestantes na Suíça. Foi sem dúvida uma das mais destacadas confissões entre as igrejas reformadas, obtendo grande aceitação.

Em 1537 surge os artigos de Esmalcalde, que além de fazer uma apologia a confissão de fé de Auburgo ela também se aprofunda na doutrina da Santa Ceia.

Em 1558 Confissão de fé de Guanabara, essa confissão é especial, por dois motivos pois, surge em território brasileiro e depois por ser uma confissão dos proto-mártires da igreja reformada da França. Eles foram enviados por João Calvino para o Brasil, para tentar construir uma colônia francesa, mas devido a predominância e a pressão dos católicos romanos eles tiveram que produzir uma confissão de fé que foi utilizada como instrumento para a condenação e execução de quatro homens, Jean du Bourdel, Matthieu Verneuil, Pierre Bourdon e André la Fon. A confissão de fé foi redigida por Jean Du Bourdel.

Em 1559 surge Confissão Galicana ou Confissão de La Rochelle, esse documento foi o resultado do primeiro sínodo das igrejas reformadas francesas e foi escrito inteiramente pelo reformador João Calvino.

Em 1560 surge a Confissão de fé Escocesa, redigido por John Knox e outros cinco "Johns", John Willock, John Winran, John Spotswoord e John Roll e John Douglas foi redigido depois da guerra civil escocesa, as doutrinas centrais são a doutrina da eleição e a doutrina da igreja.

Em 1561 Confissão Belga que trata de 37 artigos elaborado Guido de Bres, que foi adotado pelo sínodo de Dort e em 1519 se tornou o modelo confessional das igrejas da Holanda.

Em 1563 surge os 39 artigos que trata da declaração doutrinária contrapondo os principais desvios da doutrina católica.

Em 1563 Confissão de Heidelberg, surge pela reforma do Palatinado, que é o nome de uma região da Alemanha, que após ser liberta do domínio do Sacro Império Romano produziu a Confissão de Heidelberg.

Já em 1577 Fórmula de Concórdia que trata de uma exposição doutrinária sobre o pecado original,  da salvação pela graça e sobre a cristologia.

Em 1618 Cânones de Dort foi o resultado de uma disputa que ocorreu na Holanda sobre a doutrina dos Remonstrantes que eram discípulos de Jacob Armínius, que foi o pai do Arminianismo. Eleição, a Morte de Cristo, a Redenção do Homem, a Corrupção do Homem, a Conversão a Deus e a Perseverança dos Santos. Como já foi dito, consistiu em uma resposta aos discipulos de Jacob Arminius.

Em 1648 Confissão de fé de Westminster é incontestavelmente a confissão de fé que marcou a produção teológica do século XVIII. Norteada por quatro grandes princípios A autoridade das Escrituras, a soberania de Deus os direitos da consciência e a responsabilidade da igreja em seus campos de atuação.

Conclusão

As confissões de fé tiveram grande importância, pois serviram para fixar os pontos de doutrina da fé reformada ao passar do tempo. Isso garantiu que as igrejas permanecessem fiéis ao pensamento e as motivações dos reformadores.

Referências

Biblia Apologética de Estudo, ICP - Instituto Cristão de Pesquisas, 2000, 2ª Edição.

Hipocrisia um perigo para um coração arrogante

05 abril, 2014

Jesus ensinou que hipocrisia era um mau que não poderia existir dentro do coração humano, alguns fariseus eram extremamente repreendidos por Jesus, por sustentar uma vida de hipocrisia.

O termo hipocrisia (υποκρισις) aparece a primeiramente nos textos gregos que falam sobre o que acontece em um teatro, o que acontece durante a interpretação de uma personagem. Muitas vezes esses atores, utilizavam máscaras, de maneira que ao verdadeiro rosto do ator ficava oculto.

Nesse sentido, ser um hipócrita seria aquele que interpreta bem um papel, tão bem que parece realidade. Então, uma pessoa que sabe interpretar seria uma pessoa hipócrita.

Dessa forma, não fica difícil de entender como o termo se tornou uma característica de uma pessoa falsa e que não está falando a verdade. Essa característica é aparente em pessoas que não estão falando a verdade, por algum motivo elas desejam, insistem em esconder a verdade e sustentar uma situação que não está baseada em fatos.

Um dos motivos mais comuns da tentativa de se ocultar uma realidade é a necessidade de um coração manter a apreciação das pessoas ao seu redor em detrimento da verdade. Quando Jesus repreende os Fariseus temos um exemplo de tentar de ocultar a realidade através de uma aparência, a semelhança das máscaras que cobriam os rostos dos hipócritas gregos.

Quando Jesus repreende essas autoridades temos um quadro muito impressionante a respeito da tentativa dos Fariseus de sustentar a sua autoridade de testemunho através da mentira e de vestes religiosas. Essa atitude dos Fariseus demonstra uma despreocupação da opinião de Deus sobre as suas vidas, e uma valorização da opinião do povo, da glória dos homens.

Esse mau parece que é edêmico em toda humanidade, ou seja, todos os homens estão de alguma forma aparelhados com a mentira, de forma que mentir seria uma prática comum dentro da vida e do coração humano.

Em semelhança aos Fariseus Jesus repreende fortemente essas pessoas e as ordenam o arrependimento, de maneira que uma vez que esses corações arrogantes se desprendam da sua soberba haverá luz sobre as trevas da realidade oculta desses corações.

Sendo assim, devemos estar vigilantes para que a mentira não ache abrigo em nossos corações e comecemos a interpretar uma realidade que não é nossa. Que Deus abençoe nossa mente para que as trevas não achem lugar em nós.

Para que serve a apologetica por William Lane Craig

27 março, 2014


Que é apologética? apologética (do grego apologia, "defesa") é o ramo da teologia cristã que procura apresentar uma explicação racional para as verdades afirmadas pela fé cristã. Por tanto, apologética é principalmente uma disciplina teórica, apesar de ter aplicação prática. Além de ocupar-se, a exemplo do restante da teologia, com a expressão do nosso Deus amoroso, a apologética serve especificamente para mostrar aos incrédulos a veracidade da fé cristã, para fortalecer essa fé nos salvos e para estudar e apresentar as ligações entre a doutrina cristã e outras verdades. Como disciplina teórica, portanto, a apologética não tem como alvo principal ensinar a responder a questionamentos, a debater ou evangelizar, mas como ciência ela ajuda a fazer tudo isso na prática. Isso significa que um curso de apologética não tem o propósito de ensinar você a responder "assim e assado" quando alguém pergunta "isso e aquilo".

Repetindo, a apologética é uma disciplina teórica que tenta responder a esta pergunta: Que defesa racional se pode fazer da fé cristã? Por isso, a maior parte do nosso tempo passamos tentando responder a essa pergunta.  Agora, é inevitável que isso vá desapontar algumas pessoas. Elas não estão interessadas na explicação racional do cristianismo. Querem saber o que responder quando alguém diz: "A igreja está cheia de gente hipócrita!". Não há nada de errado com essa questão; mas o fato é que essas questões práticas são logicamente secundárias às questões teóricas e não podem, em nosso espaço limitado, ocupar o centro das atenções.

O uso prático da apologética deve fazer parte dos cursos e livros sobre evangelização.  afinal, para que serve a apologética?  Algumas pessoas depreciam a importância da apologética como uma disciplina meramente teórica. "Ninguém vem a Cristo por meio de argumentos", elas dizem. "As pessoas não estão interessadas no que é verdade, mas no que funciona para elas. Elas não querem respostas intelectuais; querem ver o cristianismo na prática". Creio que a atitude demonstrada nessas afirmações é tanto míope quanto equivocada. Deixe-me expor três papéis vitais que a disciplina da apologética tem hoje.

1. Modelar a cultura. Os cristãos precisam enxergar além dos seus contatos evangelísticos imediatos para captar o quadro mais amplo do pensamento e cultura ocidentais. Em geral, a cultura ocidental é profundamente pós-cristã. É o produto do Iluminismo, que introduziu na cultura europeia o fermento do secularismo que a essa altura já permeou toda a sociedade ocidental. A marca do Iluminismo foi o "livre pensamento", isto é, a busca do conhecimento apenas por meio da razão humana desimpedida. Embora não seja de forma alguma inevitável que tal busca leve obrigatoriamente a conclusões não cristãs e embora os pensadores iluministas fossem em sua maioria teístas, o impacto generalizado da mentalidade iluminista tem sido que os intelectuais ocidentais não consideram o conhecimento teológico como algo possível de se obter. A teologia não é uma fonte de conhecimento genuíno e portanto não é uma ciência (em alemão, uma Wissenschaft). A razão e a religião são portanto incompatíveis entre si. Somente as deliberações das ciências físicas são aceitas como orientações determinantes para a nossa compreensão do mundo, e a pressuposição segura é que o retrato de mundo que emerge das ciências genuínas é um retrato amplo e profundamente naturalístico.

Quem sai em busca da razão de forma incansável e inabalável até o fim será obrigatoriamente ateu, ou agnóstico, na melhor das hipóteses. Por que essas considerações sobre cultura são importantes? Simplesmente porque o evangelho nunca é ouvido isoladamente. Sempre é ouvido contra o pano de fundo do ambiente cultural em que a pessoa vive. Uma pessoa criada num ambiente cultural em que o cristianismo ainda é visto como uma opção intelectual viável tem uma abertura para o evangelho que a pessoa secularizada não tem. À pessoa secular se pode sugerir que acredite tanto em Jesus Cristo quanto em fadas e duendes! Ou, para dar uma ilustração mais realista, é como sermos abordados na rua por um adepto do movimento Hare Krishna que nos convida a crer em Krishna. Tal convite nos parece bizarro, esquisito e até engraçado. Mas a uma pessoa nas ruas de Déli, tal convite pareceria, eu suponho, muito razoável e seria motivo para uma reflexão séria. Temo que os evangélicos pareçam quase tão esquisitos às pessoas nas ruas de Bonn, Estocolmo e Paris como os adeptos de Krishna. 

O que nos espera na América do Norte, se continuarmos escorregando de forma descontrolada para o secularismo, já é evidente na Europa. Embora a maioria dos europeus mantenha uma filiação nominal ao cristianismo, somente 10% são cristãos praticantes, e menos da metade desses têm orientação teológica evangélica. A tendência mais significativa na afiliação religiosa europeia é o crescimento dos que eram classificados como "não religiosos" de efetivamente 0% da população em 1900 para mais de 22% hoje. Como resultado, o evangelismo é incomensuravelmente mais difícil na Europa do que nos Estados Unidos. Tendo vivido durante treze anos na Europa, onde preguei evangelisticamente nos campi universitários em todo o continente, posso testificar pessoalmente de como é duro o solo. É até difícil fazer com que se ouça o evangelho. Os Estados Unidos estão seguindo a certa distância nessa mesma estrada, com o Canadá em algum ponto entre os dois. Se não quisermos que a situação se deteriore ainda mais, é imperativo que formemos todo o clima intelectual da nossa cultura de tal maneira que o cristianismo continue sendo uma opção viva para homens e mulheres pensantes.  É por essa razão que os cristãos que depreciam o valor da apologética porque "ninguém vem a Cristo por meio de argumentos" são tão míopes. Pois o valor da apologética se estende muito além dos contatos evangelísticos imediatos da pessoa. A tarefa mais ampla da apologética cristã é ajudar a criar e manter um ambiente cultural em que o evangelho possa ser ouvido como uma opção intelectualmente viável para homens e mulheres pensantes. 

No seu artigo "Christianity and Culture", na véspera da controvérsia fundamentalista, J. Gresham Machen, o grande teólogo de Princeton, advertiu solenemente:  Ideias falsas são o maior obstáculo à recepção do evangelho. Podemos pregar com o fervor de um reformador e mesmo assim ganhar somente alguém que está vagando aqui e acolá, se permitirmos que todo o pensamento coletivo da nação ou do mundo seja controlado por ideias que, pela força irresistível da lógica, impedem que o cristianismo seja considerado algo mais do que um engano inofensivo.1  Infelizmente, ninguém deu ouvidos à advertência de Machen, e o cristianismo bíblico retraiu-se para os cubículos intelectuais do fundamenta lismo. 

O anti-intelectualismo e a erudição de segunda classe se tornaram a norma. Já no seu tempo, Machen observou que "muitos gostariam que os seminários com batessem os erros por meio do ataque a eles, a exemplo do que ensinam seus expoentes populares", em vez de confundir os alunos "com uma porção de nomes alemães desconhecidos fora dos muros da universidade". Machen insistiu, porém, que, pelo contrário, é crucial que os cristãos estejam atentos ao poder de uma ideia antes que ela ganhe expressão popular. O procedimento dos estudiosos, disse ele,  está baseado simplesmente em uma profunda convicção de que ideias têm a capacidade de se infiltrar. O que hoje é um tema de especulação acadêmica começa amanhã a mover exércitos e derrubar impérios. Nesse segundo estágio, ele já foi longe demais para ser combatido; a hora de detê-lo era quando ele ainda era um tema de debate entusiasmado. Por isso, como cristãos devemos tentar moldar o pensa mento do mundo para fazer que a aceitação do cristianismo seja mais do que algo logicamente absurdo.

Na Europa vimos o resultado amargo da secularização, que agora ameaça a América do Norte. Felizmente, nos Estados Unidos em anos recentes emergiu dos cubículos fundamentalistas um evangelicalismo revitalizado que começou a enfrentar com seriedade o desafio de Machen. Estamos vivendo numa época em que a filosofia cristã está experimentando um renascimento genuíno, revigorando a teologia natural, numa época em que a ciência está mais aberta à aceitação da existência de um Criador e Designer transcendental do cosmo do que em qualquer época de memória recente, e numa época em que a crítica bíblica está empreendendo uma nova busca do Jesus histórico que trata os evangelhos seriamente como fontes históricas valiosas para a vida de Jesus e tem confirmado as linhas principais do retrato de Jesus pintado nos Evangelhos.

Estamos bem situados intelectualmente para  ajudar a reformular a nossa cultura de maneira tal a recuperar o terreno perdido, para que o evangelho possa ser ouvido como uma opção viável para pessoas pensantes. Imensas portas de oportunidades estão abertas agora diante de nós. Agora, consigo imaginar o pensamento de alguns leitores: "Mas não estamos vivendo numa cultura pós-moderna em que esses apelos à apologética tradicional já não são eficazes? Visto que os pós-modernos rejeitam os cânones de lógica tradicionais, a racionalidade e a verdade, os argumentos racionais a favor da verdade cristã já não funcionam! Em vez disso, na cultura de hoje deveríamos simplesmente compartilhar a nossa história e convidar as pessoas a participarem dela".

Na minha opinião, não pode haver pensamento mais equivocado do que esse. A ideia de que vivemos numa cultura pós-moderna é um mito. Aliás, uma cultura pós-moderna é impossível; ela é completamente inabitável. Ninguém é pós-moderno quando o assunto é ler a bula de um remédio em contraste com a bula de um veneno de rato. Se você está com dor de cabeça, é melhor acreditar que textos têm significado objetivo! As pessoas não são relativistas quando se trata de questões de ciência, engenharia e tecnologia; mas são relativistas e pluralistas quando se trata de questões de religião e ética. Mas isso não é pós-modernismo; isso é modernismo! Isso vem do velho positivismo e verificacionismo, que defendiam que qualquer coisa que não se pode experimentar com os cinco sentidos é simplesmente uma questão de gosto e expressão emotiva pessoal. Vivemos num ambiente cultural que continua sendo profundamente modernista.

As pessoas que acham que vivemos numa cultura pós-moderna interpretaram de forma muito equivocada a nossa situação cultural. Na verdade, acho que levar as pessoas a crer que vivemos numa cultura pós-moderna é um dos enganos mais astuciosos que Satanás jamais inventou. "O modernismo é passado", ele nos diz. "Vocês já não precisam se preocupar com ele. Esqueçam dele! Está morto e enterrado". Enquanto isso, o modernismo, fazendo de conta que está morto, surge de novo com a roupagem interessante e extravagante do pós-modernismo, com a máscara de um novo competidor. "Seus antigos argumentos e sua velha apologética já não são eficazes contra essa nova aparição", ouvimos dizer. "Podem descartá-los; já se tornaram inúteis. Simplesmente contem a sua história!". E de fato, algumas pessoas, cansadas das longas batalhas com o modernismo, na verdade saúdam o novo visitante com alívio. E assim Satanás nos engana e nos convence a abdicarmos voluntariamente da lógica e das evidências, as nossas melhores armas, garantindo assim de repente o triunfo do modernismo sobre nós. Se adotarmos esse curso de ação suicida, as consequências para a igreja na próxima geração serão catastróficas.

O cristianismo será reduzido a apenas mais uma voz numa cacofonia de vozes concorrentes, cada uma contando a sua própria história e ninguém se apresentando como a verdade objetiva sobre a realidade, enquanto o naturalismo científico forma a visão da nossa cultura sobre como o mundo é de fato. Agora, sem dúvida, não é necessário dizer que ao fazermos apologética precisamos agir de forma relacional, humilde e agradável; mas isso dificilmente é uma percepção original do pós-modernismo. Desde o início os apologistas cristãos sabiam que devemos apresentar as razões da nossa esperança "com mansidão e temor" (1Pe 2.15,16). Não é necessário abandonar os cânones da lógica, racionalidade e verdade a fim de exemplificar essas virtudes bíblicas.

A apologética é, portanto, vital na fomentação de um ambiente cultural em que o evangelho pode ser ouvido como uma opção viável para pessoas pensantes. Na maioria dos casos, não serão argumentos ou evidências que levarão as pessoas à fé em Cristo — essa é a meia-verdade vista pelos detratores da apologética —, não obstante, será a apologética que, ao tornar o evangelho uma opção crível para as pessoas, lhes dará, por assim dizer, o aval intelectual para crer. Por isso, é vitalmente importante que preservemos um ambiente cultural em que o evangelho é ouvido como uma opção viva para pessoas pensantes, e a apologética será essencial para ajudar a produzir esse resultado.

2. Fortalecimento dos cristãos. Não somente é fato que a apologética é vital para a formação da nossa cultura, mas ela também tem um papel vital na vida de pessoas individuais. Um desses papéis é o fortalecimento dos cristãos. A adoração cristã contemporânea tende a concentrar o foco na promoção da intimidade emocional com Deus. Embora isso seja algo bom, as emoções só levam a pessoa até certo ponto, e então ela precisará de algo mais substancial. A apologética pode ajudar a prover parte dessa substância. 

Ao pregar em igrejas em todo o país, frequentemente vejo pais vindo ao meu encontro logo depois do culto, e eles dizem algo como: "Ah se você tivesse vindo aqui há dois ou três anos! Nosso filho [ou nossa filha] tinha perguntas sobre a fé que ninguém na igreja sabia responder, e agora perdeu a fé e está longe do Senhor". Fico com o coração dilacerado quando encontro pais nessas condições. Infelizmente, sua experiência não é incomum. Nos colégios e faculdades os adolescentes e jovens são assaltados intelectualmente com todo tipo de cosmovisão não cristã associada a um relativismo opressor. Se os pais não tiverem a mente engajada na sua fé e não tiverem argumentos sólidos a favor do teísmo cristão e respostas boas às perguntas de seus filhos, então estaremos correndo o sério perigo de perder os nossos jovens. Já não é suficiente ensinar histórias bíblicas a nossos filhos; eles precisam de doutrina e apologética.

Francamente, para mim é difícil entender como as pessoas hoje se arriscam a serem pais sem terem estudado apologética. Infelizmente, as nossas igrejas em termos gerais jogaram a toalha nessa área. Não é suficiente que os grupos e as classes de escola dominical de jovens concentrem suas atividades no entretenimento e em simpáticas ideias devocionais. Precisamos treinar os nossos filhos para a guerra. Não podemos arriscar enviá-los aos colégios e universidades armados com espadas e armaduras de plástico. O tempo para brincadeiras já passou.

Precisamos de pastores que tenham sido treinados em apologética e estejam engajados intelectualmente com a nossa cultura para que saibam pastorear os seus rebanhos em meio aos lobos. Por exemplo, os pastores precisam saber alguma coisa sobre a ciência contemporânea. John La Shell, pastor de uma igreja batista, adverte que "os pastores não podem mais se dar ao luxo de ignorar os resultados e as especulações da física moderna. Essas ideias estão se sedimentando na consciência comum por meio de revistas, artigos populares e até romances. Se não as conhecermos, logo nos veremos num beco intelectual, incapazes de lidar com qualquer pessoa bem informada".

O mesmo vale para filosofia e crítica de pessoas, incluindo as cristãs, diz que não crê em verdades absolutas, ou de que serve simplesmente citar a Bíblia em seu estudo bíblico evangelístico se alguém no grupo diz que o "Seminário de Jesus" provou que os evangelhos não são confiáveis? Se os pastores não fizerem a sua lição de casa nessas áreas, restará uma parte substancial da população — infelizmente os mais inteligentes e por isso os mais influentes na sociedade, como médicos, educadores, jornalistas, advogados, executivos etc. — que permanecerá sem ser alcançada por nosso ministério.

Nas minhas viagens, também tive a experiência de encontrar outras pessoas que me contaram como foram salvas da apostasia aparente por meio da leitura de um livro de apologética ou de assistir ao vídeo de um debate. No caso delas, a apologética foi o meio pelo qual Deus gerou a sua perseverança na fé. É verdade, sem dúvida, que a apologética não pode garantir a perseverança, mas pode ajudar, e em alguns casos pode, de acordo com a providência de Deus, ser até necessária.

Por exemplo, depois de uma palestra na Universidade Princeton sobre argumentos a favor da existência de Deus, veio ao meu encontro um jovem que queria falar comigo. Com dificuldade visível para reprimir as lágrimas, ele me contou que alguns anos antes lutara com muitas dúvidas e estivera à beira de abandonar a sua fé. Alguém então lhe dera um vídeo de um dos meus debates. Ele disse: "Isso me salvou de perder a minha fé. Não sei como lhe agradecer". Eu disse: "Foi o Senhor que o salvou de cair da fé". "Sim", ele disse, "mas o Senhor usou você. Não tenho como lhe agradecer". Eu lhe disse como fiquei empolgado com a sua experiência e lhe perguntei sobre seus planos para o futuro. "Estou me formando este ano", ele me disse, "e estou planejando ir para o seminário. Quero me preparar para o pastorado". 
Louvado seja Deus pela vitória na vida desse jovem! Mas a apologética cristã faz muito mais do que proteger contra a apostasia.

Os efeitos positivos e edificantes do treinamento apologético são muito mais evidentes. As igrejas norte-americanas  estão  cheias  de  cristãos  intelectualmente  neutros.  Como  cristãs,  a mente dessas pessoas está sendo desperdiçada. Um dos resultados disso é uma fé imatura e superficial. Pessoas que simplesmente andam na montanha russa da experiência emocional estão roubando de si mesmas uma fé cristã mais rica e profunda ao negligenciar o lado intelectual dessa fé. Sabem pouco das riquezas da compreensão profunda da verdade cristã, da confiança inspirada pela descoberta de que sua fé é lógica e se coaduna com os fatos da experiência, da estabilidade trazida à vida pela convicção de que a fé é verdade objetiva. 

Um  dos  resultados  mais  gratificantes  das  conferências  anuais  de  apologética organizadas pela Sociedade Filosófica Evangélica em igrejas locais durante o curso das nossas convenções anuais é ver as luzes que acendem na mente de muitos leigos quando eles descobrem pela primeira vez na sua vida que há boas razões para crer que o cristianismo é verdadeiro e que há uma parte do corpo de Cristo que eles nunca conheceram que sabem está se debatendo regularmente com o conteúdo intelectual da fé cristã.


Referências

William Lane Craig, Apologética Contemporânea: A veracidade da fé Crista. Editora Vida Nova. 2012. Trecho disponível em: [Link]


16a Consciência Cristã saldo positivo

05 março, 2014


Campina Grande mais uma vez foi palco de um dos maiores encontros cristãos evangélicos do Brasil. O evento chamado de Encontro para Consciência Cristã realizou sua 16ª edição e contou a participação de diversas personalidades evangélicas de dentro e fora do Brasil. Dentre os principais preletores podemos citar os pastores Augustus Nicodemus, Hernandes Dias Lopes, Heber Campos Jr, Russel Shedd e o pastor e missionário americano Paul Washer.
O evento reuniu cerca de 10 mil pessoas no local chamado de Parque do povo, o lugar que é conhecido por celebrar o Maior São João do Mundo, no período de carnaval dá lugar ao Encontro para a Consciência Cristã.
O evento contou com muitos eventos paralelos, que abordavam desde a educação infantil passando por educação inclusiva até uma análise sobre a sexualidade cristã na atualidade. O evento ainda contou com uma feira de livro, a FELICC, que esteve em sua segunda edição.

Foto da entrada do pavilhão que reuniu aproximadamente 10mil pessoas.

Outro participante muito importante foi o jornalista Josué Sylvestre, que fez o lançamento do seu livro "Fatos e Personagens de Perseguição a Evangélicos". Nesse livro, é abordado as diversas questões a respeito da perseguição aos evangélicos brasileiros, em especial no nordeste. O trabalho desenvolvido pelo jornalista Josué Sylvestre preenche a lacuna deixada pela omissão da mídia e dá uma perspectiva mais ampla da realidade da história dos cristãos evangélicos no Brasil.

Jornalista Josué Sylvestre e o seu livro sobre perseguição na igreja brasileira.

Sem dúvida o 16º Encontro para a Consciência Cristã deixou uma contribuição significativa para o evangelicalismo brasileiro e continuará sendo um marco para a história dos cristãos brasileiros.

Quem tem medo do Design Inteligente?

14 dezembro, 2013

Who's Afraid of Intelligent Design?

By Jay Mathews mathewsj@washpost.com., March 23, 2005; Page A15

Meu professor do ensino médio favorito, Al Ladendorff, conduziu sua aula de história americana como uma versão estendida de "Meet the Press". Nada, nem mesmo os livros didáticos de outros professores, bem como a Sagrada Escritura, estavam a salvo de ataques. Eu olhei fixamente para aquela classe todo o dia. Minha aula de biologia, infelizmente, era outra história. Eu me arrastei sem alegria por todos os filos e os princípios do darwinismo, memorizando o melhor que pude. Nunca me ocorreu que esta classe poderia ter sido tão interessante como a história que eu recentemente comecei a ler sobre o "design inteligente", o último assalto ao ensino da evolução em nossas escolas. Muitos especialistas em educação e cientistas importantes dizem que temos de manter esse absurdo religioso fora de sala de aula. Mas isso é realmente uma boa ideia?

Sou tão devota do darwinismo como ninguém. Eu li todos os ensaios sobre a evolução do falecido Stephen Jay Gould, um dos meus escritores favoritos. O Deus que eu adoro que, penso eu, ser inteligente o suficiente para criar o universo, sem, como Gênesis alega, violando suas próprias leis observáveis ​​da conservação da matéria e energia em uma construção de seis dias. Mas depois de entrevistar apoiadores e opositores do design inteligente, que defendem, entre outras coisas que os organismos de hoje são complexos demais para terem evoluído a partir de produtos químicos primordiais por acaso ou necessidade, eu acho que as críticas da biologia moderna, ao contrário das lições do Ladendorff, poderia ser uma das melhores coisas que aconteceram para a ciência do ensino médio.

Vá em uma classe de ensino médio de biologia e você vai encontrar a mesma marcha lenta, de memorização que eu suportei aos 15 anos. Por que não animar os estudantes com um debate sobre as teorias contrastantes? Por que não ver um advogado do design inteligente a ser interrogado? Muitos estudantes, como eu, acham difícil entender a teoria da evolução, e o próprio método científico, até que eles sejam iluminados por pontos de vista contrastantes. E por que parar com a biologia? Professores de Física poderiam pedir aos alunos para explicar em por que uma máquina de movimento perpétuo nunca irá funcionar. Professores de Ciências da Terra poderia mostrar por que a teoria do estado estacionário do universo perdeu para o Big Bang - assim como Al Ladendorff, destacado gênio da Constituição dos EUA, mostrou por que os Artigos da Confederação faliram.

Por incrível que pareça, nem as pessoas pró-design possuem a ideia de injetar sua disputa em aulas de biologia. John West, diretor associado do Centro de Ciência e Cultura, Discovery Institute com sede em Seattle, que promove o design inteligente, disse que a exigência do seu uso nas escolas iria transformar sua crítica da evolução "em um jogo político". Eugenie C. Scott, diretor-executivo do Centro Nacional para a Educação Ciência em Oakland, na Califórnia, disse que vai distrair a pesquisa evolucionária comprovada, e fora criar uma multidão de outros temas e muita confusão.

Alguns bons professores de biologia disseram a mesma coisa. Sam Clifford em Georgetown , no Texas, disse que o design inteligente é "uma fragmentada , mistura aleatória" que ele não tem tempo. Dan Costa em Mount Vernon High School, em Fairfax County , disse que uma dissecação do design inteligente em sua classe seria visto por alguns alunos como um ataque à sua religião. Todos pareciam estar dizendo que a maioria dos alunos e professores do ensino médio dos Estados Unidos não são inteligentes o suficiente para lidar com um tema tão explosivo. Mas como saberemos se continuarmos a pagar advogados caros para garantir que essa experiência nunca seja realizada?

O pessoal do design inteligente dizem que não ensinam uma doutrina religiosa. Eles podem estar mentindo, e estão apenas suavizando o ensino da evolução para um eventual ataque pró-Gênesis. Mas eles passaram num dos meus testes. Eles responderam uma pergunta favorita de Gould: Se você é cientistas de verdade, então qual evidência refutaria sua hipótese? West indicou que qualquer descoberta de precursores de estruturas corporais de animais que apareceram no período Cambriano, 500 milhões de anos atrás, lançaria dúvidas sobre a tese de que essas estruturas, em desafio a Darwin, evoluíram de um ancestral comum universal.

Esse é o início de uma grande aula, e alguns professores estão fazendo isso, embora calmamente. John Angus Campbell, que ensina a Retórica da Ciência e da Fala na Universidade de Memphis, vem tentando convencer mais professores em deixar seus alunos consideram críticas sobre Darwin. Como eu, Campbell reverencia o filósofo do século XIX John Stuart Mill, que disse que as boas ideias devem ser questionadas para que não se degenerem em dogma.

Tornando Darwin em um deus inatacável, sem manchas, Campbell disse, que isso não dá exercício aos cérebros estudantis. "Se você não vê os riscos, se você não ver as lacunas ", disse ele , " você não vê a genialidade de Darwin."


Referências

Tradução livre http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/articles/A58465-2005Mar22.html

A mais terrível verdade das Escrituras

29 outubro, 2013


O Evangelho: a Verdade mais terrível das Escrituras.

Primeiramente o Evangelho começa com Deus. Veja que toda questão volta à natureza de Deus, Deus é justo, Deus é Santo, Deus não pode violar seus atributos, Ele não pode fazer algo que O contradiz, Ele é um Deus justo. Agora, isto é uma coisa boa, seria terrível saber que este universo foi criado por um Deus mau, um Deus onipotente que fosse mau seria completamente terrível. Então é bom que Deus seja justo, mas isto também apresenta outro problema.

Se Deus é Justo, o que Ele faz conosco?

Bem eu vou falar a coisa mais assustadora da bíblia para vocês. A verdade mais assustadora da Bíblia é que Deus é bom (Lc 18:19). Bem... neste momento você deve estar se perguntando:

Mas qual o problema disso? Qual o problema de ter um Deus bom?

 Bem... a resposta é a seguinte.  É horrível saber que Deus é bom, porque nós não somos (RM 3:12). Então o que Deus faz com pessoas como nós? Pecadores.... pecamos contra Deus, pecamos contra os outros, pecamos contra a natureza, pecamos contra tudo! (RM 3:23) Toda criação clama pela nossa condenação, se Deus é verdadeiramente justo, então o que Ele faz conosco?

Se um Deus justo simplesmente perdoa os ímpios, Ele não é mais justo. Se um Deus Santo chama o ímpio para Ele mesmo, para ter comunhão com Ele, não é mais um Deus Santo. Então a grande questão de toda a bíblia é esta: Como um Deus justo perdoa o homem ímpio e continua sendo justo?(Nm 14:18)

Como um Deus Santo chama o ímpio para ter comunhão com Ele e ainda continua santo?

 E a resposta se encontra na Cruz de Jesus Cristo. Na Cruz de Jesus Cristo, vemos a revelação tremenda e única da completude dos atributos de Deus. Deus é justo, Ele tem que condenar nosso pecado. Deus é Amor, então Ele se torna um homem em seu filho, vive uma vida perfeita como homem e então vai até aquele madeiro, e no madeiro, os pecados de Seu povo são lançados sobre Ele e toda a justiça de Deus (Rm 3:26) toda ira de Deus que nós merecemos é jogada sobre a cabeça de Cristo. A medida exata necessária para satisfazer completamente a justiça de Deus. Depois de sofrer, Jesus disse: Está consumado! Isso que dizer que Ele fez aquilo que foi exigido para satisfazer a justiça de Deus contra o Seu povo. Ele pagou o preço completo.

Isto é tão importante que se entenda, visto que os nossos pecados não foram expiados simplesmente por que os romanos bateram e pregaram Jesus na Cruz. Nossos pecados foram expiados por que naquela cruz Ele carregou os nossos pecados. "E Agradou a Javé moê-lo".

A ira de Deus que deveria ter caído sobre mim e você, caiu sobre Seu único Filho Amado. Ele sofreu na integra, Ele morreu, pois o salário do pecado é a morte. E no terceiro dia ele ressuscitou dentre os mortos. E agora ele está assentado à direita de Deus e não há nenhum outro nome em qualquer mundo, não há outro nome dado ao homem pelo qual possamos ser salvos, exceto pelo nome de Jesus Cristo, Ele é o caminho a verdade e a vida, ninguém vem ao Pai senão por Ele!


Referências

Paul Washer, The Gospel. The most terrifying truth of Scripture